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Oito e dois. Os protestos pela habitação em Lisboa tiveram alguns momentos de tensão durante a noite, mas desta vez não houve intervenção policial. Isto numa altura em que a Presidência da República mostra disponibilidade para falar com os manifestantes. O principal momento de tensão em Lisboa aconteceu depois do rebentamento de um petardo na Praça do Rossio. O alegado responsável foi perseguido pelos manifestantes e refugiou-se no interior de um restaurante. Por razões de segurança, o estabelecimento fechou o gradeamento à porta. Um dos elementos da organização afirmou que o homem em causa seria um agente da polícia à paisana. A PSP nega. Fonte da Polícia de Segurança Pública adianta ao Observador que o homem em questão tem 41 anos e é gestor de profissão. Ainda antes deste episódio, o ambiente já tinha ficado tenso depois da polícia ter multado alguns condutores que buzinavam em solidariedade para com a manifestação. Já no Porto, foram montadas 15 tendas na Praça Dom João I, sob o olhar atento da Polícia de Segurança Pública, mas sem qualquer intervenção. A polícia optou por um dispositivo discreto e permitiu que os poucos manifestantes passassem a noite na rua. As tendas ficaram montadas até cerca das 05h, até que os manifestantes as retirassem por iniciativa própria. No Porto, o movimento Acampada recusou também o convite do presidente da Câmara Municipal, Pedro Duarte, para uma reunião. Já o contacto da Casa Civil da Presidência da República é visto com bons olhos, como explica um dos porta-vozes da Acampada, Henrique Blanc.
Hoje, às 19h30, entraram em contacto comigo através da Casa Civil da Presidência da República, a pessoa responsável, e informou-me que o Presidente da República estava disposto a reunir conosco para discutir as propostas que nós temos e também estes últimos acontecimentos relacionados com a Acampada. Claro que foi uma proposta recebida com muito bom agrado da nossa parte, mas que ainda irá ser discutida por nós todos, de forma democrática, como tem sido tudo até este momento.
Henrique Blanc, um dos porta-vozes da Acampada do Porto, em declarações aos jornalistas, a reagir ao contacto da Casa Civil da Presidência da República. Depois das críticas de inação, o chefe de Estado quer mostrar que está atento, Carlos Pedro.
E desta vez foi bem mais rápido a reagir. Aconteceu horas depois da operação policial na madrugada de domingo. Fonte da Presidência fez saber aos jornalistas que o chefe de Estado pediu informações e esclarecimentos com todos os detalhes ao primeiro-ministro e à Provedora da Justiça. Minutos depois, a questão é clarificada ao dizer que Seguro pediu detalhes ao governo e à Provedoria da Justiça, tendo em conta o acompanhamento da manifestação feito pelo Mecanismo Nacional de Prevenção. Entre os detalhes solicitados estava o estado dos detidos e dos feridos. Cerca de duas horas mais tarde, chega a confirmação de que o presidente tinha falado com Luís Montenegro e Luísa Neto. Mais tarde, novamente com manifestantes na rua, a Presidência revela que Seguro falou com os autarcas do Porto e de Lisboa, Pedro Duarte e Carlos Moedas. E do Porto chegava a notícia de que a Casa Civil da Presidência da República teria entrado em contacto com os manifestantes para um encontro com António José Seguro. É neste contexto que o Presidente da República reuniu no Conselho de Estado hoje. A reunião no Palácio de Belém está marcada para às 15h.
Carlos Pedro, com as iniciativas do Presidente da República, depois das críticas ao silêncio de que foi alvo perante as manifestações e a intervenção da polícia. António José Seguro tem ainda esta manhã agenda pública, antes do Conselho de Estado. Vai estar na nova SBE, em Carcavelos, quando forem 10h45. Entretanto, os 13 manifestantes detidos este fim de semana são hoje presentes a primeiro interrogatório judicial. No Porto, começam a ser ouvidos dentro de duas horas, às 10h, no Tribunal de Pequena Instância Criminal. Em Lisboa, o primeiro interrogatório está marcado para às 14h, no Campus da Justiça. Paulo Fonseca vai ser anunciado como novo treinador do Sporting ainda esta semana. O técnico cede assim a Rui Borges, que está de saída de Alvalade. Paulo Fonseca é o homem escolhido por Frederico Varandas, com apresentação marcada para esta semana em Alvalade. É uma informação apurada pelo Observador. O treinador português de 53 anos treina atualmente o Lyon e deixou ontem os relvados do clube francês em lágrimas, naquilo que pareceu uma despedida dos adeptos. O Sporting anunciou ontem à noite, em comunicado, a saída de Rui Borges. Na análise, o comentador da Rádio Observador, João Castro, sublinha o timing para esta decisão.
Esta mudança brusca agora, nesta altura, e forçar nesta altura, eu acho que tem muito a ver com o jogo do Manchester e do Porto que aí vem. Ou seja, era preciso dar ao novo treinador tempo para entrar e já ter as coisas, as dinâmicas mais ou menos bem definidas para esse jogo do Dragão, que eu acho que é claramente decisivo para o Sporting reentrar nas contas do título. E o jogo do Manchester pode ser fundamental para a caminhada da Champions. Portanto, entrar tinha que ser agora.
O Sporting joga frente ao Manchester United e o Futebol Clube do Porto no final deste mês, já depois da pausa para as seleções. Tiago Fernandes, o atual treinador da equipe B leonina, assume para já o comando da equipe principal de forma interina. É ele que vai orientar a equipe no duelo de amanhã do Sporting diante do Shakhtar Donetsk, a contar para a Liga dos Campeões. São agora 08h07. Já a seguir os Momentos de Glória. Primeiro, Carla, que outras notícias marcam esta manhã? Hoje é dia de greve dos trabalhadores da administração pública. Setores como a educação ou a saúde devem ser os mais afetados. Esta greve começou à meia-noite, dura 24 horas, é convocada pelo Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Serviços e de Entidades com Fins Públicos. Na atualidade internacional, Donald Trump sugere que vai ter de dar o golpe final no Irão. O presidente dos Estados Unidos explica que a única razão pela qual ainda não terminou a guerra é porque quer ser simpático. São declarações que surgem antes das eleições intercalares nos Estados Unidos, que vão realizar-se amanhã.