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Já de seguida com o Luís Soares. Jornal das 9 com o Luís Soares. Luís, começamos com esta notícia: João Bilhim, antigo presidente da CReSAP, afirma que é normal o governo ter nomeado quatro novos secretários-adjuntos em regime de substituição.

Diz também que esses secretários-adjuntos do governo só podem estar três meses em funções até o executivo abrir concurso na Comissão de Recrutamento e Seleção para a Administração Pública. Em declarações à Rádio Observador, João Bilhim, antigo presidente da CReSAP, explica também o que vai acontecer até à nomeação do substituto de Hélder Rosalino.

Todos os cargos, de acordo com o estatuto do dirigente da Administração Pública, até os diretores de serviço e os chefes de divisão, podem concretamente ser designados em regime de substituição. No caso específico dos dirigentes superiores, têm este limite de 90 dias. Os outros não têm limite nenhum. Portanto, este limite foi mais para aqueles que estão concretamente obrigados a uma abertura de concurso pela CReSAP. Para a substituição do secretário-geral, na prática, o que vai ocorrer é que um destes secretários-gerais adjuntos vai desempenhar o cargo de substituto e vai coordenar os restantes secretários-gerais.

João Bilhim, antigo presidente da CReSAP, em declarações à Rádio Observador. Ao contrário do secretário-geral do governo, que é escolhido diretamente pelo primeiro-ministro, os secretários-gerais adjuntos têm de passar pelo concurso da CReSAP. Questionado pelo Observador, o Ministério da Presidência não diz se já pediu a abertura desses concursos, nem quando o vai fazer.

Ora, o ex-presidente da CReSAP comenta também a polémica em torno do elevado salário que Hélder Rosalino ia receber como secretário-geral do governo.

Um salário de cerca de € 15 mil mensais. João Bilhim considera que a polémica é apenas política. Isto porque, explica o antigo presidente da CReSAP, os reguladores de várias outras áreas da administração pública ganham mais do que o primeiro-ministro.

Não há nenhum órgão de regulação que não tenha um salário superior ao primeiro-ministro. E são administração do Estado. Ganham todos praticamente à volta dos 13, 14, 15 mil euros. Desde ou das comunicações ou da energia, ou da comunicação social, francamente, não sei, porque depende da Assembleia da República, não me lembro. Mas os reguladores todos ganham acima concretamente disso. O que eu estranho é que o primeiro-ministro ganhe tão pouco e o presidente da República ganhe tão pouco.

João Bilhim, antigo presidente da CReSAP, os quatro novos secretários-gerais adjuntos do governo começaram funções no primeiro dia do ano, já depois de Hélder Rosalino ter anunciado a desistência do cargo de secretário-geral.

Há mais de 10 anos, o Banco de Portugal chegou a pagar salários de trabalhadores que entraram no governo, mas desta vez Mário Centeno recusou-se a fazer o mesmo.

Na altura, o Banco de Portugal era liderado por Carlos Costa, pagou o salário de pelo menos dois funcionários que saíram para o primeiro governo de Pedro Passos Coelho. Um economista, que foi para o gabinete da então ministra Maria Luísa Albuquerque e uma funcionária, que foi para o gabinete do então secretário de Estado do Orçamento. A notícia avançada pelo "Expresso", que consultou os despachos da altura, publicados em "Diário da República", agora o atual governador do Banco de Portugal deixa claro que não ia pagar o salário de cerca de € 15 mil a Hélder Rosalino. Contactado pelo "Expresso", Mário Centeno reforça a mesma ideia de que considera esta prática ilegal.

Falamos agora da corrida à Belém. O ministro-adjunto e da Coesão Territorial acredita que Luís Marques Mendes vai mesmo ser candidato à Presidência da República.

Manuel Castro Almeida considera mesmo que Marques Mendes será um bom candidato e que encaixa na perfeição nos critérios definidos pelo PSD. Em entrevista ao jornal "Sol", o ministro lembra que ainda falta muito tempo para as presidenciais. Adianta que não sabe quando é que o ex-líder do PSD vai anunciar a candidatura. Mas Castro Almeida também não tem dúvidas: Marques Mendes tem todas as condições para exercer bem o cargo de presidente e é o nome que melhor encaixa nos critérios definidos na moção de estratégia que o PSD aprovou no congresso do partido.

Já depois deste jornal, há explicador na Rádio Observador para falar de presidenciais e do apoio de um grupo de maçons a Gouveia e Melo. E antes disso, ainda algumas notícias em destaque a esta hora, Luís.

A PSP e a GNR registam ao todo 25 mortos nas estradas portuguesas, nas operações de Natal e Ano Novo. É um aumento face ao ano passado. As operações das duas Forças de Segurança terminaram ontem. O balanço foi divulgado esta manhã. Apesar do aumento do número de mortos, a PSP e a GNR dão conta de menos acidentes este ano. O presidente da Assembleia da República pede bom senso e menos extremismo na política portuguesa em 2025. José Pedro Aguiar Branco entende que a maioria dos portugueses não é assim e que estas pessoas querem liberdade, segurança, mas também tolerância e que projetos radicais têm pouca atração na sociedade portuguesa. São recados do presidente do Parlamento, sem nunca referir partidos, num artigo publicado no Jornal Económico sobre o novo ano. A mortalidade infantil em Portugal está a aumentar. No ano passado morreram 261 bebés abaixo de um ano, ao valor mais elevado desde 2019, o que representa mais cerca de 40 mortes do que em 2023. São dados divulgados esta manhã pelo jornal "Público". Os especialistas ouvidos pelo jornal falam num sinal de alerta. Há um luso descendente entre as vítimas mortais do atentado em Nova Orleães. Amétio Tenedório, de 25 anos, morreu ao ser baleado pelo autor do atordoamento em massa. A notícia foi avançada pelo jornal "Luso Americano". O FBI considera que o autor do ataque agiu sozinho, inspirado pelo Estado Islâmico. É um norte-americano veterano do exército que foi abatido pela polícia no local. E há novidades na Netflix e também na Casa Real Britânica. Meghan Markle está de regresso às séries. O novo projeto da Duquesa de Sussex chama-se "With Love, Meghan", e a estreia é já no próximo dia 15 de janeiro.

O que é que sabemos sobre isto? É um documentário, Luís?

É um cruzamento entre documentário e reality show. Na descrição da série, lê-se que Meghan vai partilhar dicas e truques pessoais, vai receber convidados na cozinha, no jardim e não só. Nesse trailer da nova série é possível ver vários convidados como a Abigail Spencer ou a Alice Waters. E tal como "Harry & Meghan", a última série dos Duques de Sussex, esta também é produzida pela mesma produtora, a empresa de Meghan Markle com o príncipe Harry e é para ver a partir já do meio deste mês na Netflix.

E depois vai estar em destaque no pop-up.

Claro, já estamos ansiosos por ver a Meghan Markle.

Notícia de fecho no Jornal das Nove.