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Ação 91. As notícias com o jornalista Luís Soares. E começamos com os efeitos da depressão Hermínia, uma estrada desabou no distrito de Viseu.
Foi a Estrada Nacional 329. O mau tempo levou a um deslizamento de terras que fez desabar um troço desta estrada em Tarouca, Viseu. As imagens transmitidas pela SIC Notícias e pela CNN Portugal mostram que a estrada está cortada. É uma das cerca de 500 ocorrências registradas pela Proteção Civil nas últimas horas, relacionadas com o mau tempo. Só esta madrugada foram 104, a maioria inundações. O balanço foi feito à Rádio Observador pelo oficial de operações da Proteção Civil, Paulo Santos. Vamos já escutar Paulo Santos.
As ocorrências motivadas pela meteorologia adversa, relacionadas, efetivamente, com vento forte e precipitação intensa, sobretudo. Estas ocorrências estão relacionadas com quedas de árvores, com deslizamentos de terras, inundações, queda de estruturas e limpezas de via. Afetaram, sobretudo, a região centro-norte do país, com destaque para os distritos de Viana do Castelo, Braga, Porto, Aveiro e Viseu. Há diversas bacias hidrográficas, nomeadamente a bacia hidrográfica do Douro, do Vouga e do Mondego, que são sempre monitorizadas, e é natural que possa haver algumas inundações nas áreas ribeirinhas.
Oficial de operações da Proteção Civil, Paulo Santos, com o balanço das consequências da operação Hermínia, que está a atingir Portugal continental. Como escutávamos, a zona Norte do país é uma das mais afetadas. A repórter Maria Rego está a esta hora em Ponte de Lima. Maria, bom dia. Por aí também são visíveis os efeitos do mau tempo?
Bom dia, Luís. Sim, desde logo aqui mesmo no Largo de Camões, onde me encontro, em Ponte de Lima, em frente à fachada que ontem derrocou aqui de uma obra, que está mesmo no centro da vila. Ponte de Lima não foi a única a ser afetada. Também Viana do Castelo é um dos sete distritos continentais que esteve ontem sob aviso laranja, devido à passada da depressão Hermínia, tal como referiste. Em Ponte de Lima agora já estão a ser feitas as últimas operações de limpeza, onde me encontro neste momento.
Maria Rego, aqui em direto de Ponte de Lima, um dos locais onde são visíveis as consequências da chuva e do vento fortes que começaram ontem, e vão continuar. E de resto, toda a costa do território nacional, desde o norte até Lisboa, está sob aviso vermelho, aviso máximo, neste caso, devido à agitação marítima. Há também sete distritos do Norte e Centro sob aviso laranja para chuva e vento. O restante território está sob aviso amarelo.
Alexandra Leitão defende Pedro Nuno Santos no debate sobre a imigração. A líder parlamentar do PS lamenta a polarização que surgiu dentro do partido e pede mais serenidade.
Em entrevista ao Expresso na semana passada, o secretário-geral do PS assumiu falhas do governo anterior e defendeu que os estrangeiros que venham para Portugal têm de respeitar o modo de vida e a cultura portuguesa. Declarações que foram alvo de críticas de figuras dentro do próprio PS, casos de Marta Temido ou de Ana Catarina Mendes. No espaço do comentário da CNN Portugal, Alexandra Leitão recusa alinhar nas críticas e prefere pedir mais serenidade no debate.
As reações na sociedade, nas forças políticas, à entrevista do secretário-geral do Partido Socialista, demonstram bem uma coisa que é, a meu ver, um dos primeiros problemas deste assunto, do assunto da imigração, que é ele estar a ser tratado com uma enorme polarização na sociedade e nas diversas forças políticas. É ele ser tratado com uma perspectiva sempre pouco serena, pouco construtiva, muito polarizada, muito extremada.
Ainda assim, Alexandra Leitão admite que Pedro Nuno Santos não foi prudente na forma como se referiu à questão do respeito pelo modo de vida e à cultura do país. Na análise, o editor de política do Observador, Rui Pedro Antunes, explica que Alexandra Leitão está a ser leal a Pedro Nuno Santos.
Teve que, eu acho que de alguma forma, meter os próprios princípios dela na gaveta, porque se fosse qualquer outro líder de outro partido a dizer isto, ela tinha estraçalhado esse líder. E, ainda para mais, este tipo de posicionamento de Alexandra Leitão, embora seja leal e ela estivesse aqui um bocadinho encurralada, porque não podia ir contra Pedro Nuno Santos, na verdade, não ajuda nada no próximo combate que ela tem, que é Lisboa.
Análise de Rui Pedro Antunes, o editor de política do Observador, há pouco, na edição de hoje do E o Vencedor É.
O secretário-geral da NATO visitou hoje Lisboa para encontros com Marcelo Rebelo de Sousa e Luís Montenegro.
Mark Rutte deve ser recebido ao final da manhã pelo Presidente da República, em Belém. Depois, reúne-se com Luís Montenegro no almoço de trabalho. Estão previstas declarações conjuntas em São Bento. Vão participar também neste encontro os ministros da Defesa e dos Negócios Estrangeiros. Na análise, Jorge Rodrigues, coordenador do Departamento de Risco Geopolítico da Porto Business School, explica que esta visita tem dois grandes objetivos.
Há aqui dois grandes vetores de preocupação. O primeiro, a preparação para o efeito Trump e a questão de solidificação do orçamento da NATO e do próprio investimento em defesa de cada um dos países.
Análise de Jorge Rodrigues, coordenador do Departamento de Risco Geopolítico da Porto Business School, no Gabinete de Guerra de hoje. Depois de Lisboa, o secretário-geral da NATO segue para Madrid, para outro encontro com o chefe do governo espanhol.
Entretanto, a vice-presidente da Comissão Europeia elogia Donald Trump pela pressão a Vladimir Putin para que a Rússia acabe com a guerra na Ucrânia.
Declarações de Kaja Kallas, à entrada para uma reunião dos ministros dos negócios estrangeiros da União Europeia, que decorre esta manhã em Bruxelas. Um dos temas em cima da mesa é precisamente a guerra na Ucrânia. A alta representante da União Europeia para a política externa vê com bons olhos as mais recentes declarações do presidente norte-americano sobre o conflito.
Vamos discutir a situação na Ucrânia. Esperamos uma decisão para renovar as sanções. É bom também discutir o que mais podemos fazer para pressionar a Rússia para acabar com esta guerra. E é também bom que o presidente Trump o tenha feito, que tenha dito que está nas mãos do Kremlin terminar este conflito.
Donald Trump já veio público pedir a Vladimir Putin para que acabe com o conflito. O presidente norte-americano ameaça a Rússia com sanções caso não avance para uma negociação de paz com a Ucrânia.
E hoje o Explicador é precisamente sobre as ameaças económicas do Donald Trump. Primeiro, Luís, que outras notícias estão em destaque?
Ainda na atualidade internacional, o Hamas afirma que o regresso de palestinianos ao norte da Faixa de Gaza é uma vitória. Centenas de palestinianos começaram esta manhã a voltar ao norte da Faixa de Gaza, depois de Israel levantar os bloqueios nas estradas. Os postos começam a ser abertos depois de o primeiro-ministro israelita ter confirmado que Israel chegou a acordo com o Hamas sobre a libertação de mais reféns. Em comunicado, o Hamas fala numa vitória contra os planos de ocupação do território e de deslocamento forçado dos palestinianos. A PSP começa hoje uma operação sobre violência nas escolas. O objetivo é sensibilizar alunos do terceiro ciclo do ensino básico e do ensino secundário para esta questão. Os polícias do programa Escola Segura envolvidos neste tipo de projeto ensinam aos jovens alguns métodos para resolver conflitos de forma pacífica. A ação da Polícia de Segurança Pública decorre até ao final do mês. E já aqui falámos de recordes às 07h, mas há um outro recorde mundial que importa assinalar hoje: uma atleta conseguiu fazer 44 flexões no minuto.
Eu faço isso só com um bracinho. Nina.
44, 10 segundos. Flexões é aquilo na barra, não é? Não, flexões é no chão.
Eu faço com um braço e outro de costas.
Não estava a perceber bem. Pensava que era estar sentado. Foi uma atleta chinesa que conseguiu esta proeza e superou o recorde de uma norte-americana que tinha feito 39 flexões no minuto. Portanto, 39 para 44.
44, são mais cinco.
É, mais cinco. Depois de conquistar o título, a atleta disse que ainda sente que há espaço para melhorar e que da próxima vez ainda vai tentar uma pontuação melhor. Senta.
Parece o Nuno Markl.
Já estou cansado só de ouvir esta conversa. 1 minuto, 60 segundos, 44 flexões, deve fazer as contas, não fazemos? São dois musgos aqui.