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As notícias com Carla Jorge Carvalho. O eurodeputado Francisco Assis acredita que António José Seguro fez o suficiente no debate frente a André Ventura para conquistar a base do eleitorado do Partido Socialista. Já o deputado do Chega, Bruno Nunes, condena a prestação de Seguro.
Os dois estiveram esta manhã no Explicador Extra aqui da Rádio Observador para analisar o debate entre André Ventura e António José Seguro de ontem à noite, o primeiro para as eleições presidenciais do próximo ano. Francisco Assis, apoiante de António José Seguro desde a primeira hora, dá a vitória ao antigo líder socialista e rejeita que os eleitores do PS acabem por votar noutros candidatos, como o almirante Gouveia e Melo.
Essa tese de que o almirante Gouveia e Melo é um outro candidato socialista e está a disputar eleitorado com o PS, é a primeira vez que eu ouço. É evidentemente uma pessoa que não dispõe de um pensamento político forte, convicto, organizado e está à procura de um espaço político. Mas uma coisa é isso, outra coisa é ser, de facto, um socialista ou ser alguém que está verdadeiramente a disputar esse eleitorado. Eu julgo que o António Seguro ontem ganhou também grande parte desse eleitorado. Aliás, eu sempre estive convencido que a maioria do eleitorado socialista acabaria por estar com António José Seguro.
E por isso Francisco Assis acredita que com o debate de ontem, António José Seguro respondeu a todos os que duvidavam das qualidades políticas.
Já o deputado do Chega, Bruno Nunes, diz que no frente a frente com André Ventura, a máscara caiu ao antigo líder socialista.
Para revelar um candidato arrogante e, no entender do deputado, um candidato que procurou menorizar o líder do Chega. Bruno Nunes critica Seguro por ter acusado Ventura de estar na eleição errada, para depois apresentar um pacto para a saúde. Compara, por isso, o socialista com Dom Sebastião.
António José Seguro tenta passar como: "Eu não tenho nada a ver com o que fizeram no passado. Eu não tenho nada a ver com isto. Eu até estive afastado". E repare que o grande ensaio que teve ali de peça teatral, volto a reiterar, foi a questão de: "Eu não me vou pronunciar sobre determinadas matérias, porque o senhor está numa candidatura errada" e tenta colocar a candidatura errada de André Ventura, quando ele próprio tem a solução para o SNS a uma folha. Se soubéssemos todos isto, estávamos todos muito mais descansados. Por que não chamamos a Dom Sebastião, António José Seguro, que já estava isto resolvido?
Bruno Nunes, deputado do Chega, apoiante de André Ventura, um dos convidados do Explicador Extra desta manhã, que desvaloriza ainda as mais recentes sondagens que colocam André Ventura atrás de António José Seguro na corrida a Belém.
E já a seguir temos a entrevista a Henrique Gouveia e Melo e mais um Sob Escuta Especial: Eleições Presidenciais. Carla, há um recuo do governo na reforma da lei laboral. O Executivo vai deixar cair a proposta que dificulta a recusa dos pais em trabalhar à noite e também ao fim de semana.
Esta regra permite aos pais escolherem, dentro de certos limites, as horas de início e de término do trabalho, ou seja, há uma flexibilização dos horários dos trabalhadores que vivem com filhos menores de 12 anos ou filhos com problemas de saúde. O governo pretendia reverter a regra, mas agora volta atrás. Esta era uma das propostas mais criticadas pelos trabalhadores do pacote de alteração às leis laborais. A greve geral convocada pela CGTP mantém-se para 11 de dezembro, mas vai contar também com a adesão dos profissionais de saúde. A ministra Ana Paula Martins veio ontem garantir que houve negociações para assegurar serviços mínimos.
E Carla, Armando Vara foi novamente detido pela PSP para cumprir dois anos e meio de pena de prisão.
Em causa condenações em cúmulo jurídico nos processos Face Oculta e Operação Marquês. O ex-ministro foi levado para o estabelecimento prisional de Lisboa. A notícia foi avançada pelo Correio da Manhã e confirmada pelo Observador.
São agora 9h04. Já a seguir o Sob Escuta Especial: Presidenciais, com entrevista em direto a Henrique Gouveia e Melo. Mas Carla, tempo ainda para as outras notícias que marcam esta manhã de terça-feira.
A procura das urgências em Portugal é mais do dobro do que na OCDE. Entre 2022 e o primeiro semestre de 2024, foram registados 16 milhões de atendimentos. Os dados constam de um estudo sobre o acesso às urgências do SNS, divulgado pela Entidade Reguladora da Saúde. Dezenas de estudantes fecharam esta manhã o Liceu Camões, em Lisboa, em protesto pelo fim aos combustíveis fósseis até 2030. Todas as entradas do edifício ficaram fechadas, com estudantes presos aos portões. O anúncio é feito num comunicado divulgado pelo movimento Greve Climática Estudantil e Climáximo. Donald Trump vai receber hoje Cristiano Ronaldo na Casa Branca, em Washington. O capitão da seleção nacional visita Trump no mesmo dia em que o presidente norte-americano tem um encontro com o príncipe herdeiro da Arábia Saudita, onde joga Cristiano Ronaldo. A notícia é avançada pela imprensa norte-americana. Este encontro deve acontecer pelas 16h, hora de Lisboa. A autoridade palestiniana saúda a aprovação do Conselho de Segurança da ONU sobre o plano norte-americano para Gaza. Este plano foi aprovado pelo Conselho de Segurança, que autoriza assim a entrada da Força Internacional no enclave. Prevê também um possível caminho para a constituição de um Estado palestiniano independente. Donald Trump também elogia a aprovação do plano.
Carla Jorge Carvalho, com as principais notícias desta manhã de terça-feira. Já a seguir, Henrique Gouveia e Melo está Sob Escuta, aqui na Rádio Observador.