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Ora são 9 horas. As notícias com Carla Jorge Carvalho. O grupo parlamentar do PS decide hoje o que vai fazer em relação à Lei da Nacionalidade. Os socialistas já deixaram no ar a hipótese de voltarem a pedir a fiscalização preventiva do Tribunal Constitucional. E neste momento, Carla, a relação com o novo presidente da República pesa na decisão.

Uma decisão que há de ser tomada hoje pela direção da bancada do PS. A nova Lei da Nacionalidade foi aprovada na Assembleia da República só com os votos da direita. O documento foi ontem enviado para o Palácio de Belém. Foi um diploma reformulado depois do primeiro chumbo do Tribunal Constitucional. António José Seguro tem agora oito dias para decidir o que fazer. O mesmo prazo têm os deputados do PS e os socialistas, Rui Casanova, estão politicamente pressionados.

Se não pedir uma nova fiscalização preventiva, o PS passa parte da responsabilidade para o Presidente da República. Se pedir outra vez, então mantém aceso o confronto com a maioria que aprovou a lei. É o dilema, neste momento, para o grupo parlamentar do PS. Uma fonte da bancada socialista, ouvida pelo Observador, resume a questão: se o PS não pedir a fiscalização preventiva desta vez, isso vai ter uma leitura política.

A de que o partido, Rui, está a contar com a ajuda de António José Seguro em Belém.

Precisamente. Ora, o PS quer garantir que aquilo que vier a ser decidido sobre a Lei da Nacionalidade é lido como uma escolha do partido e do grupo parlamentar, e não como algo dependente de António José Seguro.

Rui, agora há também a questão dos prazos. Como destacámos, os grupos parlamentares e o Presidente da República têm praticamente o mesmo tempo para decidir o que fazer.

Sim, são oito dias. O prazo para os deputados começou a contar a partir de ontem, dia em que o presidente da Assembleia da República recebeu o decreto e o enviou para o Palácio de Belém. Já o prazo para o Presidente da República começa a contar a partir do momento da recepção, ou seja, entre esta segunda-feira e hoje. Ora, o deputado do PS, Pedro Delgado Alves, já admitiu que o partido pode voltar a avançar com o pedido de fiscalização sucessiva. Os socialistas colocam especial foco na questão da perda de nacionalidade. PSD, CDS e Chega mantiveram essa possibilidade na lei, ainda que com um leque menor de crimes associados. Começa agora a contar o prazo da nova Lei da Nacionalidade. Neste momento, certo, parece estar tudo em aberto.

É o que parece, para já, Rui Casanova, com a Lei da Nacionalidade. O grupo parlamentar do PS decide hoje o que vai fazer em relação ao documento. Entretanto, o presidente da República, António José Seguro, recebe hoje o secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, no Palácio de Belém. De acordo com a agenda da presidência, a audiência à nova direção política do PS saída do Congresso foi pedida pelo partido. O encontro está marcado para às 15h.

Este é um tema em destaque no site do Observador a esta hora. Destaque agora para a educação. As tempestades não colocam em causa as provas-ensaio que começam hoje no ensino básico. Os diretores das escolas públicas garantem que os estabelecimentos estão preparados. Estas provas de ensaio deviam ter começado em fevereiro, mas foram adiadas devido às tempestades que atingiram o país e, por isso, dois meses depois, Filinto Lima, o presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas, acredita que estão todas preparadas, mesmo aquelas que foram afetadas pelo mau tempo.

Essas escolas que foram abrangidas pelo vendaval geraram trabalho juntamente com as autarquias e com o Ministério da Educação, no sentido de superarem esse momento de enorme constrangimento. Como disse, e bem, estas provas estavam agendadas para fevereiro e foi em virtude, de facto, do vendaval que as provas foram adiadas para o mês de abril. Portanto, são provas de ensaio, mas eu penso que, globalmente, estamos preparados para que os nossos alunos possam fazer estas provas com sucesso.

Estas provas-ensaio têm como objetivo testar o formato digital em que vão ser feitas as avaliações externas a partir do final de maio. Não é a primeira vez que os alunos do quarto, sexto e nono ano estão submetidos a estas avaliações. Filinto Lima defende que as escolas têm de acompanhar este novo formato digital.

O José Sócrates roubou muito mais que o Salazar. Isso não tenham dúvida. Desculpem dizer isto assim, mas roubou muito mais. E vem aqui a entrevistas aqui e a outros canais. E, portanto, anda aí à solta. Espera aí. Deixa lá essas histórias agora. O que eu defendo é que todos deviam estar presos.

Estamos aqui a ouvir um som que ainda não tem a ver, naturalmente, com o que estamos a falar dos novos modelos de avaliação, dos testes que vão ser feitos hoje. Esta manhã ouvimos Filinto Lima, o presidente da Associação Nacional de Diretores e Agrupamentos de Escolas Públicas, a dizer que as escolas têm de estar preparadas para este novo formato de avaliação.

O contacto digital não vai ser a partir de hoje, altura em que começam as provas-ensaio. O contacto digital começou já em setembro e cada escola dinamizou da melhor forma, de facto, essa aproximação de uma realidade que é nossa, que é da sociedade, que é o digital. Estamos no mundo digital e a escola tem que acompanhar e acompanha, de facto, a escola pública acompanha o evoluir da sociedade. Ora, iremos perceber se, de facto, durante o dia de hoje, durante os próximos dias, em que são aplicadas as provas de ensaio, se tudo está a correr bem. E se não estiver a correr bem, com certeza que faremos alguns ajustes às situações que estão a correr menos bem.

A escola pública há-ter de acompanhar os novos tempos. O presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas garante também que, apesar dos estragos causados pelas tempestades, as escolas estão preparadas para as provas-ensaio que estão a acontecer hoje.

E voltamos a falar do debate entre André Ventura e Pacheco Pereira sobre o passado colonial. O líder do Chega afirma que Sócrates foi mais corrupto que Salazar. Já o historiador responde e acusa Ventura de justificar a ditadura.

O debate durou perto de 1h20. O presidente do Chega mantém que existiram mais presos políticos depois do 25 de abril do que no Estado Novo, mas Pacheco Pereira contrapôs que não é possível comparar dois anos com um sistema que durou mais de 40. Num debate sobre história, a atualidade também entrou no discurso com André Ventura. Agora sim, vamos ouvi-lo a dizer que Sócrates foi mais corrupto que Salazar.

O José Sócrates roubou muito mais que o Salazar. Disculpem dizer isto assim, mas roubou muito mais. E vem aqui a entrevistas aqui e a outros canais e, portanto, anda aí à solta. Espera aí, deixa lá essas histórias. O que eu defendo é que todos deviam estar presos. Quem cometeu crimes de corrupção deve estar preso. Agora, o que eu não posso aceitar é que haja corrupção boa e corrupção má. Claro que o Estado Novo tinha corrupção, como o regime a seguir ao 25 de Abril teve corrupção, como a nossa democracia hoje está cheia de corrupção.

O presidente do Chega, Pacheco Pereira, indignado, acusou Ventura de estar a colar democracia à corrupção.

Se o André Ventura tivesse posto um cartaz a dizer 100 anos de corrupção, nós não tínhamos esta discussão. Mas não, pôs 50.

Até podia ser 1000.

Não, até podia ser 1000. Pôs 50 e, ao pôr 50, o que está a dizer é que a democracia é um regime naturalmente corrupto e o Estado Novo não era. E você não quer ver isto por uma razão muito simples.

Mas isso está lá no cartaz.

Não, está 50 anos de democracia.

Mas está no cartaz que os anteriores não são.

Não.

Agora, podia-se falar de mil anos antes.

Você pensa que está a falar com um atrasado mental.

Podia-se falar há mil anos antes.

Não, mas pensa que está a falar com um atrasado mental.

São alguns dos destaques entre André Ventura e Pacheco Pereira, que estiveram ontem em debate na CNN Portugal. Ventura afirma que Pacheco Pereira tem balas nos olhos. O historiador acusa Ventura de liderar um partido anticristão.

Destaque agora para o conflito no Médio Oriente. Os Estados Unidos e o Irão devem regressar à mesa de negociações ainda esta semana no Paquistão.

A notícia é avançada esta manhã pela agência Reuters, que cita quatro fontes próximas do processo, depois de terem saído de Islamabad no domingo sem acordo para a paz no Médio Oriente. As delegações norte-americanas e iranianas vão voltar para uma segunda ronda negocial, mas ainda não se sabe o dia concreto. A Reuters adianta apenas que será esta semana. Isto numa altura em que o vice-presidente dos Estados Unidos afirma que a bola está do lado do Irão no que diz respeito às negociações para pôr fim ao conflito.

O conflito no Médio Oriente é também o tema do Explicador para ouvir já a seguir. Vamos ainda falar sobre as eleições na Hungria. São nossos convidados Lídia Pereira, Tiago Moreira de Sá e Francisco Assis, eurodeputados do PSD, Chega e PS. E agora, Carla, às 09:09, que outras notícias estão em destaque nesta manhã de terça-feira?

Marcelo Rebelo de Sousa começa hoje um ciclo de aulas-debate. O ex-presidente da República vai responder a questões de alunos do básico e do secundário. Começa esta manhã numa escola em Águeda. Atenção ao trânsito em Lisboa. O túnel da Avenida João XXI fecha hoje para obras que devem durar dois anos. O objetivo é reforçar a segurança. A ML indica que está em causa um investimento de mais de € 7 milhões. O novo podcast Plus do Observador conta a história de um dos crimes mais midiáticos dos últimos anos. O segundo episódio já está disponível. São relatórios policiais, comunicações da polícia ou fotografias das provas locais do crime. Milhares de documentos que permitem reconstituir toda a investigação à forma como Renato Seabra, um jovem aspirante a modelo, na altura com 21 anos, assassinou o cronista social Carlos Castro em Nova Iorque, em janeiro de 2011.

E Carla, entre eles estão também as transcrições de mensagem de texto que permitem reconstruir as semanas antes do crime.

A polícia encontra outra mensagem enviada dois meses mais tarde para o mesmo amigo. Renato diz-lhe que quer saber tudo sobre as raparigas com quem ele tem partilhado fotografias no Facebook e conta-lhe que está quase a partir novamente. É a viagem que fará aos Estados Unidos com Carlos Castro, mas não faz qualquer referência à companhia ou sequer à existência do cronista social. "Vou a Nova Iorque a 26 de dezembro para fazer um desfile de moda e passar a passagem de ano. Nunca me imaginei assim. Lol. Londres foi mesmo fantástico. Agora tenho que começar a praticar o meu inglês novamente".

Esta é uma série narrada pela atriz Joana Santos, com música original do pianista Júlio Resende. A investigação e os guiões são da jornalista Tânia Pereirinha.

E como é hábito, os assinantes Standard e Premium do Observador não têm de esperar. Podem ouvir já de seguida todos os seis episódios desta série.