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As notícias com o jornalista Luís Soares. Há registo de pelo menos 14 mortos na sequência de um incêndio que aconteceu esta madrugada numa maternidade no Paquistão. Em causa podem estar falhas de segurança neste hospital em Islamabad.

14 mortos, 14 recém-nascidos. De acordo com a imprensa local, na origem do incêndio terá estado a explosão do compressor de uma unidade de ar-condicionado dentro do hospital. A administração da maternidade explica que o fogo teve origem no terceiro andar do edifício. As chamas foram rapidamente controladas pelas autoridades, mas ainda assim não foi possível evitar a morte de pelo menos 14 recém-nascidos. A maternidade abrigava 15 bebês, um deles terá sobrevivido ao incêndio. A imprensa paquistanesa diz que o primeiro-ministro do país marcou uma reunião para apurar os responsáveis pelo incidente.

E este não é, Luís, o primeiro episódio do gênero a acontecer este ano no Paquistão. As autoridades descrevem as medidas de segurança para incêndios, não só em hospitais, como noutros estabelecimentos, como inadequadas.

É o que explica também a imprensa paquistanesa, que cita esta manhã os relatos das equipes de resgate. Fontes próximas dizem que não havia água no local do incêndio e que as rotas de evacuação de emergência estavam bloqueadas. Dizem também que na maternidade, durante o incêndio, não havia médicos, enfermeiros ou outros funcionários. De resto, como já dissemos, estes episódios têm sido frequentes no Paquistão. Já no início do ano, pelo menos 67 pessoas morreram devido a um incêndio no centro comercial no sul do país.

O presidente do Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar acredita que o governo vai ceder às reivindicações dos trabalhadores. Isto no dia em que a ministra da Saúde convocou uma reunião com a direção do INEM e com o sindicato.

Um encontro que promete ter um ambiente crispado devido ao clima de tensão dentro do INEM. Ana Paula Martins pretende que os trabalhadores voltem atrás na greve convocada para setembro, dois dias de greve. À Rádio Observador, o presidente do Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar, Rui Lázaro, diz que tem expectativas altas para o encontro e acredita que é do interesse do governo ceder às reivindicações.

As nossas expectativas são muito boas. É também a primeira greve onde o governo pode satisfazer as nossas reivindicações sem fazer aumentar a despesa, nem em salários, nem em condições de trabalho. Está em causa apenas a qualidade e a quantidade dos cuidados prestados aos cidadãos. E se for do interesse do governo garantir não só a resposta atual do INEM, como também reforçá-la, conforme uma das nossas reivindicações também, nós teremos todo o gosto em recuar nesta decisão da greve.

O presidente do Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar está contra a substituição das ambulâncias de suporte imediato de vida por viaturas ligeiras e também a alocação das ambulâncias de emergência médica aos hospitais. Quanto às declarações do presidente do INEM, Luís Mera, que acusou o sindicato de ter intenções partidárias no processo de negociação, Rui Lázaro diz que a decisão de apresentar uma queixa-crime já está tomada e está em curso e estranha que a demissão do líder do instituto ainda não tenha acontecido.

Eu acho que depois de, numa assembleia geral do trabalhador, que engloba todos os trabalhadores de todas as categorias do instituto, ter sido votada por esmagadora maioria a demissão do tal presidente, o nosso pedido já seria inferior a essa reunião magna. Portanto, o seu presidente já sabe que tem os trabalhadores a pedir a sua demissão. A senhora ministra também. Estranhamos é que nenhum dos dois tenha tomado nenhuma medida.

Presidente do Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar, Rui Lázaro, em declarações à Rádio Observador. A Ministra da Saúde vai tentar hoje apaziguar os ânimos neste processo de negociação. Ana Paula Martins já revelou estar surpreendida com a marcação desta greve. A reunião entre o governo, o INEM e o sindicato está marcada para as 14h.

O Instituto Progresso é o novo laboratório de ideias de esquerda fundado pelo deputado do PS, Miguel Costa Matos. Trata-se de um movimento que conta também com subscritores do PSD.

Miguel Costa Matos levou ao último congresso do Partido Socialista uma moção crítica do atual líder do partido, mas já o Observador garante que não se trata de um projeto de oposição a José Luís Carneiro. O certo é que são mais de 170 os subscritores iniciais deste Instituto de Progresso, lançado hoje. E Miguel Gato, os apoiantes deste novo projeto vêm até de vários quadrantes políticos.

A começar pelo PS, por exemplo, Duarte Cordeiro, Pedro Costa, também o atual vice da bancada parlamentar do PS, António Mendonça Mendes, ou a deputada e líder da JS, Sofia Pereira. Mas entre os subscritores deste novo movimento estão também nomes de outros partidos, por exemplo, do PSD, Duarte Pacheco e Adão Silva. Também há independentes subscritores desta moção, por exemplo, Isaltino Morais, o presidente da Câmara Municipal de Oeiras. À esquerda, Paulo Muacho, do LIVRE, Vasco Barata, do Bloco de Esquerda, também apoiam este novo think tank. Os subscritores deste Instituto de Progresso chegam também ao Palácio de Belém. Há pelo menos dois elementos da Casa Civil entre os nomes envolvidos no projeto. Aliás, o presidente da República, António José Seguro, foi um dos elementos contactados por Miguel Costa Matos e ficou prometida uma audiência em Belém com membros da direção do movimento, que ainda não tem data marcada.

Data marcada já, Miguel, para a primeira conferência deste Instituto de Progresso.

Sim, está marcada para o dia 19 de setembro. Conta com a participação confirmada do antigo governador do Banco de Portugal e antigo ministro também Mário Centeno, um dos nomes apontados à sucessão de José Luís Carneiro dentro do Partido Socialista, assim como, por exemplo, Duarte Cordeiro, que faz parte deste Instituto de Progresso. No entanto, o fundador Miguel Costa Matos garante ao Observador que o objetivo deste novo laboratório de ideias de esquerda não é fazer oposição à atual direção do PS. O líder do movimento garante mesmo contar com o entusiasmo do atual secretário-geral socialista e diz que não aparece para dividir o partido.

Miguel Gato, e este novo laboratório de ideias de esquerda criado pelo deputado socialista Miguel Costa Matos. A liderança deste Instituto de Progresso é dominado por socialistas e também elementos de gabinetes dos governos de António Costa, mas tem também, como percebemos, subscritores de vários quadrantes políticos. Miguel Costa Matos admite também ter se inspirado num movimento semelhante criado à direita em 2021, o Instituto Mais Liberdade, fundado pelo liberal Carlos Guimarães Pinto, que conta com várias personalidades de PSD, CDS e Iniciativa Liberal.

São 09h06, antes do Explicador com Paulo Rangel. Luís, que outras notícias marcam esta manhã?

O suspeito do atropelamento na rua da Ourem, em Alfama, hoje presente a juiz para primeiro interrogatório. O Ministério Público abriu um inquérito ao caso, que resultou em 16 feridos, um deles em estado grave. Aconteceu na madrugada de segunda para terça-feira. A Ucrânia voltou a atacar uma das maiores finarias de petróleo da Rússia esta madrugada. Foi na quarta maior cidade do país. Moscovo ainda não confirmou este ataque ucraniano.