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Carla Jorge de Carvalho. E Carla, vamos ao metro. A presidente do Metro de Lisboa entende que não há motivo para a greve de hoje. Defende que o acordo com os trabalhadores está a ser cumprido.
Em causa a paralisação dos trabalhadores do Metro de Lisboa, convocada para hoje, não há serviços mínimos. Os seis sindicatos que representam os trabalhadores exigem o cumprimento dos acordos com a administração. Ouvida pela Rádio Observador, a presidente do Metro, Cristina Vaz Tomé, garante que o recrutamento e formação de novos profissionais está a decorrer e que os prazos foram comunicados aos sindicatos. Por isso, afirma que o protesto de hoje é desproporcional.
Não há motivos, razões, para que esta greve ocorra, porque, de facto, a empresa está a cumprir o acordo que foi feito em abril para repor postos de trabalho na área do posto de comando central, coisa que vinha sendo reivindicada pelos sindicatos desde 2019. Nós até apresentamos datas concretas quando é que este recrutamento vai estar finalizado, e isso é muito claro para os sindicatos, e contamos que estejam finalizados em meados de dezembro deste ano. Por isso consideramos que, de facto, esta greve é desproporcional.
A presidente do Metropolitano de Lisboa garante que o metro vai reabrir amanhã, vai retomar a operação com normalidade, e avança ainda que a administração recebeu ontem um novo pré-aviso de greve parcial para os dias 28 e 30 de outubro, que hão de decorrer entre as 05h e as 10h.
E Carla, o que diz a federação que representa os trabalhadores do Metro de Lisboa?
A FECTRANS contraria o Metropolitano de Lisboa e defende que o acordo continua a não ser cumprido, seis meses depois de ter sido assinado. Sofia Gligo, dirigente da federação, pede mais respeito pelos trabalhadores, afirma que há profissionais impedidos de realizar funções por falta de licenças que a empresa ainda não disponibilizou.
Foi decidido que enquanto o acordo não se cumprir, enquanto não devolverem as funções às chefias, enquanto não forem respeitados estes trabalhadores que aqui estão, não há efetivamente condições para chegarmos a bom porto. Nós só lastimamos é que a empresa, por exemplo, não tenha dito que tem um conjunto de trabalhadores ao qual lhe veda a possibilidade de exercerem as suas funções. Também está há seis meses para dar formação aos trabalhadores e que não lhes permite desempenhar as suas funções naquilo que é a gestão diária do serviço público.
Sofia Gligo, dirigente da Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações, sobre as reivindicações que levaram os trabalhadores do metro de hoje à paralisação, não há serviços mínimos.
O governo anuncia hoje o vencedor da privatização parcial da TAP. Está em causa a venda de quase metade da companhia portuguesa.
Até 49,9%, com uma parte para os trabalhadores da transportadora. A escolha vai recair entre Air France, KLM ou a Lufthansa. Uma destas empresas vai passar à fase final de negociação e de autorizações regulatórias. Ricardo Pena Róias, o presidente do Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil, falou com a Rádio Observador. Diz que a escolha do vencedor é difícil e que o mais importante é saber quais as intenções que as empresas teriam para com a TAP.
É insustentável a situação de intranquilidade e a situação de instabilidade permanente no Ministério da Administração Interna. Se esta situação de instabilidade se mantiver, não vejo como é que o primeiro-ministro possa tomar uma decisão que não seja a de uma remodelação do Ministério da Administração Interna. Os factos relatados e reportados publicamente são de tal ordem graves que merecem um esclarecimento cabal e eventual apuramento de responsabilidades. O que é mais importante é que o primeiro-ministro, ele próprio, tome consciência do que se está a passar.
Aqui estávamos a ouvir José Luís Carneiro relativamente a um outro assunto. Tem a ver com as polémicas em torno da demissão de Ricardo Carrilho. Agora sim, vamos ouvir o presidente do Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil, que olha para o dia de hoje a escolha do próximo comprador da TAP.
É muito complicado afirmar qual é que será a melhor hipótese, até porque são dois grupos importantes. A Lufthansa tem uma parceria, tendo a Star Alliance com a TAP, Air France e KLM já têm outras particularidades, estão noutro grupo, mas ambos são dois grandes grupos com uma importância gigante a nível europeu e diria mesmo a nível mundial. O importante é saber, acima de tudo, quais são as intenções que estas empresas teriam, estes grupos, para a TAP.
Ricardo Pena Róias é o presidente do Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil. A decisão do governo vai ser anunciada depois do Conselho de Ministros, que está marcado o início para daqui a meia hora.
Também a marcar o dia, tomam hoje posse as Comissões Parlamentares de Inquérito a Luís Neves e às falhas na correção digital dos exames nacionais.
A partir de hoje, as duas comissões podem começar os trabalhos, sobretudo pedir documentos e indicar pessoas para serem ouvidas no Parlamento, sendo que as audições só devem começar no final de novembro, depois da votação final global do Orçamento do Estado para 2027. O destaque vai para a Comissão Parlamentar de Inquérito a Luís Neves, que vai ser presidida por André Ventura, presidente do partido. A jornalista do Observador, Inês André Figueiredo, considera que esta decisão surpreende face ao papel mais discreto que o moderador tem de assumir.
No fundo, quem costuma ser protagonista das Comissões Parlamentares de Inquérito são os deputados. São aqueles que estão sentados e que, por muito estudo, muita investigação, durante várias semanas e meses, conseguem descobrir algumas coisas que podem deixar em maus lençóis quem está a ser ouvido. E, portanto Esse protagonismo costuma pertencer aos deputados e nunca ao presidente, porque o presidente, tal como acontece na presidência da Assembleia da República também, serve muito mais para não permitir que haja excessos, para organizar, para gerir, para chamar as pessoas, por exemplo, para serem ouvidas. É, no fundo, o garante da estabilidade, costumamos dizer isso para o presidente da República, mas numa comissão pequena é isso que ele faz.
A jornalista Inês André Figueiredo está na história do dia de hoje da Rádio Observador. André Ventura espera tomar posse como líder da CPI, sendo que tem acusado José Pedro Aguiar Branco, o presidente da Assembleia da República, de tentar impedir o escrutínio a Luís Neves.
O Vaticano confirma, o Papa Leão XIV passou uma noite tranquila depois de ontem ter sido diagnosticado com câncer do pulmão.
Após hora e meia de cirurgia no Hospital Gemelli, em Roma, a intervenção cirúrgica decorreu sem complicações. Já esta manhã, em comunicado, a Santa Sé confirma que o Papa passou bem a noite e adianta que ao longo do dia há de divulgar mais informações.
Importa agora perceber o que se segue para o Papa Leão XIV, sobretudo ao nível da agenda.
Para já, deve ficar internado durante uma semana no Hospital Gemelli, sendo que o Vaticano já cancelou todas as audiências do Papa até ao próximo dia 20 de outubro, ou seja, duas semanas após a cirurgia. Leão XIV foi diagnosticado com um adenocarcinoma pulmonar. É o tipo mais comum de câncer do pulmão, representa cerca de 60% dos casos e é um tipo de tumor que costuma ser agressivo.
Vamos analisar esta situação já depois deste jornal no explicador desta manhã. Mas olhamos ainda para outras notícias em destaque a esta hora.
Pelo menos três pessoas morreram e outras 21 ficaram feridas depois de um ataque da Rússia a Kiev. Há uma criança entre os feridos. Os bombardeamentos causaram também cortes de energia na capital ucraniana. Volodymyr Zelensky denuncia que uma central elétrica em Kiev voltou a ser atingida pela Rússia. O presidente ucraniano acusa o Kremlin de ignorar o alegado cessar-fogo energético anunciado este fim de semana por Donald Trump. O presidente norte-americano e o primeiro-ministro israelita terão discutido uma nova ofensiva ao Irão. A proposta terá sido avançada na semana passada numa conversa telefónica por Benjamin Netanyahu. De acordo com o portal Axios, Donald Trump estará relutante em avançar com uma nova intervenção. O Sporting venceu o Lens, em França, por 2x0 e segue assim só com vitórias na Liga dos Campeões. Hoje é a vez do Futebol Clube do Porto entrar em campo na Champions, vai ser frente ao Betis, em Espanha. O jogo está marcado para às 20h, tem relato e comentários em direto aqui na Rádio Observador.