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As notícias com Carla Jorge Carvalho. Nos Jogos Olímpicos, a equipe portuguesa de estafeta mista de triatlo conquistou o diploma olímpico. Vasco Vilaça, Melanie Santos, Ricardo Batista e Maria Tomé ficaram em quinto lugar na prova desta manhã. No final, os quatro atletas falaram à RTP. Vasco Vilaça revela que a equipe chegou a acreditar na medalha, mas diz que sai dos Jogos satisfeita com o diploma olímpico.

Acho que fizemos uma estafeta espetacular. Depois dos azares no início, o Ricardo fez uma recuperação inacreditável na bicicleta, deixando a prova em contato com a frente. A Melanie, depois de uma prova que ela não ficou muito contente, veio hoje com essa força extra de mostrar a força portuguesa e manteve-nos também em contato com a frente. Eu acreditei, sonhei, fui pra frente, deixamos muito perto do pódio nessa luta e a nossa Maria foi um espetáculo. Lutou muito. Infelizmente, há uma americana muito forte que passou e perdemos esse contato com o pódio. Mas estou muito feliz aqui com o nosso diploma e a nossa primeira representação olímpica em estafeta. É um orgulho.

Um orgulho de Vasco Vilaça à RTP, depois da equipe portuguesa de estafeta mista de triatlo ter terminado a prova em quinto lugar, consegue o diploma olímpico. A Alemanha ficou com a medalha de ouro, seguida da Grã-Bretanha e depois, em terceiro, dos Estados Unidos. Ainda esta manhã, mas na pista de atletismo, João Coelho tenta a repescagem nos 400 metros e Loren Bazolo nos 200, depois de terem falhado o apuramento direto na meia-final de ontem. Há apenas uma atleta portuguesa hoje numa final olímpica: é Irina Rodrigues no lançamento do disco, mais logo à tarde.

A urgência de ginecologia do Santa Maria vai funcionar a partir de hoje na nova maternidade. O presidente da ULS reconhece que o objetivo é atenuar a pressão na área de Lisboa.

A nova maternidade, a Maternidade Luís Mendes da Graça, abre oficialmente no dia 1 de setembro, mas o Hospital de Santa Maria antecipou para hoje a mudança do serviço de urgência de ginecologia para o novo espaço. Depois de um fim de semana de grande pressão sobre as urgências na área de Lisboa, Carlos Martins, o presidente da Unidade Local de Saúde de Santa Maria, admite que foi feito um esforço para retomar a atividade o mais rapidamente possível.

Temos feito um grande esforço para, não diria atenuar, mas para compensar um ano em que estivemos a funcionar com condições que não eram as melhores e, naturalmente, essas condições que não eram as melhores e essa incapacidade de resposta nos partos, também criou alguma pressão junto dos nossos colegas que estão à nossa volta e temos plena consciência. Portanto, o que estamos a procurar fazer é retomar a atividade rapidamente, enquanto hospital universitário, que tem que ter esta área com capacidade a 100%, mas também para, não vou negar, contribuirmos para atenuar a pressão que há nos hospitais da área metropolitana de Lisboa.

Carlos Martins, à Rádio Observador. O bloco de partos do maior hospital do país está encerrado há um ano por causa da construção da nova maternidade. A abertura está a ser faseada. Algumas datas estão a ser antecipadas. O bloco cirúrgico deve abrir a meio deste mês. Carlos Martins fala numa mudança de 180 graus na capacidade do Hospital de Santa Maria.

Temos uma nova área com excelentes condições de trabalho, com 350 metros quadrados de excelentes condições de trabalho, comparativamente àquilo que era a realidade até hoje às 8h da manhã. Ou seja, as nossas grávidas, as mulheres que necessitam da nossa especialidade de ginecologia, os seus acompanhantes têm excelentes condições de permanência e de atendimento e, portanto, é uma mudança, diria, de 180 graus em termos da capacidade de resposta.

Carlos Martins, o presidente da ULS de Santa Maria, a prometer também condições fantásticas na nova Maternidade Luís Mendes da Graça. A abertura está a ser faseada. A meio do mês vai abrir o primeiro bloco cirúrgico. Hoje, o serviço de urgência de ginecologia muda-se para o novo espaço.

E ainda em Lisboa, está a ser uma manhã atribulada na Maternidade Alfredo da Costa.

O repórter António José Soares está desde bem cedo junto à MAC, que no fim de semana sofreu muita pressão por ser a única maternidade a receber grávidas na área da Grande Lisboa. António, com o passar das horas, tem aumentado a afluência. Que casos já testemunhaste por aí?

Bom dia, Carla. Sim, tem aumentado a afluência. Já são cinco grávidas que deram entrada aqui na Maternidade Alfredo da Costa desde as 06h45. Enquanto as primeiras horas pareciam estar a passar muito calmas, entretanto, os testemunhos que conseguimos recolher na última hora já dão sinais de um início de uma pequena atribulação. Falamos com uma grávida que entrou há pouco, por volta das 08h30, que nos disse que vinha pra urgência, mas que já vinha do Amadora-Sintra. Tinha estado primeiro no Amadora-Sintra, mas que não tinha sido atendida.

Eu fui ao Amadora-Sintra e não consegui atendimento.

Foi ao Amadora-Sintra a que horas?

Agora mesmo, tem uns 20 minutos, mais ou menos.

Foi lá que lhe disseram pra vir aqui pra Alfredo da Costa?

Foi pela SNS.

Ligou para o atendimento a grávidas do SNS?

Sim.

Disseram-lhe pra vir pra aqui. Por que motivo?

Porque lá não aparecia a opção de mandar pro Amadora-Sintra.

Esta grávida diz então que teve que se deslocar mais, porque o que lhe dava jeito era Amadora-Sintra, que seria mais perto. Situação diferente de uma outra grávida que falamos depois desta. Esta não estava a chegar às urgências da Alfredo da Costa, estava a sair. Tinha vindo cá também para as urgências, mas vinha com o companheiro, que nos disseram que agora iam pro Amadora-Sintra e perguntamos: "Mas por quê?" E a explicação que nos foi dada é que ela está de 12 semanas e que aqui na Alfredo da Costa lhe disseram que só atendiam a partir das 13 semanas. Este casal ligou então para a linha do SNS e disseram-lhes para ir para o Hospital Amadora-Sintra. Portanto, estamos aqui com um corre-corre. Pessoas que vão pro Amadora-Sintra, que são encaminhados pra Alfredo da Costa e vice-versa, Carla.

E ficamos então aqui António José Soares, com casos muito diferentes que vão chegando à Maternidade Alfredo da Costa esta manhã. No fim de semana, a maioria das urgências de obstetrícia da Grande Lisboa esteve fechada. Esta manhã já há mais serviços a funcionar, mas ainda como verificamos com limitações. Por exemplo, não há urgências obstétricas abertas na margem sul, problemas que não se verificam só em Lisboa. Em Leiria, o hospital vai continuar a enviar grávidas para Coimbra. Perante tudo isto, Pedro Nuno Santos acusa o governo de criar instabilidade no SNS e critica também o silêncio de Luís Montenegro.

São agora 9h08. Já a seguir, no explicador, recebemos o antigo ministro das Finanças, João Leão, mas antes, Carla, que outras notícias estão em destaque?

A Zero apela ao governo para fasear o projeto de expansão do Metrô de Lisboa. De acordo com a associação ambientalista, o objetivo é evitar que se percam fundos do PRR. O Executivo já admitiu que as obras de expansão do Metropolitano estão atrasadas, o que pode pôr em causa o financiamento europeu. Os Estados Unidos acreditam que a retaliação do Irão a Israel pode estar por horas. Antony Blinken terá transmitido aos países do G7 que o ataque pode surgir entre hoje e amanhã. A notícia é avançada pelo jornal Axios, que afirma que o secretário de Estado norte-americano falou nas últimas horas ao telefone com os parceiros e que lhes transmitiu esta preocupação por parte da Casa Branca. O governo português também já pediu aos cidadãos nacionais que saiam do Irão enquanto podem. O governo britânico vai ter hoje uma reunião de urgência por causa dos protestos anti-imigração. Mais de 150 pessoas foram detidas em várias cidades do Reino Unido este fim de semana, protestos que duram há seis dias, depois de um ataque com faca em Southport. Ainda ontem, o primeiro-ministro prometeu punir com a força da lei todos estes ataques. E qual foi o último filme que vocês foram ver ao cinema?

Não me lembro.

Não te lembras?

"Divertidamente 2".

Eu queria ver esse.

Eu também.

Fazemos parte da maioria, nós os dois, eu e o Bruno. Tu fazes parte da maior maioria.

Porque não vai.

Porque não vai, é isso mesmo. O cartaz de filmes em exibição conseguiu finalmente quebrar uma seca enorme que se tem sentido nas bilheteiras, mas este filme veio fazer aqui mudar alguma coisa. Só alegria. A indiretamente da Riley. Façam barulho!

Deve ser tão giro.

É muito giro. Foi a grande estrela, foi uma das razões para tantas pessoas terem quebrado esse jejum e irem a uma sala de cinema, mas também o "Grumo Mal-Disposto 4: Deadpool & Wolverine" também estiveram aqui.

Portanto, filmes de animação, super-heróis. Mas quando dizes que foi muita gente ao cinema, estamos a falar de quantas pessoas?

Estamos a falar de mais de 1 milhão e meio de espetadores só em julho, ou seja, receitas de bilheteiras que ficaram acima dos 10 milhões de euros. Isto surpreende muito, sobretudo se pensarmos que abril, maio e junho tinham sido os piores meses da década, claro, tirando os anos da pandemia.

Eu não contribuí para isto.

Tu não contribuíste para essa imensa maioria preguiçosa.

Não, nada disso, é só mesmo falta de oportunidade.