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Está no ar o Domínio da Guerra da Rádio Observador, hoje mais cedo do que o habitual, mas sempre com o Major-General José Nuno Moreira. Bem-vindo.
Olá, bom dia a todos.
Bom dia. Dias depois de Donald Trump ter dito que os países membros da NATO deveriam investir 5% do seu PIB em defesa, o secretário-geral da Aliança Atlântica esteve em Lisboa num périplo que o levará certamente a todos os outros Estados-membros. General, como respondeu ao desafio de Trump e como vai Mark Rutte cumprir a difícil missão de encontrar aqui uma resposta comum?
Mark Rutte tem uma missão realmente muito complicada. Mas vamos começar por Trump e pelos 5%. Vamos tentar perceber, há aqui uma lógica.
Tem de haver, não é?
Este número não caiu do céu. Há três justificações para os 5%. Se bem que saibamos que os 5% é uma base negocial, mas há três justificações e é importante compreendê-las. A primeira é uma justificação de natureza econômica, isto é, aquilo que são as necessidades das Forças Armadas, basicamente em salários, essas estão pagas. Quando eu aumento agora aquilo que gasto em defesa, o que eu vou ter é dinheiro para comprar equipamentos. Ora, grande parte destes equipamentos são comprados no mercado dos Estados Unidos. Portanto, naturalmente que uma subida acentuada naquilo que são os gastos da defesa de cada um dos países vai trazer repercussões econômicas para dentro dos Estados Unidos. Aí é clarinho e Trump também não nos quer atirar poeira para os olhos. A primeira justificação é de natureza econômica. Os Estados Unidos vão ter um retorno, certamente, pelo fato de os europeus investirem mais em defesa. A segunda é uma justificação para a qual às vezes nós não estamos a olhar com suficiente atenção. Esta meta dos 5% é uma meta que é importante. Por quê? Porque já há países que se estão a aproximar dos 5%. A Polônia já vai em 4,1% e os outros países bálticos vão no caminho da Polônia. Isto é, se Trump dissesse não 5%, mas 3%, que pareceria uma coisa mais razoável e já tem sido aflorado em muitas discussões.
Como é que iriam reagir esses países?
Como é que estes países que já ultrapassaram, inclusivamente iam ter um problema político interno, porque ia suscitar aqui uma discussão: então a NATO recomenda 3% e nós estamos a gastar já 4,1% em PIB. Portanto, Trump foi escolher um número que era um número que está para lá daquilo que já existe hoje em dia. E estes países do Báltico vão se aproximar mais da Polônia do que se vão aproximar da Itália ou de Portugal em gastos. Portanto, há aqui uma justificação por que este 5% apareceu. A terceira é um objetivo de política interna. Trump cultiva a ideia de poder, de que tem poder e, portanto, ele precisa demonstrar também internamente que com a chegada dele ao poder, houve uma alteração muito significativa e que obrigou, a palavra aqui é escolhida, a Europa a ter uma repartição de gastos com a defesa que contribui para a solidez da aliança. E este aspecto aqui é importante, porque há muita gente nos Estados Unidos que já não vê interesse na Aliança Atlântica. E portanto, Trump também precisa de argumentos para dizer: "Não, vejam que com a minha chegada, houve um reforço da participação europeia em termos de defesa, nos gastos com a defesa e que isso, portanto, dá solidez a todo o conjunto e torna a América menos dependente de ser ela a suportar esta instituição multilateral da defesa". Portanto, há aqui um conjunto de argumentos que importa perceber para não irmos só atrás de "Ah, 5% é um disparate". Bom, 5% é um disparate ou não é um disparate. Essa é a segunda parte. Depende do ponto de partida. Por quê? Porque nós andamos durante muito tempo. Os 2% era uma meta que já foi a primeira vez lançada em 2006. Não é uma coisa que inventámos agora, os 2%. Mas os 2% partiam de um princípio, era de que os sistemas militares dos vários países estavam montados e só era preciso mantê-los. Só que os nossos investimentos em defesa, como foram sempre inferiores a 2% na grande maioria dos países, houve uma degradação completa dos sistemas militares. Isto é, nós vamos aos depósitos e não há armamento, ou não há munições, ou só podemos aguentar três dias de combate intenso, porque depois já não temos capacidade de o poder fazer.
E agora temos uma outra realidade.
Com outra realidade. Portanto, os 5% é muito ou é pouco? Tem que se ver em cada um dos casos. Haverá certamente casos em que os 5% não chegam para repor a capacidade operacional das Forças Armadas. Agora chegamos a este périplo de Mark Rutte. Mark Rutte tem uma missão muitíssimo complicada, porque está sob imensa pressão por causa daquilo que vai sendo dito em Washington. E estão se a aproximar os dias que nos levam à cimeira da NATO, que será em Haia, em junho. 24, 25 de junho.
Então lá tem muito trabalho em conferência.
Ele tem 32 países para visitar. Era importante que nós chegássemos à Cimeira de Haia com este assunto da percentagem resolvido, encaminhado numa posição de natureza coerente.
Exatamente, e haver um consenso.
Exatamente. Não seria nada interessante irmos para Haia discutir isto. Isto é um assunto que tem que ser discutido antes. Haia tem que ser uma cimeira de sucesso. Não pode ser uma cimeira em que a certa altura entramos para lá sem saber que vamos entrar aqui nesta cimeira, mas não sabemos se ainda teremos NATO no final da cimeira.
E até para mostrarmos alguma união.
Exatamente. Portanto, a estratégia que seria adequada a fazer seria que os países europeus fazerem um esforço suplementar, que não quer dizer que seja em 2024, mas que digam, por exemplo, em 2025 já todos cumprem isto. É preciso termos aqui uma base negocial sólida e comum, porque isto de chegar cada um individualmente, como agora se ouve nesta estratégia, que a estratégia deve ser o que conta é a média europeia. Estamos a abrir aqui uma fragilidade imensa, isto vai se virar contra nós. Por quê? Porque a certa altura os países da Europa vão dizer: "Então nós gastamos para vos ajudar a vocês que não gastam." Então esta coisa da média é os uns estão a fazer o esforço e os outros estão a dormir à sombra da bananeira, por causa daquilo que uns estão a dar esforço e os outros permitem-se não contribuir para este esforço. Acho esta estratégia perigosíssima, a estratégia da média, porque o que é que vai acontecer é ainda vamos abrir mais uma frente de combate. É que agora passa a haver países dentro da União Europeia que dizem: "Não, isto da média não, fazem o favor de contribuir também." Portanto, estamos a entrar aqui em coisas realmente muito complicadas. E depois há uma coisa que nós temos que sair, e devíamos ter aprendido com esta coisa da Gronelândia. Portugal tem muitas vulnerabilidades do ponto de vista da sua defesa nacional, muitíssimas vulnerabilidades. E os problemas que os Estados Unidos levantaram de ordem geoestratégica relativamente à Gronelândia, também se podem aplicar à singularidade do Portugal arquipelágico. Isto é, nós temos que ter em atenção que também podemos vir a ser singularizados pelos Estados Unidos. Isto é, os Estados Unidos não olharem para a Europa, mas começarem a olhar para determinados países que têm posições à sua geografia e dizer assim: "Desculpe lá, meu amigo, mas Vossa Excelência, com esta geografia, tem que ter outras responsabilidades. Esta é a área de comunicações, esta é a área que permite aos Estados Unidos chegar à Europa em caso de necessidade." Portanto, eu acho que nós não nos devíamos singularizar. Singularizar no sentido de temos uma vulnerabilidade tão evidente que pode ser utilizada pelos Estados Unidos num problema bilateral para o qual nós não temos uma solução evidente. Portanto, tudo recomenda aqui que nós deixemos de nos singularizar neste aspecto de um fraquíssimo investimento em defesa e sejamos capazes de responder aos desafios que agora se colocam.
Sobre o Médio Oriente, o acordo de cessar-fogo tem sido genericamente cumprido. Ainda ontem assistimos à libertação de mais oito reféns, amanhã serão mais três. Entretanto, vai começar a discussão sobre a segunda fase do acordo e aí teremos, General, o delicado tema da administração de Gaza. O enviado especial da administração de Trump, Steven Witkoff, tem estado no Médio Oriente. Prevê-se para a semana o encontro entre Netanyahu e Trump nos Estados Unidos. O que é que temos para esperar de tudo isto?
Eu recordo e já o disse aqui em programas anteriores, o principal objetivo político de Israel neste momento é a libertação dos reféns. E tem que engolir os sapos todos que forem necessários para ter os reféns de volta. Os reféns são a grande arma negocial em poder do Hamas. Não é ir retirar as espingardas automáticas que o Hamas tem. A grande arma que o Hamas tem são os reféns e, portanto, é preciso desarmar o Hamas no sentido de retirar os reféns. Israel vai ter que engolir aqui uns sapos, mas entretanto já conseguiu a libertação dos três reféns iniciais no dia 19. Depois, no sábado seguinte, tivemos a libertação das quatro militares. Depois tivemos agora a libertação de mais três reféns, além dos cinco tailandeses, e agora amanhã ainda se prevê a entrega de mais reféns. Há aqui um problema, é que dos 33 desta fase, alguns estarão mortos. Nós agora ainda estamos na fase da felicidade, que é a dos reencontros familiares com imagens de felicidade, mas em breve vão começar também a chegar os corpos. Israel tem que estar naturalmente preparado também para isso. Bom, esta fase dos 42 dias termina a 1 de março e entretanto começa para a semana a segunda fase da negociação. E a fase da negociação tem a ver com a administração futura para Gaza. E a questão da administração futura para Gaza já não envolve apenas o Hamas e Israel, tem que passar a envolver toda a comunidade razoável do Médio Oriente. E por isso se percebe também que Steven Witkoff tenha ido também à Arábia Saudita. É preciso envolver aqui outros atores da zona para se encontrar uma solução que seja aceitável O mais consensual possível no próprio Médio Oriente. Nós não vamos conseguir impor uma solução que não seja mais ou menos consensual entre os países moderados. E, portanto, vamos ter que puxar os países moderados para a solução. É esse o trabalho que agora se inicia. E certamente, para este trabalho, Trump precisa de Netanyahu, e Netanyahu também precisa de Trump. Portanto, este encontro que se prevê agora para a semana entre Trump e Netanyahu, o que eu prevejo é que Trump, que se vê muito como o Nobel da Paz, precisa também da colaboração de Netanyahu para isto. E, portanto, para podermos avançar, Israel tem necessariamente que ser contido nas suas reações. E essas reações são muito difíceis. Por quê? Porque transformou-se a entrega dos reféns num espetáculo de natureza mediática.
Completamente.
Ora, exibir aquilo que é um crime de guerra, porque tomar reféns é um crime de guerra, isso é óbvio, isso não tem discussão possível.
Sim, e não há comparação entre libertar reféns e prisioneiros. Não estão ao mesmo nível.
Exibir troféus em palcos, sujeitar as pessoas a caminhar quando era absolutamente desnecessário, no meio de multidões. Isto é do mais degradante que se pode naturalmente imaginar. E depois, esta troca, que estamos a trocar pessoas que não tinham nada a ver com isto, com pessoas que foram condenadas, algumas estarão eventualmente ainda em processo administrativo de condenação, mas muitas delas têm crimes de sangue associados, de tal maneira que foi preciso incluir neste acordo o Catar e a Turquia para poderem receber estas pessoas que não podem ser libertadas agora, sem o perigo do pânico geral na Cisjordânia ou em Gaza. Portanto, foi preciso encontrar aqui também quem recebesse estas pessoas especialmente ligadas a crimes de sangue. Agora temos que pensar também nesta segunda fase, como é que vamos encontrar. Não está fácil. E depois vamos precisar de 10 a 15 anos para a reconstrução de Gaza. Portanto, isto não vai ser um dia. Trump tem uma solução, que é arrasar tudo. Ele vai buscar os bulldozers, deita tudo abaixo, isso são cinco anos só para demolições e remover o entulho, e depois mais 10 anos para fazer de novo. Bom, vamos ver, mas para já temos que ultrapassar a segunda fase, que é a da administração de Gaza.
Não têm faltado declarações do Kremlin, seja de Peskov, de Lavrov e também de Vladimir Putin, sobre a disponibilidade de Moscovo em receber uma chamada de Donald Trump, que dê início às negociações, já se está a reunir.
Eu já me estou a rir.
Ao mesmo tempo, Putin lá vai dizendo que não quer negociar nem assinar nada com Zelensky, porque este não realizou as eleições presidenciais na Ucrânia. Que cortina de fumo é esta, general Apolônio?
Eu todos os dias imagino no Kremlin, Putin a perguntar: "Mas o telefonema, o telefonema não chega". E está a deixar muito impaciente Moscovo. Por que é que deixa impaciente? Porque Moscovo não via com maus olhos a solução de resolver isto em 24 horas. Isto é, não havia negociação nenhuma e, portanto, não havia nada a ceder. Ele tinha as suas condições, recebia uma parte considerável do território da Ucrânia e estava disponível para todos os acordos. Mas o telefonema não chega e o problema do telefonema não chegar é que isso significa que afinal vai ter que haver negociações e vai ter que haver cedências também por parte da Federação Russa. Ora, Putin não está ainda em boas condições para negociar. Por quê? Porque tem o problema de Kursk que continua por resolver e Pokrovsk está para cair todos os dias, mas ainda não caiu também. E, portanto, não tem ainda aquela base que ele gostaria negocial para obter aqui uma enormíssima vitória, que é como isto vai ser vendido, certamente, na Federação. Mas agora há o problema de Zelensky. É que ele agora aparece a dizer assim: "Mas Zelensky é presidente por quê? Zelensky não fez eleições". Bom, Putin fez eleições, mas morreram os candidatos, morreram os seus opositores.
Se pudermos na balança.
Se pudermos na balança entre uma coisa e outra, um está protegido pela lei marcial, pelas disposições legais e constitucionais da lei marcial. O outro eliminou, enfim, é uma maneira de dizer, foram eliminados os seus opositores, também a sua legalidade para assinar algo em nome da Federação Russa também é discutível, mas não é por isso. Putin não quer, é a minha visão, Putin não quer que no mesmo documento esteja a sua assinatura e a assinatura de Zelensky, porque Putin não quer ficar igual a Zelensky do plano formal das assinaturas. Putin quer que a derrota da Ucrânia seja materializada pela derrota de Zelensky, e isso implica que Zelensky não seja chamado a assinar. É, do ponto de vista simbólico, uma tremenda derrota para a Federação Russa se Zelensky tiver a sua assinatura ali como presidente da Ucrânia, o que significa que a Ucrânia foi capaz de resistir a Vladimir Putin e assinou um acordo Enfim, mais ou menos desigual, mas as circunstâncias também ditam a formulação dos acordos e, portanto, parece-me que é isto que está em causa. Ele não se importaria de assinar qualquer coisa, desde que fosse o presidente do Parlamento da Ucrânia, alguém desconhecido para a maioria das pessoas, mas está-lhe a custar assinar um documento que tenha e que reconheça que o Zelensky é o presidente da Ucrânia e representa a Ucrânia.
O nosso ponto de mira viaja hoje até às Caraíbas e ao ano de 1916. O que se passou nessa altura e nessa região que mereça a nossa atenção agora, em 2025?
O que nós aprendemos no domínio da guerra é uma coisa extraordinária.
Que era em 2916.
Isto porque nós pegamos no assunto e depois quando começamos a investigar o assunto, vamos descobrir coisas deliciosas e é isto que eu quero partilhar com os nossos ouvintes, esta história extraordinária. No século XVII, havia várias potências europeias que tinham ocupado muitas das ilhas que existiam nas Caraíbas. Estiveram lá os holandeses, os franceses, os ingleses, um conjunto de países que ocuparam várias ilhas na zona das Caraíbas. O que é que essas ilhas faziam? Essas ilhas basicamente produziam rum. Exportavam açúcar, a partir da cana do açúcar, e produziam o rum. Para onde é que iam? Iam para um país da região. Agora não vou dizer ainda.
Isto fica para o fim.
Esses exportavam rum para um país da região. O que fez esse país da região? Tarifas.
Já estou a adivinhar alguma coisa.
Imposse tarifas à importação do rum. Conclusão, aquilo que era um negócio florescente, foi por água abaixo por causa das tarifas. Conclusão, aquelas ilhas que eram apetecíveis do ponto de vista económico, passaram a dar um enorme prejuízo às potências europeias que tinham lá estas coisas. Portanto, havia três ilhas. São as ilhas de St. Thomas, St. John e St. Croix, que pertenciam a um país europeu. Agora, essas ilhas vão ser vendidas, em 1916, ao tal país que impunha as tarifas. E agora a pergunta é: de que país é que estamos aqui a falar? O país das tarifas é os Estados Unidos da América. Os Estados Unidos da América começaram a impor tarifas à importação do rum exportado por estes países. E quem era a potência que era a dona de St. Thomas, St. John e St. Croix? Nem mais nem menos que a Dinamarca.
A sério?
A sério. Isto é extraordinário. Eu acho isto delicioso. Em 1916, antes dos Estados Unidos entrarem na Primeira Guerra Mundial, a Dinamarca vendeu aos Estados Unidos três ilhas das Caraíbas. Isto não é extraordinário? Portanto, nós, quando fizemos aqui um escândalo brutal sobre a Gronelândia.
As ideias de Trump.
Esquecemo-nos que em 1916 a Gronelândia vendeu três ilhas das Caraíbas aos Estados Unidos. E porque isto ainda não fica aqui, ainda tem mais uma coisa deliciosa. É que havia uma espécie de um anexo neste acordo de venda. Este acordo de venda falhou várias vezes. Falhou várias vezes, por quê? Porque ou os Estados Unidos não reconheciam o interesse na compra de ilhas que estavam falidas, basicamente. Ou porque o Parlamento dinamarquês recusava vender sem que as populações fossem consultadas. Lá está, outra vez a questão da Gronelândia. Isto não fica só por aqui, ainda tem mais desenvolvimentos.
Eu acho que o Trump também andou a ler as mesmas histórias que o general.
Portei-me de ler as Ilhas Virgem norte-americanas, que é como se chamam agora estas ilhas. Acontece que o que levou os Estados Unidos finalmente a comprar as ilhas, foi o perigo de a Alemanha invadir a Dinamarca na Primeira Guerra Mundial e, portanto, ficar na posse de ilhas com uma localização geoestratégica importante para os Estados Unidos. Lá vem a geoestratégia já desde 1916. E para terminar, ainda há mais uma coisa. É que um dos documentos assinados na altura, foi assinado pelo secretário de Estado norte-americano, que diz assim: "Os Estados Unidos não se opõem a que a Dinamarca estenda os seus interesses políticos e económicos à totalidade da Gronelândia." A Gronelândia apareceu neste acordo de 1916 da venda das Ilhas Virgem aos Estados Unidos da América.
Eu acho que o Trump andou a falar consigo, general.
Andou a falar comigo. Eu aprendi muito, eu aprendo muito com estas coisas.
E nós consigo. É sempre um prazer. Obrigada, general Romano.
Foi um enorme prazer. Bom dia para todos. Muito obrigado.