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E eis senão quando, no "Lado Bom da Vida" se junta a nós o galã brasileiro, um dos galãs brasileiros. Falo de Cauã Reymond, que está por Portugal para promover novos trabalhos. Antes disso, 20 anos de carreira, Cauã, vamos olhar para esses 20 anos e perguntar como é que se mantém essa pele de bebê passado esse tempo todo. Como é que se mantém essa pele impecável passado 20 anos de trabalho? Nenhuma ruga, Cauã.

Eu gosto de dormir.

Foi bom.

É meio sustento.

E vamos também olhar para as razões que trazem o Cauã a Portugal, que são duas produções. Uma delas vai estar presente na SIC, já estreou no Brasil, é "Um Lugar ao Sol", mas também "Ilhas de Ferro". "Um Lugar ao Sol", curioso, duas personagens para interpretar, Cauã. É difícil fazer de irmãos gêmeos, neste caso, com personalidades diferentes, como bem sabemos.

Sim. Eu tive a sorte, eu acho que é muito incomum na carreira, eu fiz uma série também que a gente pode encontrar no Globoplay, onde vai estrear "Ilha de Ferro", chamada " Dois Irmãos", que eu também faço gêmeos. E eu não sei se eu fiz muito bem a primeira vez ou fiz muito mal e aí me deram uma segunda chance.

Pagam de dobrar ou...?

Não, não me pagam dobrado, não, mas eu adoraria. E me convidaram para fazer a novela das 21:00 lá, o horário nobre do Brasil, "Um Lugar ao Sol", e eu também faço gêmeos. E, na verdade, um irmão acaba tomando o lugar do outro, então a gente brinca que são três personagens e eu deveria ganhar três vezes. Para mim é um desafio. Foi o maior desafio da minha carreira, até por conta que foi a primeira novela que a gente fez, que está 100% gravada. A maioria das novelas mudam de acordo com a opinião do público.

Mas isso teve que ver com o Covid?

Com o Covid, sim. Foram 14 meses de filmagem. E mais ou menos três anos de projeto.

E onde é que se passa a novela?

Ela se passa no Rio de Janeiro, a princípio, mas a gente gravou em Praga e no Rio e proximidades do Rio.

E gravaram em Praga para provar que no Rio de Janeiro é assim, um lugar ao sol.

Por aí.

O Cauã, ainda há pouco o Vicente falava dos 20 anos de carreira, começou por participar na "Malhação", tal como muitos atores das novas gerações. Como é que foi essa experiência? Foi uma boa escola?

Foi muito difícil. É porque eu estreei na "Malhação" numa temporada onde todos os jovens atores já tinham alguma experiência. É muito comum na "Malhação" você ter um elenco 100% jovem e 100% na primeira experiência. No meu caso, eu e um outro ator, que inclusive não está mais trabalhando, a princípio, que eu saiba, éramos os únicos verdes, que ainda não tinham maturidade na profissão. Então, acho que foi um grande desafio, mas também foi muito bom, porque eu percebi o quanto eu precisava me dedicar, melhorar e estudar. Eu me lembro que um amigo meu bateu nas minhas costas e falou: "Agora sua vida está feita, entrou na Globo." E aí deu uma semana de trabalho, eu falei: "Acho que não".

E havia algum preconceito na altura? Está bem que era uma série juvenil, mas havia algum preconceito em relação aos atores que vinham da moda e iam para a representação?

Sim.

Eu lembro-me que há uns 30 anos, atores como, por exemplo, o Victor Fasano e a Silvia Pfeifer sofreram um bocado.

Sofreram algum preconceito. E hoje em dia é tão comum. Hoje em dia os influenciadores digitais, os modelos, os atores, os apresentadores, os entertainers, eles estão todos meio que misturados. É claro que quando você precisa de um trabalho de mais qualidade, você precisa de um profissional bem formado. Mas sim. Mas eu acho que ficou mais evidente ainda a minha falta de experiência por conta do que eu acabei de falar também, que os atores com os quais eu estava trabalhando tinham mais traquejo e já tinham feito outros programas.

Em Portugal houve uma novela também que foi muito assim para os jovens atores, os "Morangos com Açúcar". Não sei se conheces.

Essa novela é ótima, "Morangos com Açúcar".

Sim, é uma excelente série. Não sei se está disponível em alguma plataforma de streaming, mas eu aconselho, Cauã.

Sim. Mas o Cauã começou na "Malhação", era o Mau-Mau da "Malhação". E tanto a "Malhação" como depois a "Avenida Brasil", onde fez de Jorginho, foram novelas que marcaram bastante a minha geração. Foram das novelas que gostou mais de fazer ou não estão no seu top?

Olha que engraçado, a "Avenida Brasil" foi uma novela de maior sucesso, o projeto de maior sucesso que eu já fiz, mas foi um projeto muito difícil para mim. Eu perdi a minha mãe tem uns dois, três anos para um câncer, mas eu tinha uma mãe que eu amava muito, mas ela tinha uma personalidade muito forte. A Carminha dialogava com a minha mãe, então eu saí da novela muito mexido. Eu fiquei mais uns três, quatro meses falando daquela novela na minha análise. Enquanto todo mundo estava, de certa forma, comemorando o êxito, e eu também, mas foi uma novela que mexeu muito comigo. Eu inclusive parei de me assistir depois daquela novela. Eu criei o hábito.

Não costuma ver aquilo.

Só os filmes que eu produzo ou coproduzo, os projetos que eu mesmo criei ou participo da produção, que acontece mais no cinema, mas as séries e as novelas eu não costumo me assistir.

Mas não é importante para saber o que é que há de melhorar ou não?

Então, eu tenho grupo de profissionais que me ajuda, coaches, diretores e parceiros, que eu confio muito na opinião. E, pelo contrário, me trouxe muita liberdade. E me trouxe menos autocrítica. Eu acho que eu me exigia muito. Eu fui um colega chato para os meus amigos na Avenida Brasil.

Mas repetia os takes?

Porque eu queria fazer duas, três vezes. Eu soube que a Débora veio aqui há pouco tempo. Olha, ela deve ter sofrido. Ela sofreu comigo, porque a gente tinha muitas cenas e eu queria fazer de novo, eu ficava em busca de uma perfeição. E uma novela não te oferece isso, ela é uma maratona. Quando você faz uma série, um filme, você está falando de uma corrida de 100 metros rasos, se eu estou fazendo uma boa comparação. Mas uma novela você tem que, de vez em quando, você chega no 100%.

E olhando também para esta novela, que já percebemos que exigiu particularmente do Cauã, mas olhando para o sucesso que teve em Portugal, no Brasil, é sempre expectável que assim seja. Mas há essa noção, sobretudo dos atores da Globo, que as novelas que são produzidas no Brasil acabam por ter algum impacto em Portugal e que acabam por marcar gerações, como falava aqui a Vanessa. Há essa noção dentro das produções?

Sim. A gente fica muito feliz, pelo menos eu fico. Eu adoro vir a Portugal. Obrigado por vocês estarem me recebendo aqui. Obrigado por quem está escutando a gente. Eu agradeço muito o carinho e as pessoas se interessarem pelo meu trabalho.

E há cada vez mais atores brasileiros.

Fazendo essa troca.

Fazendo novelas cá.

E o Ricardo Pereira continua no Brasil.

Há pouco falava de atrizes com quem já contracenou. Eu lembro-me que na sua estreia no horário nobre da Globo, fez a novela "Belíssima".

"Belíssima", sim.

E que contracenava, entre outras, com a Vera Holtz.

Sim.

E com a Fernanda Montenegro, que é uma instituição. Não só brasileira, eu acho que é patrimônio mundial. Não teve crises de ansiedade ao contracenar com a Fernanda Montenegro?

Eu tenho uma história engraçada. Eu estava em cena e eu fazia um garoto de programa.

Sim.

E eu só usava cuecas vermelhas. Ai, ai, era engraçado. E eu estava sentado no sofá e era uma cena entre a personagem da Fernanda e da Vera Holtz, e eu não falava nada. E eu fiquei muito nervoso. Quando acabou essa cena, eu falei assim: "Cara, eu já sabia que eu ia terminar a novela com ela e que eu tinha algumas cenas que eu era obrigado a contracenar com ela diretamente, não ia ter outro ator em cena". E aí eu fiquei pensando, eu fui pra casa e falei: "Cara, como é que eu vou fazer isso?" E eu conversei com o diretor, que na época chegou pra mim e falou assim: "Cauã, a Fernanda não quer um fã, ela quer um colega de cena". E isso deu um clique na minha cabeça, eu não fiquei mais nervoso.

Tranquilo.

E eu tive sorte, ela foi minha avó numa outra novela, "Passione", e ela foi a minha mãe num filme chamado "Piedade", filme do diretor Cláudio Assis, e eu tive a sorte de trabalhar com a Fernanda três vezes.

Ótimo. E em relação a este trabalho que agora também está a apresentar em Portugal, que vai estar disponível no canal Globo e já está na plataforma Globoplay, que é a série "A Ilha de Ferro".

"Ilha de Ferro", sim.

Quer contar-nos um pouco sobre essa série?

Sim. Eu faço o Dante, que é um líder na plataforma de petróleo, é uma série que é ambientada numa plataforma de petróleo, e ele acredita que ele vai ser o grande chefe, que ele vai se tornar o diretor da plataforma, e uma mulher, que é a personagem da Maria Casadevall, a Júlia, acaba ganhando esse cargo. Então a gente discute vários assuntos. A gente discute sobre como é essa vida longe da terra firme. A gente fala também sobre feminismo, o empoderamento feminino com a personagem da Maria, que ela faz belissimamente bem, e uma história de amor que vai se construindo entre os dois. E é uma série de ação também, tem muitos efeitos especiais. Até hoje foi a série mais cara da Rede Globo, então o público pode estar preparado.

Mas é passada num cenário apenas?

Não, nós filmamos também na vios plataforma. Eu acho que o que foi muito interessante dessa série é que todos nós, e quando eu falo todos nós, é toda a equipe de produção, maquiagem, equipe técnica, atores, direção, fomos obrigados a fazer um curso pelo nível de periculosidade que é uma plataforma de petróleo. É o mesmo nível de periculosidade de uma usina nuclear. Então isso trouxe uma união pro grupo que foi muito diferente de outros projetos, por um motivo óbvio. Então foi um projeto que eu sinto muita saudade.

A série teve duas temporadas?

Duas temporadas.

Mas depois não avançou, não teve mais.

Não, acabamos não avançando, a gente terminou na segunda temporada.

E em relação a esta novela, que é agora a novela das 21h.

"Um Lugar ao Sol".

"Um Lugar ao Sol".

Sim.

Como é que está a ser a reação do público brasileiro à novela?

Está sendo muito interessante, porque nas últimas novelas eu fiz muito o herói. Eu fiz personagens em séries, e eu não fazia novela há sete anos. Fiz muito cinema nos últimos anos e foi muito interessante, porque eu não faço necessariamente um herói. Eu faço um personagem que me trouxe muita dúvida em muitos momentos. Gerou muita reflexão. E o que está sendo muito prazeroso pra mim é que o público sabe diferenciar super bem quem sou eu, Cauã, minha figura pública.

Do ator.

Dos gêmeos. Dos dois, três personagens, eu brinco, mas é verdade. É um irmão pobre que acaba tomando o lugar do irmão rico, então não me sinto aqui dando nenhum spoiler, porque é só dar um Google. É meio óbvio. E esse irmão pobre escolhe um caminho muito perigoso, em busca da possibilidade de estudar, de crescer profissionalmente na vida, de adquirir possibilidades materiais que ele não tinha. E a gente vai acompanhando esse personagem em escolhas que geram uma reflexão ética e sobre empatia mesmo.

Isso, de alguma forma, mudou essa ideia de que o público associava personagens aos atores e muitas vezes eram insultados na rua. Isso era uma coisa que acontecia antigamente. Agora as pessoas fazem essa distinção, conseguem distinguir.

Acho que as redes sociais ajudaram isso.

E quem se cortou das redes? O Cauã tem uma presença muito forte nas redes sociais.

Chega a ter uma legião de seguidores nas redes sociais, de muitos fãs.

São. O Brasil, se eu não me engano, está entre os três países no mundo que mais usam redes sociais. Então é um fenômeno também dentro do Brasil. Não sei como é aqui.

E o Cauã consegue fazer bem essa gestão entre exposição e privacidade?

Olha, pra mim é difícil. Eu tenho um time de pessoas que me ajuda. De vez em quando eu sou super espontâneo, que nem eu cheguei aqui na rádio e fiz um stories. Mas de vez em quando eu tenho um pouco de crise, porque no começo da minha carreira a gente costumava ser perseguido por paparazzi. Não que hoje a gente não tenha paparazzi, mas hoje em dia você tem que oferecer a sua privacidade. Então é sempre uma linha tênue.

E gera muita ansiedade. Aqui há pouquinho também falávamos da análise.

Gera ansiedade, sim.

Falávamos de todo um processo terapêutico. Sei também que o Cauã esteve na PUC pra iniciar um curso de Psicologia. É uma área que interessa, sobretudo, também porque é importante pra gestão de uma carreira com estes números, com esta quantidade de pessoas também a prestar atenção ao trabalho do Cauã.

Eu tive uma infância, poderíamos dizer, delicada, muito rica. Passei por muitos percalços. Principalmente a família da minha mãe, a gente passou muita dificuldade financeira. Minha avó era empregada doméstica, nasceu com uma deficiência física. Minha mãe foi adotada, o que também me conecta muito com a história que eu estou lançando, porque fala sobre adoção. A minha tia também, irmã da minha mãe, ela é esquizofrênica, também foi adotada. Então é muito engraçado quando alguém fala assim: "essa história não existe numa novela". Eu falo: "existe, porque a minha história ganha".

A realidade ultrapassa sempre.

Sim, mas voltando à sua pergunta, eu faço terapia e análise há muitos anos para aprender a lidar e digerir tudo isso e construir em cima de tudo isso que eu passei. Então hoje em dia a análise me traz uma opinião neutra também sobre assuntos que me interessam. Não necessariamente estou falando dos meus traumas de infância a mais. Volta de vez em quando? Volta.

Mas aquela questão da autocrítica, de não ver a própria série e de se exigir mais de si.

Sim, foi uma coisa que eu aprendi na análise. Me trouxe uma liberdade. Eu vi que alguns atores lidavam bem com isso. Mas é difícil quando eu estou produzindo um filme, porque eu acabo sendo sempre a última pessoa a ver o corte. A gente costuma ter várias edições do filme, a gente chama de corte primeiro, segundo, terceiro. Eu sou sempre o último. É um sofrimento.

Mas é uma questão de perfecionismo?

Eu acho que sim. Acho que eu tento chegar no lugar, porque eu gosto de me preparar muito intensamente antes de começar um trabalho. No caso do "Gêmeos", foram três meses de preparação antes de começar, porque tem muitos atores que falam que gostam de chegar no set com um certo nervosismo. Eu não gosto, não me identifico. Eu prefiro chegar no set muito aberto. Também tem uma coisa muito interessante disso, porque você fica mais aberto à opinião da direção. Eu me sinto instrumento dos meus diretores. Então eu me sinto um ator menos combativo. Eu abraço melhor as ideias, então isso me dá mais liberdade, eu me sinto mais feliz.

E falando nessa gestão da carreira e da sua vida pessoal, que foi aprendendo a fazer. Já alguma vez pensou numa carreira internacional? Há uma referência aqui em Portugal, também para a minha geração, o Rodrigo Santoro, que chegou inclusive a Hollywood. Também tem essa ambição?

Olha, eu acho que quando eu era mais jovem, isso era um objetivo. Quando a minha filha nasceu, eu realmente coloquei no papel que era importante, até por conta do que eu falei da minha história familiar, eu estar próximo à criação dela. Eu tenho guarda compartilhada, meio a meio, então eu sou um pai muito presente e isso é mais importante para mim do que qualquer êxito ou sucesso na minha carreira. Se acontecer de eu ser convidado para um projeto e passar alguns meses fora, eu não vejo problema, que eu tenho uma relação muito já construída, mas quando ela era mais jovem, não era uma opção. Inclusive, tem uma história engraçada, porque eu fui a Los Angeles algumas vezes e tal. E aí um dia um agente me procurou e ele falou que estava na minha ficha, em todas as agências lá de Los Angeles, que eu tinha uma filha e não estava disposto a morar nos Estados Unidos. Eu falei: "nossa, essa observação não está me ajudando muito".

Muito bem informado.

Perdeu algumas oportunidades.

Fazemos a pergunta da praxe?

Sim, eu acho que sim.

Que é a relação com Portugal. É sempre a pergunta da praxe.

Qual a minha relação com Portugal? É ótima, é uma relação da balança, porque a gente vem para cá e quer comer.

Lá está. Nunca conheci ninguém que me tivesse apresentado uma caixa de comida portuguesa vinda do Brasil.

Eu já viajei o mundo todo, é o lugar onde eu me sinto muito em casa. Eu acho que é um pouco óbvio, pela língua, mas a culinária é impressionante, qualquer lugar onde você senta, come bem.

Algum prato favorito?

Não, é sempre o peixe do dia.

Difícil é comer mal, não é?

Com certeza.

E para finalizar, Cauã, eu li algures uma frase sua, que eu acho que é muito polêmica e até pode ser considerada ofensiva por algumas pessoas, que é: "Quando acordo de manhã, não me acho sexy". Eu acho que isso é ofensivo.

Fiquei até com medo.

Para os restantes mortais.

Vinte anos de carreira vieram. O que eu falei?

O que eu disse? Quando?

Mas você sabe que é interessante isso? Eu só fui me achar um homem bonito, falar: "cara, eu me acho um homem bonito" acima dos 35 anos. Eu tenho 41 e acho que tem muito a ver. Não, mas eu não sou bobo. Eu desde jovem percebia que as pessoas me achavam isso ou me achavam aquilo, e eu trabalhei como modelo, então óbvio, eu sabia usar isso a meu favor, sempre soube como jovem ator, me ajudou para muitos personagens, me atrapalhou para outros. Muitos diretores às vezes achavam que eu tinha um físico que não era bem o do personagem, eu tinha que pedir para fazer um teste, para poder mostrar para ele que eu tinha a capacidade de fazer o personagem. Na maioria das vezes eu consegui e fico muito feliz, mas eu acho que tem a ver também com amor-próprio. Acho que, mudando o ritmo da conversa. Não, sério, eu acho que tem a ver com você começar a se gostar como pessoa num todo. Então não deixa de ser verdade essa frase.

Cauã, muito obrigado por ter respondido às perguntas.

Posso pedir um segundo só?

Claro, todos os segundos.

Eu vou lançar aqui em Portugal também, eu vou participar de um festival de cinema do filme "A Viagem de Pedro", que é um filme que é uma coprodução com o Luiz Urbano, do Som & Fúria, que faz grandes filmes. A gente filmou em Portugal, a gente filmou nos Açores, a gente convida o espectador a imaginar como é que foi esse momento que o Pedro foi expulso do Brasil e como foi essa trajetória até chegar aqui. É o momento que ele está muito fragilizado. E no Brasil, ele é visto às vezes como um personagem muito caricato, só mulherengo, viril, etc. E eu tenho muito orgulho, é um filme dirigido pela Laís Bodanzky, então convido as pessoas. Logo a gente vai estar com o filme aqui em Portugal.

Fica nessa nota final. Cauã, muito obrigado por ter juntado a nós no "Lado Bom da Vida". Um enorme prazer.