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E começa agora mais um "O Lado Bom da Vida" da Rádio Observador. Hoje falamos de filmes com a editora de multimédia, a Catarina Santos. Olá, Catarina, bom dia.

Bom dia.

O que nos trazes hoje? Que sugestões? Os cinemas estão quase a abrir, não é?

Sim, esperemos que sim. Mas, ainda assim-

Ainda faltam uns dias

...faltam uns dias. Continuamos a ter que nos contentar com o cinema em casa. E hoje falta exatamente um mês para a cerimônia de entrega dos Oscars. Num ano normal, os cinemas teriam programações especiais dedicadas aos nomeados e muitos de nós estariam a fazer romarias aos cinemas para conseguir ver o máximo de filmes até 25 de abril. Este ano não é possível. E mesmo que tudo se mantenha como previsto, e os cinemas reabram a 19 de abril, vamos ficar com uma janelinha muito curta para pôr a lista em dia entre aqueles que ainda não se estrearam por cá. A vantagem é que este ano há vários nomeados já disponíveis em plataformas de streaming, uns porque foram feitos de propósito para esse modelo, outros porque saltaram a exibição em sala, dado o contexto atual.

Ora, conta-nos o que podemos ir vendo para fazer a nossa própria lista de favoritos, porque é uma coisa que eu adoro fazer na altura dos Oscars, e se apostar antes dos Oscars.

Pois. Sim.

É feijões.

Pensei que ias mesmo para aqueles sites de apostas.

Não.

É, todo esse campeonato.

Ok.

Comecemos então pelo filme que segue à frente na corrida. Trata-se de "Mank", realizado por David Fincher para a Netflix. Está nomeado para 10 categorias, incluindo as muito cobiçadas: melhor filme, realizador, ator principal e atriz secundária. E já agora, a banda sonora original, que estamos a ouvir em fundo e que é assinada por Trent Reznor e Atticus Ross. Eles que bisam nesta categoria. Estão também nomeados pelo filme de animação "Soul". "Mank" tem Gary Oldman a emprestar as feições a Herman J. Mankiewicz, o dramaturgo que ajudou Orson Welles a escrever "Citizen Kane: O Mundo a Seus Pés". O filme parte de um argumento do pai de David Fincher e leva-nos à Hollywood dos anos 30 e 40, quando Mank está a trabalhar no guião daquele que viria a ser considerado por muitos o melhor filme de sempre. Já está disponível na Netflix há alguns meses.

Pois, e a Netflix está cheia de nomeados este ano. É a plataforma de streaming com mais hipóteses de levar estatuetas para casa, não?

É. E a Netflix está a somar e a seguir, nestes últimos anos, numa rampa ascendente. No ano passado já tinha conseguido 24 nomeações e este ano subiu a parada para as 35. Entre os concorrentes de peso, temos: "Os Sete de Chicago", com seis nomeações, "Ma Rainey: A Mãe do Blues", com nomeações para ator e atriz, "Pieces of a Woman", de que falamos aqui há algumas semanas, com a nomeação de melhor atriz para Vanessa Kirby, e "Notícias do Mundo", com uma nomeação para a banda sonora original. E há ainda a animação "Para Além da Lua".

Bem, isto é muita oferta mesmo. E o dia tem 24 horas, só isso nos falta tempo, Catarina. Onde é que devemos apostar as nossas fichas?

Se calhar destacamos aquele que tem mais nomeações e que, portanto, é o mais óbvio: "Os Sete de Chicago", que foi feito a pensar nas salas de cinema, mas que acabou por ir parar diretamente ao streaming por causa da pandemia. Entre as principais categorias, tem hipóteses para melhor filme, ator secundário e argumento original. E neste último campeonato do argumento, a autoria é de Aaron Sorkin, que já recebeu um Oscar em 2011 pelo guião de "A Rede Social" e que todos conhecemos por alinhavar a espinha de filmes como "Uma Questão de Honra", "Moneyball", "Steve Jobs" e pelas séries "Os Homens do Presidente" ou "Newsroom". Desta vez, Sorkin assina também a realização de "Os Sete de Chicago". O filme leva-nos ao final dos anos 60, às manifestações antiguerra do Vietnã e a um julgamento muito particular de sete ativistas. No elenco, tem nomes como Eddie Redmayne, Alex Sharp e Sacha Baron Cohen, que conseguiu aqui a nomeação como ator secundário.

É um dos poucos filmes que estás aqui a elencar que eu já vi. E agora saímos da Netflix, o que mais temos para conseguir ver em casa até a grande noite do 25 de abril?

Na Amazon Prime Video temos "Som de Metal", com seis nomeações, incluindo filme, ator e ator secundário, e "Uma Noite em Miami", com três nomeações. "Som de Metal" conta a história de um músico que vai perdendo progressivamente a audição. É realizado por Darius Marder e protagonizado por Riz Ahmed, que se tornou o primeiro ator muçulmano a ser nomeado para um Oscar. "Uma Noite em Miami" ficciona um encontro entre o pugilista Muhammad Ali, o jogador de futebol americano Jim Brown, o cantor Sam Cooke e o ativista Malcolm X, numa noite de fevereiro de 64, num quarto de hotel em Miami. E há por lá, como está fácil de adivinhar com estas personagens, muita reflexão sobre direitos civis da comunidade afro-americana. Nesta senda dos oscarizáveis para ver em casa, sobram ainda dois nomeados para melhor longa-metragem de animação. Na Netflix, como já referimos, está "Para Além da Lua" e na Disney+ está o grande favorito, "Soul: Uma Aventura com Alma".

Esse eu já vi. Neste "O Lado Bom da Vida" olhamos para alguns dos filmes nomeados para os Oscars. É grande a lista para pôr em dia. Sugestões trazidas pela editora de multimédia do Observador, a jornalista Catarina Santos. Obrigada, Catarina, até para a semana.

Obrigada, bom dia.

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