Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Este é um podcast da Rádio Observador. Pode ouvir a rádio também em 98.7, na Grande Lisboa, e 98.4, no Grande Porto. Junta-se agora a mim e à Carla em estúdio, e ao Paulo e ao Miguel em casa, a Mariana Fernandes ao telefone.

Em casa.

Olá, Mariana, bom dia.

Olá, bom dia.

Tudo no devido lugar. Assim é que é bonito. E começamos com um mediático regresso ao desporto, Mariana.

Sim, é verdade. Estamos a falar do Mike Tyson, um dos pugilistas mais importantes e também mais polêmicos de sempre. Ele foi o mais novo a tornar-se campeão do mundo de pesos pesados, tinha apenas 20 anos quando se tornou campeão do mundo. Disse então agora que está a treinar, que se está a preparar para regressar aos ringues. Foi durante uma entrevista no YouTube com o rapper T.I. Ele tem agora 53 anos, explicou que anda a treinar todos os dias, tanto no próprio ringue como no ginásio, com duas horas de cardio por dia, musculação, bicicleta, e que está precisamente a aproveitar esta quarentena para treinar e para voltar a ficar em forma.

Uma quarentena diferente, 53 anos. Mas ele já se formou há algum tempo. Há quanto tempo isso já foi?

Sim, ele acabou a carreira há 15 anos, em 2005, na altura depois de perder dois combates seguidos, que era uma coisa que não lhe acontecia no auge da carreira. Já com muitas polémicas, já com muitos escândalos. A questão é que o Mike Tyson explicou que não vai voltar a competir profissionalmente, não vai entrar novamente no circuito box dos Estados Unidos. O objetivo dele é ficar em forma para competir em alguns combates, três ou quatro, diz ele, não profissionais, e diz que o grande objetivo é mesmo voltar ao desporto e sentir-se bem.

Calculo que isso também seja importante, mas os combates também vão dar dinheiro, não é, Mariana?

Dão dinheiro e dão muito dinheiro, a verdade é essa. E basta olharmos para o exemplo do Floyd Mayweather, que em 2018 arrecadou cerca de $9 milhões num combate deste gênero, portanto, sem ser profissional. A verdade é que basta adivinharmos que o prêmio de um combate em que estiver Mike Tyson, devido ao mediatismo e a este regresso, também vai ser milionário, mas ele já explicou que vai doar todo o dinheiro a associações de solidariedade, principalmente às que ajudam sem-abrigo ou pessoas com problemas de alcoolismo e toxicodependência, como ele próprio também já teve. Portanto, é uma boa ação de alguém que já fez manchetes por ações muito más.

E do regresso de Mike Tyson, passamos para um objeto histórico que andou perdido durante 25 anos.

Sim, andou perdido para a maioria das pessoas, mas quem o tinha sabia bem o tesouro que tinha guardado em casa. E para começar a história, temos então de recuar mais de 25 anos, até 1994, quando o Brasil conquistou o Campeonato do Mundo, nesse ano disputado nos Estados Unidos, e na final, que o Brasil ganhou à Itália nas grandes penalidades, os jogadores brasileiros celebraram com uma faixa enorme onde se lia: "Senna, aceleramos juntos, o tetra é nosso". Ora, Ayrton Senna tinha morrido cerca de mês e meio antes, e aquela era a homenagem da seleção brasileira ao piloto. A ideia, antes do acidente de Senna, era dizer que a seleção brasileira tinha conquistado o quarto mundial da sua história e que por isso também Senna iria conquistar o quarto mundial de Fórmula 1 da carreira. Depois da morte do piloto, eles mostraram a mesma faixa, mas como homenagem, obviamente.

E foi essa faixa que andou perdida até agora?

Exatamente. E o UOL, um jornal online brasileiro, foi atrás da história da faixa, a faixa que nunca mais ninguém tinha visto desde aquele dia de julho de 94, o dia da final do mundial, nem jogadores, nem selecionador, ninguém sabia onde é que o objeto tinha ido parar. A verdade é que os jornalistas do UOL pegaram numa pista de uma fotografia em que o coordenador técnico da seleção aparecia a arrumar a faixa, a dobrá-la, e a verdade é que acertaram em cheio. Portanto, foi precisamente Américo Faria, um antigo coordenador técnico da seleção brasileira, que guardou em casa durante 25 anos aquele que é obviamente um dos objetos mais icônicos e mais especiais do desporto brasileiro e que une dois dos elementos mais celebrados, Ayrton Senna e a Seleção Nacional de Futebol.

Eu era tão fã do Ayrton Senna.

Éramos todos, acho eu.

Eu também.

Saudades. Bem, e terminamos nos Estados Unidos e no basquetebol.

Sim, no basquetebol e assim em modo sugestões para a quarentena, portanto, este é quase um crossover entre as outras histórias do esporte e o lado bom da vida.

Vamos lá então.

A Netflix lançou na semana passada o documentário "Last Dance", sobre a época de 97, 98 do Chicago Bulls e da equipe que tinha Michael Jordan, Scottie Pippen e Dennis Rodman. É um formato um pouquinho diferente daquilo que a Netflix costuma fazer. É uma minissérie que tem episódios a serem lançados semanalmente, portanto, não foi logo tudo divulgado de uma vez. Dá para manter o suspense como antigamente. E mostra-nos aquele que é considerado o melhor de sempre, Michael Jordan, com aquele que é considerado o melhor número dois de sempre, Scottie Pippen, com um dos maiores bad boys da história da NBA, o Dennis Rodman. E a verdade é que num ano em que perdemos Kobe Bryant e num ano em que LeBron James tinha uma oportunidade gigantesca para ser campeão com os Lakers, ver o melhor de sempre nos seus melhores dias é a melhor história que podemos contar.

E que maravilha estas outras histórias do desporto.

Anda a aparecer sempre à frente.

Muito obrigada.

Este documentário eu estou a resistir a começar, porque tenho medo de não conseguir parar. É a mais comum coisa que me pode acontecer na vida.

A jornalista Mariana Fernandes com outras histórias do desporto da Rádio Observador. Até amanhã, Mariana, e obrigada.

Até amanhã.