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Este é um podcast da Rádio Observador. Pode ouvir a rádio também em 98.7, na Grande Lisboa, e 98.4, no Grande Porto.

Altura para receber a Mariana Fernandes, jornalista do Observador, com as outras histórias do desporto. Boa tarde, Mariana.

Olá, boa tarde.

Começamos com uma história de quem nem em quarentena deixa de escalar montanhas.

É verdade, e começamos também com uma história que nos vai deixar cansados logo à partida. A verdade é que depois de algumas semanas termos falado de um espanhol que decidiu correr a maratona na varanda, agora falamos na mesma de um espanhol, mas que decidiu escalar o Everest em casa. E como? Durante 13 horas e 15 minutos subiu um lance de escadas da própria casa, acumulou uma elevação superior a três metros em cada subida, o que fez com que ao fim dessas 13 horas tivesse subido o equivalente aos quase 9 mil metros do Everest.

E a pergunta é: por que ele fez isto? Apenas para manter a forma física?

Também, até porque David Manso, o espanhol em questão, é triatleta e terá, obviamente, de manter a forma física e de continuar a treinar, como todos os atletas que estão em casa em quarentena nesta altura. Mas a verdade é que o espanhol subiu os 101.886 degraus com um propósito superior. Ele iniciou uma angariação de fundos em conjunto com a Cruz Vermelha Espanhola, que funcionou precisamente durante o tempo em que ele esteve a cumprir este Everest Challenge, como lhe chamou. Conseguiu então angariar 5 mil euros, que serão distribuídos por pessoas com outros problemas de saúde que estejam a ser financeiramente afetadas pela pandemia e, obviamente, chegou ao cume por um bom motivo.

Passo a passo, lá foi ele. E passamos para um jogador inglês, Mariana, que decidiu terminar a carreira aos 24 anos.

Exatamente. E normalmente quando isto acontece, um jogador tão novo terminar a carreira por motivos de lesão grave ou de doença, não foi propriamente o caso. Falamos então de Ted Smith, atual guarda-redes do Southend, na League One, portanto a terceira divisão inglesa. Ele ficou principalmente conhecido porque o Tottenham, de José Mourinho, tentou contratá-lo no último dia do passado mercado de inverno para reagir à lesão do guarda-redes titular, do Lloris, para reforçar a baliza, acabou por não conseguir. E agora, em entrevista ao Telegraph, este Ted Smith revela que decidiu deixar o futebol por não aguentar a pressão e por ter deixado de desfrutar de um jogo de futebol.

É essa a justificação que ele dá?

Sim, ele diz que já não era ele, que a pressão do jogo era maior do que ele, que foi difícil tomar esta decisão, claro, porque abandonou o trabalho, que é o sonho de muita gente, de muitos rapazes, também de muitas raparigas. Diz que um dos principais motivos foram os comentários nas redes sociais e o receio de ir para dentro de campo. Disse ainda que tem a certeza de que existem mais pessoas na mesma situação e que espera que a decisão que tomou as tenha ajudado a ver que existe mais na vida do que passar por toda esta ansiedade por causa de um jogo de futebol. Ele termina então a carreira aos 24 anos, enquanto uma das promessas do futebol inglês, foi até internacional em todos os escalões jovens da seleção inglesa.

E terminamos ainda em Inglaterra, mas com um veterano que explicou agora por que não chegou a ir para a Rússia.

É verdade, continuamos na linha das histórias de fim de carreira, mas falamos agora de John Terry, atual adjunto e Aston Villa, antigo capitão da seleção inglesa, também do Chelsea, onde foi um dos braços direitos de Mourinho. O Terry terminou a carreira precisamente no Aston Villa em 2018, depois de quase 20 anos no Chelsea, mas contou agora que esteve perto de ter a primeira aventura fora de Inglaterra antes de acabar a carreira, precisamente em 2018, há dois anos, quando recebeu uma proposta do Spartak Moscou. Tinha quase tudo certo para ir jogar um ano para a Rússia, mas acabou por não ir.

E não foi por quê?

Foi o agente de John Terry, que contou tudo agora em entrevista, diz que nos dias anteriores à viagem, a filha de John Terry teve um ataque de pânico na escola porque o pai ia para a Rússia, um sítio onde, segundo ela, ursos polares andavam na rua. O que o agente de Terry conta é que o antigo jogador tentou durante vários dias explicar à filha que tudo ia correr bem, que era apenas um ano, mas a verdade é que a menina chorava sempre que o ouvia falar na ideia. Então Terry acabou por decidir não sair da Inglaterra, nem de perto da filha. Terminou a carreira sem esta última aventura fora do país e decidiu pendurar as botas de vez sem ir pra Rússia.

Mariana Fernandes e as outras histórias do desporto. Mariana, bom fim de semana e bom feriado.

Bom fim de semana.