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Este podcast é da responsabilidade da CIP, Confederação Empresarial de Portugal, em parceria com a Randstad. Podcast "Everyday Hero". Este é o podcast que vais querer ouvir sobre o mundo do trabalho. Procuras emprego? Não sabes como pedir um aumento? Estas e outras dicas quinzenalmente no podcast "Everyday Hero" da Randstad Portugal.
Olá a todos, sejam muito bem-vindos a mais um episódio do podcast "Everyday Hero". O meu nome é Mariana Mota e hoje trago-vos a quinta conversa da terceira temporada das Promova Talks, um projeto da CIP em parceria com a Randstad. Para este episódio, o primeiro de 2024, tenho comigo a Silvia Machado, diretora executiva da área de sustentabilidade da CIP, e a Ligia Mendes, que é a manager da área de equidade, diversidade e inclusão da Randstad. Bem-vindas.
Obrigada.
Obrigada.
Para começar e para que quem nos ouça também vos conheça um bocadinho melhor, gostava que se apresentassem e que nos falassem um pouco sobre vocês e o vosso percurso profissional e que nos deixassem aqui um fun fact, seja pessoal ou profissional. Silvia, se calhar começávamos por ti.
Olá, Mariana. Olá, Ligia. É um prazer estar aqui em mais uma iniciativa relacionada com o Promova, do qual me orgulho de fazer parte duplamente, como membro da CIP e como aluna do Promova. Sobre mim, sou de Évora, licenciada em Engenharia Química na Universidade de Coimbra e depois de um primeiro desafio na indústria petroquímica, numa multinacional, onde trabalhei no departamento de investigação e desenvolvimento, regressei a Coimbra e agarrei uma oportunidade de colaborar com o Ministério do Ambiente, num acordo voluntário nacional, então em vigor, sobre ambiente, em que em nome da administração, fazia consultoria para a indústria sobre a legislação ambiental e o cumprimento dessa legislação. Terminado esse projeto, continuei a fazer o mesmo, mas numa associação industrial, juntamente com representação técnica nas federações europeias desses setores. Sempre nos temas do ambiente, energia e sustentabilidade. Primeiro e durante muitos anos, numa associação setorial e agora, mais recentemente, desde 2020, na Confederação Empresarial de Portugal, onde sou atualmente a diretora executiva para assuntos de sustentabilidade. Tenho 52 anos, dois filhos, uma menina de 22 e um menino de 19, que já não são bem meninos, mas pronto. E passo a vida entre Coimbra e Lisboa, com idas esporádicas a Bruxelas. Um fun fact, mais para os outros do que para mim. Para mim foi algo que além de também me fazer rir quando me recordo, sobretudo me marcou em termos profissionais, que foi o fato de, ao fim dos primeiros anos de trabalho, o meu superior, na altura, ao apresentar-me à direção da entidade onde eu trabalhava, teceu grandes elogios às minhas competências e personalidade. Estava a tentar assegurá-los de que estavam bem representados e que poderiam contar com o meu apoio e encerrou o elogio dizendo: "A sério que podem confiar, a engenheira é praticamente um homem."
Tem piada, mas eu percebo porque é que poderá não ser assim muito fun para a própria pessoa.
Exato. Enfim, ainda é um pouco a realidade que vivemos em alguns meios, infelizmente. Olá, Silvia. Olá, Mariana e obrigada pelo convite. Espero um dia vir também a participar aqui no programa do Promova. Para começar, licenciei-me em Comunicação. Estive a viver na Bélgica durante cinco anos, onde fiz a minha licenciatura. Depois de regressar a Portugal, estive a trabalhar, desde 2009 que estou a gerir equipas operacionais, e há oito anos que estou a trabalhar na Randstad. Inicialmente a gerir um projeto de implementação de um serviço de apoio ao cliente para um cliente francês em Portugal e, nos últimos cinco anos, mais orientada a gerir uma equipa de recrutamento e seleção para as nossas áreas operacionais na direção de outsourcing. No meio desse percurso, entre 2019 e 2020, fiz uma pós-graduação em Gestão Estratégica de Recursos Humanos, e é aí que começa o bichinho dos recursos humanos mais a fundo, porque eu tinha visto sempre os recursos humanos mais do lado da gestão e do lado da liderança de equipas, mas comecei a perceber melhor todo o mundo que se encerrava nos recursos humanos e o impacto que era possível, e esta palavra é importante, o impacto que era possível ter nas pessoas através das nossas práticas de recursos humanos. E por que esta palavra impacto é importante? E ao pensar no fun fact, lembrei-me logo de contar isto, até pela nossa conversa, pelo tema da nossa conversa. Há mais ou menos o ano passado, sensivelmente um ano, eu comecei a conversar com o meu diretor, na altura, indicando que sentia que agora que tinha entrado na área dos recursos humanos, mais orientada para a área de recrutamento, me fazia sentido ir um pouco mais além e conseguir ter uma função que me permitisse ter mais impacto na vida do trabalhador durante a sua jornada. Porque sentia que o meu impacto era muito residual ali na entrada das pessoas no seu emprego, mas depois se esgotava a partir do momento em que os entregava aos respetivos líderes e senti que queria ir mais longe. E então quando manifesto esta minha vontade aos recursos humanos, convidam-me para ir para o projeto, cuja área na altura tinha o nome de Impacto Social e portanto, lembro-me do meu diretor me dizer em jeito de brincadeira: "Andas há tanto tempo a dizer que queres ter impacto, que agora toma lá a área do impacto e podes realmente agora fazer aquilo que realmente queres." Eu estou recentemente nesta área, que agora se transformou e é a área de Equidade, Diversidade e Inclusão, mas vem aqui no seguimento deste trabalho que temos vindo a fazer nos últimos anos. E estou desde agosto a gerir esta área de Equidade, Diversidade e Inclusão dentro da Direção de Recursos Humanos e sinto que estou muito feliz e a cumprir um sonho que vinha cozinhando há algum tempo.
Ótimo. Agora estava a ouvir o teu percurso e estava a me lembrar da talk anterior que nós tivemos, que era sobre progressão de carreira, que também seria perfeita pra ti. Também terias muito para partilhar. Mas então hoje, nós trazemos algumas questões para nos ajudar a explorar um pouco esta temática, que é a sustentabilidade. E tendo aqui dois pontos de vista um pouquinho diferentes, alguém que já está há mais tempo na área e que se calhar está mais voltada para a parte ambiental, e depois temos a Lígia, que é mais verdinha, digamos assim, e passando aqui um pouquinho a brincadeira tendo em conta o tema, que estás mais verdinha na área da sustentabilidade e mais focada também na parte social desta área. E gostava de começar com uma questão um pouco ampla para conhecermos também melhor a vossa visão relativamente ao papel das empresas na nossa sociedade. E Lígia, se calhar a Sílvia começava por ti, e queria perceber qual é que, na tua opinião, deve ser o papel destes agentes, das empresas, em temas como a sustentabilidade ambiental e social.
Bem, a sustentabilidade é uma coisa muito ampla, não é? Mas o papel das empresas, quer seja na vertente social, ambiental ou econômica, deve ser central, a par do papel do consumidor, isto é, todos nós. O desenvolvimento sustentável depende muito do desenvolvimento de tecnologias limpas e produtos mais sustentáveis, o que resulta normalmente da aplicação de inovação, que é promovida por uma exigência do próprio mercado, isto é, de todos nós. É o mercado que dita a mudança. Se as pessoas exigirem serviços e produtos mais sustentáveis, as empresas terão que fazer essa mudança e farão, certamente, se for criado um enquadramento regulamentar e fiscal favorável para esse investimento. Isto é, que promova a transição e não o fim daquilo que existe para criar tudo de novo. Porque por vezes, há este risco, de que não sejam consideradas todas as necessidades das empresas que já existem para transitar, e que só se pensa em novos negócios, novos serviços, novos produtos, e não em melhorar aquilo que existe, que é essencial para manter a sustentabilidade econômica e, logo, a sustentabilidade social.
Elígia, no teu caso, e sendo o foco do teu trabalho mais na sustentabilidade social, qual consideras ser o principal papel das empresas e das organizações na promoção de uma sociedade mais inclusiva?
Sim, eu aqui se calhar começo exatamente com a frase que a Sílvia começou, que é absolutamente central, ou seja, o papel das empresas nesta questão da promoção das sociedades mais inclusivas. A inclusão é ou deve ser um compromisso para que todos e todas possamos sentirnos livres para sermos a melhor versão e a versão mais honesta e transparente de nós próprios. Portanto, no fundo, para podermos ser bem-sucedidos de acordo com aquilo que cada um tem como critério de sucesso. E, portanto, assumindo o trabalho um papel central na vida das pessoas, obviamente que aqui as empresas têm um papel absolutamente central, no sentido em que têm um impacto direto, quer na forma como gastamos o nosso tempo, portanto, na questão do trabalho, como na questão dos recursos que dispomos depois para podermos então aceder a essas condições de vida dignas e que nos permitem ser a nossa melhor versão. Portanto, desde o respeito pelos direitos humanos, às condições de trabalho, às práticas de atração e fidelização de talento, à equidade no acesso às oportunidades de crescimento, tudo isto são formas, no fundo, das empresas contribuírem para sociedades mais inclusivas. E as empresas têm aqui um papel ativo e central também nesta questão da redução das desigualdades. Portanto, se pensarmos um pouco naquele que é o nosso panorama nacional, quase 2 milhões de pessoas a viver abaixo do limiar da pobreza, 34% dos jovens até aos 25 anos a auferir o salário mínimo, 56% nesta mesma faixa etária com contrato certo, 19% no desemprego. Portanto, temos aqui alguns indicadores. Podemos depois também falar das desigualdades de gênero, que ainda existem em termos quer de taxa de emprego, quer de taxa de desemprego, quer do próprio gap salarial entre homens e mulheres. A própria necessidade de ajustar aquilo que são as competências dos profissionais no mercado àquilo que as empresas necessitam. Porque se pensarmos que os últimos números que a Fundação José Neves partilhou, indica que 22,4% dos graduados são considerados sobrequalificados na profissão que exercem. E depois temos as empresas, por outro lado, a queixarem-se que não têm talento. Portanto, há claramente um desajuste, que também cabe às empresas, não só, mas também cabe às empresas, trabalhar para que possa ser mais nivelado e, portanto, possa deixar de existir ou ser mitigado ao longo do tempo.
Ok, portanto, é unânime que o papel das empresas é essencial e crucial para que haja estas mudanças. Mas depois também temos a parte mais governamental, que também acaba por ter o impacto sobre aquilo que acaba por ser exequível da parte também das empresas. Sílvia, considerando aqui uma crescente preocupação com as mudanças climáticas, que isto já é algo que vem a ser tema de conversa há vários anos, como é que as empresas podem integrar estratégias de sustentabilidade ambiental de forma a enfrentar os desafios e os impactos das alterações climáticas? E gostava de perceber se achas que há alguma prática emergente que se deve destacar neste contexto.
A atuação das empresas relativamente às alterações climáticas diz respeito, sobretudo, às medidas de descarbonização. A descarbonização, a par da garantia do acesso a fontes de energia fiáveis e a previsibilidade regulamentar e fiscal, tudo isto são preocupações centrais das empresas. Desde logo, porque o custo de energia e os encargos ambientais, incluindo os custos de carbono, são uma das parcelas mais significativas de custos para uma empresa industrial As empresas foram, há poucos anos, obrigadas ou incentivadas a investimentos significativos para se converterem por um combustível mais limpo, o gás natural, que, porém, é igualmente fóssil. Essa conversão, a par de significativas melhorias em termos de eficiência energética, levaram já a uma redução bastante significativa de emissões de carbono. Em alguns setores, nos setores mais importantes que contribuem mais para as emissões de carbono e, portanto, seriam aqueles onde seria desejável haver maior redução, uma redução adicional de emissões depende de avanços tecnológicos que ainda não estão suficientemente maduros, ainda estão em fase embrionária. Falo das novas formas de energia, que ainda não estão maduras ou pelo menos ainda não escalaram ao nível industrial. Fala-se muito da nova fonte de energia limpa, que é o hidrogénio, mas de fato, ainda não está disponível e não estará tão rapidamente como nós todos desejamos. E essas novas fontes, por outro lado, vão exigir também a adaptação das empresas em termos de equipamentos, pelo que nunca será uma transição à velocidade desejada. Outra prática, além da descarbonização, e que também contribui para a descarbonização, eu creio que são as estratégias de circularidade. Aí sim, as empresas ainda podem fazer reduções significativas, tornando os seus processos e os seus produtos ou serviços mais circulares, menos dependentes de recursos naturais, mais eficientes, mais duradouros. Mas lá está, tudo isso depende muito também do mercado, da aceitação pelo mercado ou da exigência, desejavelmente, pelo mercado, que conduza a essas alterações e a essas práticas mais favoráveis à luta contra as alterações climáticas.
Ou seja, não é mesmo um papel que seja só das empresas. Há todo um suporte, há todo um apoio que tem que vir de leis, da sociedade em si, porque sozinhos não vamos longe e as empresas, apesar de terem aqui um papel fundamental, sozinhas não conseguem.
Não, e um dos setores que mais contribui é o setor dos transportes e é também um dos mais difíceis onde atuar de forma significativa para reduzir as emissões. Sabemos que já há esta tendência para a eletrificação da mobilidade, mas em termos dos transportes pesados, que são os que mais contribuem, ou da aviação, ou da navegação, continuam a não haver alternativas reais, isto é, que sejam custo eficientes para as empresas mudarem de um dia para o outro. E de fato, precisamos urgentemente de soluções e de inovação nessas áreas para atuar onde existe maior capacidade de redução das emissões, porque a indústria tradicional, de fato, já fez um grande esforço e continua a fazer, mais que não seja, como eu disse inicialmente, porque é um dos maiores custos de produção.
E se no caso das mudanças para uma maior sustentabilidade ambiental, acabam por ser mudanças que demoram mais tempo, e agora passando aqui também para a Lígia, eu diria que a parte de inclusão, a parte de sustentabilidade social, acaba por ser algo que não demora assim tanto tempo, que eu acho que é mesmo as pessoas quererem mudar, as empresas definirem essas estratégias. E aqui, tendo em conta o contexto de equidade, diversidade e inclusão, como é que achas, Lígia, que as empresas podem promover práticas sustentáveis e que beneficiem não só os seus colaboradores, o seu público interno, mas também as comunidades externas e a sociedade em que estão inseridas?
É interessante, porque a Silvia deu aqui alguns exemplos do quão importante, na verdade, cada empresa focar-se naquilo, obviamente, com tudo aquilo que é necessário fazer, e que a Silvia até salientou, como a tecnologia, o investimento, para que cada empresa possa focar-se naquilo que é o seu core, porque será esse core que, na verdade, vai ter mais impacto, e vai permitir caminhar mais depressa em relação a este mundo mais sustentável. No que diz respeito às pessoas, elas são, na verdade, o core de qualquer empresa. As pessoas acabam por ser o core business, no fundo, das empresas de uma forma transversal. E portanto, sim, como diz, há a possibilidade de, com pequenas alterações nas práticas e nos processos, fazer grandes mudanças. Depois, há outras alterações que não são assim tão pequenas, até porque todas estas alterações e daquilo que temos vindo a aperceber-nos, até pelo contacto que nós temos privilegiado, em contrapartida, com todos os setores no mundo empresarial, acabamos por perceber que estas mudanças implicam uma mudança de cultura e sabemos que são pequenas alterações, mas que, na verdade, caminham ou contribuem para uma grande alteração, que é lenta. No entanto, sim, nós podemos aqui falar até de algumas práticas que nós temos vindo a desenvolver e que efetivamente poderão ter um impacto significativo nestas discussões da equidade, diversidade e inclusão, até porque elas são cada vez mais exigidas pelo próprio mercado de talento, pelas pessoas que estão no mercado à procura de emprego ou que estão empregadas. E podíamos aqui começar pelo princípio, que é o recrutamento. Práticas de recrutamento mais inclusivo. Há pouco falava deste desfasamento entre as competências que há no mercado e as competências que as empresas necessitam. E a verdade é que há muitos requisitos que muitas vezes são colocados nos anúncios de emprego, isso só para dar um exemplo, que, na verdade, quando depois vamos tentar perceber o porquê, ou quando até conversamos com os nossos clientes, ou mesmo com as nossas equipas internas, do motivo pelo qual estes requisitos são considerados importantes ou fundamentais para empregar alguém Não existe uma grande justificação a não ser o histórico, ou sempre foi assim, ou porque a equipe toda é mais ou menos assim, e depois lá vamos nós para esta questão dos enviesamentos inconscientes que todos nós temos quando tomamos esse tipo de decisões. E portanto, repensar estes processos de recrutamento, o impacto na comunidade, como também perguntaste, também se faz indo a fontes de recrutamento diversas, ou seja, ir para além da publicação do anúncio, do contato com as mesmas universidades, nós temos feito inúmeras parcerias com instituições do setor social, onde temos talento disponível, que mais uma vez outra medida que pode ser tomada, que é esta questão de dotar estes profissionais de competências para poderem executar as tarefas e as funções que estão disponíveis, e portanto, diversificar as fontes e depois dar ferramentas para que as pessoas possam ser bem-sucedidas na sua função. As práticas de seleção, e como eu falei, para além dos requisitos que são colocados no anúncio, esses requisitos depois também se veem muito na própria entrevista de seleção, ou seja, eu até posso permitir que entre um grande pool de candidatos no meu processo de recrutamento, mas depois vou empregar exatamente as mesmas questões e as mesmas ferramentas para decidir qual o candidato que vai ficar com a função. E um foco nas competências vai permitir colocar todos os candidatos, na verdade, em pé de igualdade. Porque pouco importa de onde eu venho, pouco importa quem eu sou. Na verdade, o que importa é o meu potencial e as minhas competências para executar determinada tarefa. E, portanto, aqui, com pequenas alterações nos processos, neste caso, de recrutamento, podemos, de facto, chegar mais longe, chegar a mais talento e também permitir que mais talento e talento diverso entre nas nossas organizações. E depois, existe toda a questão de quando o talento entra, que esta também é uma grande questão que é bastante batida, é: ok, até alteramos o processo de recrutamento, até fazemos aqui magia e permitimos que uma pool mais diversa de candidatos seja selecionada, mas depois não temos mecanismos para que todo o talento possa progredir na carreira, possa ser bem-sucedido e independentemente do seu ponto de partida, que esta é que é a equidade, possa permanecer na empresa e encontrar soluções. No início, eu falava sobre a minha carreira e um pouquinho o que eu encontrei na Randstad. Sempre que eu quis mudar, é o terceiro projeto que eu tenho. Na verdade, a empresa deu ferramentas para isso. Ajudou-me, orientou-me e permitiu-me essa mudança, porque a progressão não tem que ser só vertical. É possível também mudar, como foi o meu caso, para áreas diferentes. E ter essas ferramentas para que, de facto, existam oportunidades que cheguem a todos, queiram assim, queira sim o talento permanecer. E depois, obviamente, temos que dotar as nossas lideranças também de formação e de competências para liderar estas equipes diversas de forma mais inclusiva. Portanto, esta formação das lideranças e trazer as lideranças também para a discussão e para a solução, são práticas fundamentais e que têm impacto de uma forma transversal nas pessoas que trabalham conosco, obviamente, mas também nas comunidades. E depois, existe aqui uma outra vertente, que na Randstad também desenvolvemos a nível mundial, que é a vertente do voluntariado, da responsabilidade social corporativa, daquilo que fazemos com os nossos colaboradores, a Randstad, e a título de exemplo, tem um programa em que cada colaborador tem oito horas por ano para se dedicar a ações de voluntariado, sejam elas organizadas por nós, sejam elas escolhidas pela própria pessoa. E isto a nível mundial, portanto, é um contributo gigantesco da empresa para esta responsabilidade social. E efetivamente, isto tem um impacto gigante nas pessoas que acompanhamos, porque também contribui para esta questão da equidade. Quando nós temos um consultor de recrutamento a dar apoio a alguém de um grupo mais vulnerável para fazer o seu CV, para se preparar para uma entrevista, nós estamos a contribuir para esta equidade, para a pessoa ganhar competências para a empregabilidade. E, por outro lado, que é o mais incrível, e para quem esteve a gerir equipes até há bem pouco tempo, o impacto que depois isto tem na própria equipe, porque quem faz este voluntariado, depois traz sempre uma história para contar e acaba que contagia positivamente a equipe ou que contribui também muito para o tão famoso e que todas as empresas procuram, engagement dos colaboradores.
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E pegando aqui também nesta questão que estavas agora a dizer do engagement e do reconhecimento dos próprios colaboradores face àquilo que a empresa está a fazer, ou seja, terem consciência do impacto que a empresa está a ter na sociedade. Eu queria agora afastar um pouquinho aqui destas temáticas mais estratégicas e passar mais para a parte de comunicação e de posicionamento das empresas e das marcas, porque a verdade é que há cada vez uma maior conscientização das pessoas para práticas sustentáveis e para temas relacionados com a sustentabilidade. E depois acabamos por ouvir muito o conceito de greenwashing. Como é que as empresas e as marcas podem comunicar de forma autêntica e transparente as suas iniciativas de sustentabilidade, isto tanto para internos como externos, sem que pareça que estão a fazer aquilo que nós sabemos que há marcas que fazem, que há empresas que fazem, que é greenwashing, ou seja, estar a divulgar isso só porque está na moda e, na verdade, se calhar, não é algo que está no seu core, que não é o caso aqui da Randstad, mas o que acham que pode ajudar as empresas nesta comunicação? Silvia, se calhar, agora começávamos outra vez por ti.
Eu diria que, de facto, é uma moda, mas uma tendência criada pelo mercado, pelos consumidores, como disseste, e bem, cada vez mais preocupados e a quererem cada vez mais saber o impacto dos produtos e serviços que consomem, e bem
Só que afirmar ser verde e sustentável é um fator de competitividade, mas também pode ser, de facto, pouco sustentado ou mal sustentado, por falta de estudos e de avaliação que justifiquem as afirmações que as marcas fazem. Se os produtos não forem tão ecológicos como se apresentam, isso vai obviamente induzir o consumidor em erro, vai dificultar a transição ecológica e o assunto tem que estar devidamente regulamentado e existir fiscalização do mercado. Por outro lado, informação a mais também deixa o consumidor confuso. Mais um motivo para isto precisar estar bem regulamentado. Quando a informação é demasiada, também já se verificou que o consumidor acaba por não a ler ou a ignorar. E depois tem esta questão de que os requisitos têm vindo a ser impostos a nível nacional nos diferentes estados membros, variadíssimas iniciativas privadas que regulam alegações ambientais, mas que criam um encargo enorme para as empresas, porque as nossas empresas são fundamentalmente exportadoras. Há empresas, mesmo PME, que exportam para mais de 100 países, incluindo todos os estados membros, e os requisitos variam imenso. Portanto, para poder certificar cada uma das alegações que eles querem fazer em termos de comunicação ao consumidor, é muito caro. É um investimento muito grande. E depois, toda a informação tão variada dificulta também a avaliação pelo próprio consumidor, a outras empresas ou a investidores, qualquer pessoa que tenha interesse em avaliar se aquelas declarações são fiáveis ou não. E por termos verificado tudo isto, e isto vem sendo discutido nos últimos anos a nível europeu, a Comissão Europeia propôs atualizar a legislação, o direito dos consumidores, para garantir, por um lado, a sua proteção e, por outro lado, capacitá-los a contribuir mais ativamente nesta transição ecológica que se pretende. Neste momento está em discussão, em trílogo, pelos vários organismos europeus, o Parlamento e o Conselho, a proposta de diretiva sobre alegações verdes, mais conhecida pelo nome inglês green claims, que foi proposta pela Comissão Europeia e que vai precisamente no sentido de combater este greenwashing, a lavagem verde ou alegações ambientais falsas, fazendo alterações à diretiva sobre práticas comerciais desleais. Portanto, vai ser muito mais apertada a regulamentação sobre este tipo de alegações. Elas podem até não ser falsas, mas não estão suficientemente bem argumentadas e o produtor ou o comercializador não consegue justificar e comprovar a sua veracidade. Portanto, terão que passar a ser sempre sustentadas por uma certificação ou por uma autoridade pública. Tem sempre que ser dada, mesmo que seja só a pedido, a informação sobre os métodos de avaliação que foram utilizados e as medidas que são tomadas pelas empresas para manter os dados atualizados. É preciso demonstrar, de facto, o desempenho positivo daquela alegação.
Ou seja, já não basta só dizer que eu sou sustentável, é preciso mesmo provar com certificado, com uma investigação por trás.
É claro, todos nós estamos fartos de ver produtos com o lettering bio, eco, vegan. E de facto, quando se tenta investigar um pouco melhor por que a utilização daqueles termos, muitas vezes, na maior parte das vezes, não existe informação por trás que sustente aquelas afirmações, e isso é o chamado greenwashing. As empresas precisam, de facto, de as justificar, só que hoje em dia, como existem tantos sistemas diferentes de certificação para o demonstrar, é apenas um grande custo. Isso também promove que as empresas, se calhar, não o façam tão bem como deviam fazer. A solução é regularizar bem e harmonizar, isto é, haver um sistema de certificação mais harmonizado a nível, pelo menos, da Europa, porque depois também temos todos os outros produtos que vêm lá de fora, e aí o mais importante é a fiscalização do mercado, porque de facto, as empresas europeias já estão cobertas por regulamentação forte, por imensos requisitos, e os produtos importados muitas vezes não são fiscalizados, não há fiscalização suficiente do mercado e, portanto, há aqui uma concorrência desleal. Mas de facto, as empresas precisam que exista um referencial único para não ser tão oneroso conseguir argumentar e ter as avaliações necessárias, as certificações necessárias para justificar as suas alegações.
Lígia, aqui se calhar, passando para um foco mais social, que acaba por ser mais a tua especialidade, se calhar não é tão fácil assim ter certificações e se calhar também não faz muito sentido. Não sei, há pouco estavas a falar de parcerias sociais com instituições. Será que isso pode ser uma forma de comunicar? Ou seja, estas parcerias mostrarem o trabalho que é feito, será uma forma diferente de comunicar este contributo para a sociedade?
Sim, eu iria aqui, na parte social, o evitar, aqui podemos falar o social washing. Portanto, aqui as questões também, as alegações, no fundo, relativamente às práticas sociais da empresa, que não são assim tão verdadeiras ou pelo menos não tão profundas quanto por vezes parecem ser na comunicação. Eu diria que aqui, independentemente de sim, os dados, as certificações, tudo aquilo que é em termos de reporting, até a nível europeu, das entidades que fazem este tipo de auditorias, é uma forma de se fazer esse caminho, até para investidores. No entanto, eu iria aqui para um juiz, no fundo, que nas questões sociais é muito fácil de servir como contraponto a estas alegações não tão verdadeiras que possam ser feitas pelas empresas, que são os próprios colaboradores, os candidatos, portanto, que é o talento, porque, na verdade, sente-se na pele. Alguém que entra numa empresa, sente na pele se realmente aquilo que Se viu em redes sociais e na esfera pública, se realmente é verdade. E nós sabemos, até pelos estudos que vamos realizando, e há vários estudos, mas claro que falando aqui dos estudos da Randstad, nós sabemos que cada vez mais os colaboradores procuram esta verdade nas empresas, no que diz respeito ao equilíbrio entre a vida pessoal e profissional, às oportunidades de progressão na carreira ou ao próprio ambiente de trabalho. Eu fico sempre impressionada num estudo do Randstad Employer Brand Research, que foi publicado no início deste ano, de 87% dos inquiridos dizer que espera que a empresa dê algum tipo de apoio em matéria de equidade, diversidade e inclusão ou saúde mental e bem-estar. É gigante aquilo que é, no fundo, a exigência do próprio talento. E nós estamos num mercado que, na gíria do mercado de talento, se chama talent driven, ou seja, em que o talento decide, na verdade, quando tem as competências, quando tem as qualificações necessárias, onde quer trabalhar. E empresas que se deem ao luxo, isto aqui estou a fazer aspas, não se vai ver depois da gravação, mas de estar a anunciar algo que depois não vivem na sua cultura e não vivem no seu dia a dia, é um risco enorme de sucumbirem. Porque vão perder o talento para quem realmente cumpre aquilo que diz. E eu diria que aqui, ser verdadeiro é não negociável no caso social.
E aqui também estavas a falar do papel do indivíduo, da pessoa ter o interesse e ir à procura dessa informação. E também a Sílvia já tinha aqui referido que os consumidores é que acabam por exigir às empresas e depois as empresas acabam por se sentir, de certa forma, pressionadas e daí acabar por criar-se esta tendência de greenwashing ou social washing, como estavas a dizer. E para terminar, e pegando aqui nesta temática do contributo ou da forma como cada um de nós consegue contribuir para uma sociedade melhor, eu queria perguntar-vos, tendo em conta os objetivos de desenvolvimento sustentável das Nações Unidas, qual é que seria o objetivo ou os objetivos que gostariam de destacar, aos quais gostariam de desafiar quem nos ouve a agir e a começar a trabalhar para que consigamos alcançá-los? Sílvia, se calhar, começávamos outra vez por ti.
Sim, dirigindo-me às pessoas e ao seu próprio contributo individual, aquilo que podem fazer e como podem contribuir, eu destacaria o ODS do consumo sustentável, além do da produção sustentável, o da economia circular. E diria, de uma forma muito simples e direta: resistam à Black Friday. Resistam ao consumismo desenfreado. Informem-se e sejam mais criteriosos com as vossas escolhas. Prefiram produtos nacionais. Ninguém morre se não comer manga de avião. Lembrem-se que os impactos de um produto começam nas matérias-primas, que foram consumidas para o produzir, e acaba, desejavelmente, muito tempo depois, em como vai ser tratado no fim de vida, passando pela forma, local e condições onde é produzido. E se um produto é produzido a milhares de quilómetros de distância, obviamente que basta o seu transporte para ter maior impacto do que qualquer outro produto produzido no próprio país. Pode não ser a opção mais rápida, mais barata. Não falo só de produtos alimentares, mas de outro tipo de produtos, de cosmética, de limpeza. Serão certamente opções mais sustentáveis, melhores para a nossa saúde e para o ambiente. Voltando ao início, nós é que determinamos a procura e as empresas procurarão responder o melhor possível a essa procura e, portanto, a mudança começa, isto é um bocado a verdade lá para Alice, mas começa em cada um de nós e as escolhas que cada um de nós faz condiciona o mercado, que condiciona as empresas, os produtos e os serviços e todos nós podemos contribuir, por pouco que seja a contribuição de cada um, todos juntos, é importante.
É isso, é que muitas vezes aquilo que nós pensamos é: "Se sou eu, que diferença é que eu faço? Eu faço isso, mas eu vejo nas lojas, as outras pessoas vão todas para o produto mais prejudicial". Mas é pensar que, por exemplo, se todas as pessoas que estiverem aqui a ouvir a nossa conversa, se já tiverem esta mentalidade de: "Não, eu vou fazer a diferença, eu vou divulgar isto a amigos, familiares, colegas", todos juntos, parecendo que não, com as várias ações que formos fazendo, vamos fazer, de facto, a diferença.
É, só que com a vida corre-corre que temos hoje em dia, nem sempre é fácil. Obviamente que não é fácil andarmos sempre, todos os dias lembrarmo-nos de levar os nossos próprios sacos, as caixas, se formos comprar comida fora, usar sempre embalagens reutilizáveis não é fácil, porque é preciso ter uma determinada quantidade, limpar. Lembrar-nos todos os dias de manhã, quando saímos para o trabalho, de que logo à tarde vamos precisar de levar uma caixinha daquelas reutilizável, porque vamos necessitar, em vez de comprar um saco plástico ou um saco de papel. E pronto, este ritmo de vida que levamos atualmente, esperemos que o teletrabalho venha ter alguma influência positiva nesse aspeto, na vida do corre-corre, e que as pessoas tenham mais tempo para pensar e optar mais sustentavelmente.
É uma questão de hábito. Pode não ser de repente, vou mudar isso, isso vai acontecer todos os dias. Basta que: "Ok, esqueci-me hoje, amanhã lembro-me", e isso vai resultar, sem dúvida, se continuarmos com esse pensamento. Lígia, passando então para ti, qual é que seria aqui os objetivos que gostarias de destacar?
A Sílvia já disse aqui um muito bom, que nos cabe a todos nós, somos todos consumidores. Eu, pelo menos, tento fazer isso e também temos que, para além de tentar sempre, também não nos penalizarmos muito quando não conseguimos. É continuar a tentar e continuar a fazer, e de facto, isso é muito importante. Para continuar aqui na tónica social, eu se calhar destacaria aqui o ODS da redução das desigualdades, o ODS 10. É um ODS que, por acaso, é uma das nossas prioridades na Randstad também, mas é um que acredito que todos nós, mais uma vez, tal e qual como disse há pouco, que as empresas com aquilo que é o seu core de atividade, se mudarem o core de atividade para práticas mais sustentáveis, conseguirão ter mais impacto. Também acredito que cada um de nós pode fazer isso naquilo que é o core da sua atividade. E, portanto, estando muitas vezes apenas e só, mais uma vez com aspas, que não se vão ver, atento ao outro. E com muito pouco para nós, podermos às vezes ter um impacto muito grande no outro. Eu dou um exemplo e até, uma vez que estou aqui a conversar contigo, Mariana, que estás na equipa de marketing, posso dar até um exemplo de marketing. Às vezes entendemos que fazer o voluntariado é: "Tenho que dar duas horas por semana, não tenho esse tempo, não consigo encaixar isso na minha vida", como dizia a Sílvia, portanto, corre-corre. Mas a verdade é que por vezes, coisas que realmente para nós fazemos com muita facilidade, podemos ajudar. E dou o exemplo aqui de marketing. Ainda há pouco tempo estivemos reunidos com uma associação que nos pediu apoio para desenhar uma campanha para conseguir chegar mais longe em termos de mensagem, através de meios que para nós são, se calhar, relativamente simples e que até a título pessoal, não precisamos só de estar a falar do lado profissional, a título pessoal, se calhar, tu terias muita facilidade em fazer algo assim e estás a capacitar com o teu best self, aquilo em que tu és melhor, que faz o teu dia a dia, muito rapidamente a capacitar uma organização que demoraria muito mais a chegar lá e sem meios para o fazer. E, portanto, às vezes é um bocadinho pensarmos como é que com aquilo que já fazemos, com aquilo em que já somos bons e onde nos sentimos confortáveis, podemos contribuir para reduzir estas desigualdades e olhar para quem está ao nosso lado. Aqui dei o exemplo de uma associação, mas poderia dar de um vizinho, de um amigo, de um familiar. Enfim, acho que na parte social, deixaria aqui o ODS 10.
Boa. Ou seja, também não é só pensarmos no voluntariado como algo que acontece em certas alturas do ano, por exemplo, Natal, Banco Alimentar, e que está associado muito a épocas específicas, não é pensar: "Ok, vou fazer voluntariado nesta altura, com este tipo de voluntariado", seja com doações de alimentação, seja limpezas de praia, por exemplo, numa altura, sobretudo do verão, que acontece muito. É pensar que até no dia a dia, com o nosso know-how, nós conseguimos ajudar alguém, alguma instituição a melhorar e, se calhar, eles nem sequer têm condições para estar a pagar a alguém para fazer. E nós voluntariamos parte do nosso tempo, que não nos custa assim tanto, para fazer algo que para nós, se calhar, é uma coisa super rápida, enquanto que para eles, se calhar, levavam muitos meses e o resultado não seria tão positivo como o nosso contributo consegue alcançar.
E eles, no fundo, têm depois a capacidade de ampliar aquilo que foi a tua microação para chegar em muito mais gente. Portanto, sim, às vezes com gestos muito simples, conseguimos fazer essa diferença e reduzir essas desigualdades.
E neste caso, por que não, e usando aqui aquele clássico do "não dês a comida, ensina a pescar", "não dês o peixe, ensina a pescar", ajudar, por exemplo, a produzir, neste caso, seria uma campanha, mas ao mesmo tempo ensinar algo básico. Olha, nestes casos, faz isto, isto e isto e assim no futuro já não precisam tão desesperadamente de pedir aqui algum apoio e conseguem, pelos seus próprios meios também, alcançar esse objetivo. Ou seja, e acabamos por não estar a ajudar só no momento, mas sim no futuro, o nosso impacto acaba por se prolongar, não é?
Claro, estamos a capacitar. No fundo, ao apoiar, outro exemplo que me lembrei agora, foi um pedido que também tivemos, por exemplo, para capacitar formadores no sentido de poderem avaliar com critérios mais objetivos os formandos. Ao estarmos a capacitar, no fundo, mais uma vez, estamos a ampliar a nossa ação com uma ação relativamente simples, que para nós é básica, porque faz parte das nossas atividades diárias. E essa pessoa, portanto, vai não só ganhar competências, como vai poder depois atuar, até porque as associações têm esses meios e para manter aqui no mesmo exemplo, vai poder depois chegar a muito mais gente e termos mais pessoas capacitadas no mercado e por aí fora.
Olisem, muito obrigada. O nosso episódio, o nosso tempo chegou ao fim. Mas não podia deixar de vos agradecer a vossa presença e o facto de terem aceite estar aqui a partilhar um bocadinho sobre aquilo que é a sustentabilidade, que é mesmo muito, e nós aqui só tocámos em pontos muito pequenos. Mas espero que quem esteja a ouvir, que tenha conseguido ficar aqui um bocadinho mais esclarecido e que leve daqui também estes objetivos também para começar a agir e a fazer também a diferença no seu dia a dia. E obrigada a vocês que nos ouvem e acompanham este podcast. Caso queiram aprender mais sobre outros temas do mundo do trabalho, podem explorar outros episódios do podcast Every The Hero e saber mais, por exemplo, sobre liderança, progressão de carreira e salário emocional. Se gostaram deste episódio, não se esqueçam de deixar a vossa avaliação no perfil do podcast e digam-nos no quiz do episódio aquilo de que mais gostaram nesta conversa. Até à próxima.
Boa tarde, adeus a todos.