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Cartazes, t-shirts com frases de luta, apitos, tambores, buzinas. Os professores foram bem munidos para se fazerem ver e ouvir. Pediam dignidade pela profissão, pela escola pública e pelo acesso ao topo das carreiras e ouviram-se várias palavras de ordem.

A escola unida, jamais será vencida!

Entre as várias queixas, os professores falavam em desmotivação, como é o caso de José Carlos Ferreira, que leciona em Santo Tirso.

Nós estamos aqui por eles, pelos pais, pelos filhos, pela escola pública. Não estamos só por nós. E um professor desmotivado é um professor que não dá boas aulas nem ensina muito bem.

Além do pessoal docente e não docente, também estudantes quiseram marcar presença nesta marcha. Anastácia Furtado é uma delas e fala em apoio mútuo.

Porque é uma luta conjunta, uma luta mútua, e nós fizemos de professor, nós achamos que a educação é uma parte importante. Nós estamos aqui como apoio, os professores sentem-se bem, sentem que o outro lado também está aqui, também está presente.

Depois de cinco horas de marcha, o líder do STOP, André Pestana, subiu ao palco montado na Praça do Comércio e apontou o dedo aos interesses instalados.

A nossa luta tem sido um enorme pesadelo para poderosos interesses instalados. Mas apesar de todos os ataques, todas as calúnias contra nós, aqui estamos mais fortes do que nunca, muito mais de 100 mil.

André Pestana, que não esqueceu o primeiro-ministro e o ministro da Educação.

Hoje já disseram que o António Costa disse que isto tudo era uma fantasia. Se calhar vai acordar de uma forma não muito agradável. Ontem, o ministro da Educação voltou a fazer uma conferência de imprensa de urgência. Ele esqueceu-se de dizer, tem recusado reunir-se, apesar da insistência do STOP há vários anos nesse sentido.

Depois de um discurso de André Pestana de cerca de uma hora, o mar de gente que enchia o Terreiro do Paço, abanou um lenço branco no ar e deixou uma promessa.

Não paramos, não paramos, não paramos, não paramos!