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Neste caso em concreto, Arruda dos Vinhos, que é hoje onde nos encontramos.

Não houve colheita de proteção civil, mas numa visita de um ex-ministro da Administração Interna, sobrou tempo para deixar propostas ao governo.

E eu recordo que é muito importante prorrogar o estado de calamidade, pelo menos por três meses, a ativação de um comando operacional, com comando político forte e eficaz, que acompanhem ao minuto, à hora que passa.

José Luís Carneiro viu de perto o impacto de duas tempestades no Conselho de Arruda dos Vinhos, estradas destruídas, casas isoladas e um autarca a pedir ajuda.

Eu acho que é inevitável e tem que ser inevitável, porque eu não vou conseguir explicar à população de Arruda dos Vinhos por que não temos esse estado de calamidade, quando este rasto de destruição que vai ficar pelos próximos anos, não corresponder a dar-lhe a resposta que julgo eu é a que é necessária.

A voz de Carlos Alves, autarca socialista, que pede que a atenção do governo esteja, acima de tudo, no terreno.

No lado financeiro, vamos perder o foco naquilo que não é essencial, que é a remodelação apressada de um governo, de uma ministra da Administração Interna, que já não é, que o timing é um timing de crise, onde isso está a ser equacionado, e vamos focar naquilo que é o essencial.

José Luís Carneiro passou hoje por Arruda dos Vinhos para deixar um humilde contributo e também reparos à ausência de uma ministra da Administração Interna em funções.

Quando eu formar o meu governo, posso dizer-lhe que terei sempre pelo menos duas ou três alternativas para quando tiver de exonerar um, tenha logo de alternativa uma personalidade com o mesmo perfil ou com melhor perfil de quem é exonerado de função.

E quanto ao debate quinzenal, José Luís Carneiro diz que quer dar tempo para o Luís trabalhar.

O Parlamento deve continuar a funcionar, mas é evidente que também ninguém compreenderia que numa altura em que se está a falar da salvaguarda da vida das pessoas, situações de emergência. E portanto, temos de dar também espaço ao primeiro-ministro para fazer aquilo que deve fazer, que é mobilizar todos os meios do Estado.

José Luís Carneiro, de visita ao terreno, diz aguardar pelo debate com o primeiro-ministro na próxima sexta-feira