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Com o bilhete validado para mais uma viagem, o comboio de André Ventura, assim lhe chamou, tem agora um único destino.

Vai direitinho ao Palácio de São Bento, vai direitinho à casa de António Costa e vai direitinho para destituir o Primeiro-Ministro de Portugal, vencermos e retomarmos a história que ainda nos pertence.

Num discurso de mais de meia hora, o líder do Chega traçou como objetivo as legislativas de 2026 e, antes, as regionais da Madeira no próximo ano. Mas falou também para dentro, para os opositores internos que estiveram ausentes deste Conselho Nacional.

No momento em que a batalha estava pronta, em que nós estávamos prontos, aqui com os cavalos todos no terreno, prontíssimos para os receber e para os enfrentar, capitularam. E agora pensem, se capitularam conosco, com aqueles que deveriam ser a sua família, como é que podem estes um dia querer lutar contra os socialistas em Portugal? Como?

Num discurso quase sempre dirigido aos militantes, que pela primeira vez puderam participar na votação, Ventura garantiu que vai passar a ignorar os adversários internos e vai mais longe: aponta-lhes a porta de saída.

Eu quero deixar claro que a partir de hoje este partido continuará a ser democrático, continuará a ser plural e continuará a ser abrangente, mas que não deixaremos de, a partir de hoje, apresentar a porta da rua àqueles que andaram a destruir o partido ao longo dos últimos meses e dos últimos anos. E isso começa amanhã mesmo, quando chegar a Lisboa.

Com o plano já traçado, Ventura deixa uma certeza: ninguém pode morrer sem cumprir o destino e o líder do Chega diz que tem uma missão para concretizar.

Viva Portugal! Viva o Chega! Viva esta enorme