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Toda a direita, com exceção da Iniciativa Liberal, está de acordo em regredir no direito à autodeterminação de género. O PSD propõe a revogação da legislação de 2018, ou seja, que passe a ser obrigatória a validação médica pra mudança de nome e sexo no cartão de cidadão. Uma proposta assim descrita pela deputada social-democrata Andreia Neto.

Uma proposta assente na responsabilidade e no equilíbrio.

O Chega quer proibir cirurgias de mudança de sexo a menores de idade e a deputada Madalena Cordeiro pede que se deixe as crianças em paz.

Bloqueadores hormonais que estão a ser administrados, não em nome do superior interesse da criança, mas em nome de uma ideologia assassina.

Na mesma linha, o CDS defende a proibição de bloqueadores da puberdade a menores de 18 anos e Paulo Núncio não é brando nas palavras.

É uma das maiores violências contra as crianças praticadas atualmente em Portugal.

À esquerda, ideias contrastantes, a começar pela deputada do PS, Isabel Moreira.

Deram o protesto do Colégio de Sexologia da Ordem dos Médicos, senhores deputados, ou falaram diretamente com a administração Trump?

O Bloco de Esquerda defende o reforço da atual legislação e Fabian Figueiredo faz um apelo às bancadas da direita.

Deixem as pessoas trans viver em paz, são cidadãos como qualquer uma, qualquer um de nós.

E Filipa Pinto, deputada do LIVRE, deixa uma pergunta à bancada social-democrata.

Se se sentem confortáveis por ficarem, de novo, do lado errado da história.

PCP e PAN também se opõem aos projetos de PSD, CDS e Chega. O debate terminou com representantes de associações transgênero a levantarem-se das galerias no discurso de Rita Matias, que encerrou o ponto da ordem dos trabalhos.