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O primeiro foi Fernando Rosas. Na intervenção mais aplaudida do dia, o historiador e fundador do Bloco de Esquerda desafiou os militantes a fazer uma longa reflexão.
Queremos ser um efêmero e volátil partido de agitação, borbulhando sobre as lutas sociais e políticas sem criar raízes? Um partido toca e foge?
Para não ser um partido toca e foge, Rosas pede ao Bloco de Esquerda que regresse às bases, que volte a estar nos sindicatos, nas empresas e nas associações de estudantes. Mas avisa: o caminho não vai ser fácil.
Neste campo de batalha pela organização e reorganização do Bloco. Esta é uma tarefa hercúlea. Exige uma atenção continuada da futura comissão política do Bloco.
A Fernando Rosas, seguiu-se Luís Fazenda, de olhos postos na política externa, acabaria por citar um bem conhecido social-democrata.
E é neste momento que apraz sublinhar a inteligência de Marcelo Rebelo de Sousa. Marcelo Rebelo de Sousa disse que Trump era um agente russo. Acertou. Não tenho a menor dúvida.
Para pedir ao Bloco de Esquerda que saia desta convenção a envolver toda a esquerda na luta pelo desarmamento. O último dos três fundadores a discursar foi Francisco Louçã. É ele quem pede um partido da esquerda moderna que saiba o que quer.
Pés bem assentes na terra. Respostas claras: salário, casa e hospital. Salário, casa e hospital. Pés na terra, no combate para a longa duração, que é a persistência da formiga que faz a vida.
O caminho para José Manuel Pureza seguir, desenhado por Francisco Louçã, Luís Fazenda e Fernando Rosas.