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Eu até estava a pensar dizer isto no fim, vou já dizer agora.

Luís Montenegro quis puxar a ideia logo para o arranque do discurso. Com o setor social e solidário à frente para atualizar o acordo de cooperação, o primeiro-ministro quis vincar a capacidade que tem de chegar a consensos.

Nós valorizamos todos os setores, valorizamos o setor público, valorizamos o setor privado e valorizamos o setor social. E somos um governo, efetivamente, de concertação, como se pode comprovar aqui.

E, por isso, quantificou.

Já concertamos 39 vezes com sindicatos da administração pública.

Luís Montenegro, o concertador, foi a imagem que o primeiro-ministro quis passar em vésperas de reunião da concertação social para discutir as mudanças à lei do trabalho com o chefe de governo, que avisa que, por vezes, o caminho pode ser turbulento.

Nem sempre estamos completamente satisfeitos uns com os outros, é verdade. E temos alguns momentos de tensão. São momentos de tensão e de atenção. Temos objetivos que queremos cumprir, que queremos atingir e às vezes sofremos um bocadinho, mas sabem que nós estamos sempre atentos a isso.

E que nem sempre os resultados ficam logo à vista.

Temos um processo de transformação e uma agenda transformadora em curso. Várias coisas vão sofrer transformação, mas nós sabemos que os efeitos não são imediatos. Demoram algum tempo e alguns deles vão se acabar por expressar, se calhar, já nós não estamos aqui, mas não há nenhum problema com isso.

O primeiro-ministro, que aproveitou a renovação deste acordo para reafirmar a capacidade de diálogo. Por isso, antes da despedida, novo lembrete.

O nosso espírito de concertação é muito sólido, muito consistente, muito forte.

Luís Montenegro, no Palacete de São Bento, a estender a passadeira ao diálogo.