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A zona de diversões na Rotunda da Boa Vista é para muitos o regresso mais parecido a um São João pré-pandemia.
Um cheirinho. Não é o tradicional, mas as pessoas também compreendem.
Na Churraria de Nuno Machado, é a primeira vez desde a pandemia que há trabalho. Este ano a festa de São João volta a ser limitada, mas conta com três locais de diversão autorizados pela autarquia. As portas fecham às 18h, na noite mais longa do ano, e os empresários compreendem a medida.
Temos que concordar, porque mais vale pouco do que nenhum. E agradecemos imenso.
Mais afastado das diversões, o cenário é diferente. Em Miragaia, uma das zonas mais típicas da festa, as decorações são discretas e os planos para a noite são contidos.
Fazer a sardinha e outros pratos, mas da hora do almoço até às 19h, 19h30, para chegar às 20h e fechar a porta.
Nós vamos funcionar como se fosse um dia de semana normal, porque em termos de reservas, não houve grandes reservas, portanto, não temos grandes expectativas para a noite de São João.
Nos restaurantes geridos por Manuel Santos e Carla Sousa, a festa noite adentro não vai acontecer. A sardinha assada vai ser servida, mas falta a música, os martelos, os balões e o impacto económico que a noite de São João traz para o negócio.
Era um dia que a gente safava os primeiros quatro meses do ano, era o São João. No São João normal vendia-se aqui 20 barris de cerveja. Sardinha já se vendeu muita. Se for como ano passado, andamos nas 200, 300, mas já se vendeu 600, 800.
Mais ao lado, na Associação Recreativa e Desportiva São Pedro de Miragaia, há sardinhas e o jogo da seleção, mas o espírito para Jorge Sequeira não tem sido o mesmo.
Tem sido triste, muito triste. Nem tenho palavras para descrever isso. Até me estou a arrepiar todo, porque é muito triste.
Apesar da tristeza, fica a esperança que para o ano o São João possa voltar à rua.