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Está apresentado o Amália, o primeiro modelo de inteligência artificial em código aberto em português europeu. E mesmo que os resultados não venham a ser os esperados, esta é a cultura que o governo quer implementar.
A cultura do risco deve ser entendida dentro de um sentido de responsabilidade, mas de um sentido de ambição, de um sentido de esperança, de um sentido de confiança. É mesmo caso para dizer quem não arrisca, não petisca.
Luís Montenegro fala num projeto arrojado e que alguns chegaram a considerar difícil de concretizar, um deles, o próprio.
Também posso confessar que eu próprio tive que me mentalizar e perguntar aos ministros e aos secretários de Estado que tinham envolvimento mais direto se não estavam a levar para um caminho perigoso.
O primeiro-ministro olha para este momento como sinal de que o país e a Europa devem liderar os esforços para a inovação.
Não haverá desenvolvimento económico, não haverá, com isso, coesão social, garantia de qualidade de vida, se nós, no contexto europeu, não formos capazes de estar na linha da frente das grandes evoluções, das grandes transformações.
E avisa que o Amália é também um investimento na soberania.
A autonomia estratégica da Europa está hoje, talvez, mais dependente do que nunca deste tema que é a inteligência artificial. Nós estamos dependentes e não é preciso dizer de outra maneira. Nós estamos dependentes, mesmo, ainda hoje. E aqui estamos a dar um pequeno passo para colmatar essa falha. Eu sei que é um pequeno passo.
E apesar deste pequeno passo, fica uma tentativa de travão para o ministro da Reforma do Estado.
Não digitalize aquilo que ainda não está simplificado, porque isso é transportar a burocracia, vamos chamar-lhe tradicional, na burocracia digital, que é tão ou mais difícil de superar. Portanto, simplifiquem, simplifiquem, simplifiquem e depois digitalizem.
Recado para o ministro Gonçalo Matias, que garante Luís Montenegro, tem intervenção de forma transversal em todos os setores da governação.