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Quase 40 horas de viagem depois, estão de regresso a casa. Cerca de duas centenas de portugueses foram repatriados do Médio Oriente devido ao escalar da guerra entre o Irão e os Estados Unidos. Os mísseis começaram a cair em outras cidades da região, como o Dubai e Abu Dhabi, e a vontade de sair era muita. Agora, com os pés firmes em Lisboa, é tempo de descansar.

Eu diria que estamos, para já, assoberbadas. A viagem foi completamente exaustiva. Acho que há 36 horas que estamos em viagem.

Mariana e Cristiana Carvalho, irmãs gêmeas que viajaram como turistas para o Médio Oriente, revelam que a necessidade de informações constantes por atualizações da guerra causavam alguma ansiedade.

Quando saía, se sairia um avião, quando é que a Emirates, que era o nosso caso, iria dar notícias, as notícias de que estava sempre a escalar o conflito.

De turistas para residentes, João Oliveira mora no Dubai e explica que se teve de deslocar para fora da cidade, pois os mísseis estavam a cair perto da residência.

Eu senti mais medo em minha casa, porque a minha casa era perto de onde os mísseis estavam todos a arrebentar, do que propriamente na viagem. Na viagem já estava ok.

Entre autocarro e avião, João Oliveira descreve as dificuldades do percurso.

As viagens de autocarro ao Omã foram um bocado duras, porque foram longas e houve muita burocracia envolvida. Houve muito sair, entrar, ver malas e houve uma série de coisas.

O consulado português iniciou contactos com os cidadãos lusos com prontidão. Quem o diz é Cristiana Carvalho, que elogia o trabalho dos serviços nacionais em comparação com outros países.

E tínhamos lá colegas do Brasil, da Suíça, de Inglaterra, exatamente, e o nosso processo, comparado com o deles, foi muito mais célere.

Quase uma semana depois dos primeiros ataques norte-americanos no Médio Oriente, agora é tempo de respirar de alívio.