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Decorre neste dia 27 de maio as provas de monitorização da aprendizagem, as modas, e estas provas são realizadas por alunos do quarto e sexto ano. Os diretores das escolas acreditam que as escolas estão preparadas para implementar o formato digital. O calendário arranca com a prova de Educação Artística, dirigida a alunos do quarto ano. Estas provas estão a ser realizadas até ao próximo dia 9 de junho. Comigo ao telefone tenho o presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas, Felinto Lima. Mais uma vez, muito obrigado pela entrevista. Eu pergunto-lhe, até porque no mês de março passado houveram já alguns testes, concretamente para averiguar a eficiência deste formato digital. Pergunto-lhe se até ao momento está tudo a correr bem.

Muito obrigado pelo convite. Nós temos já nas escolas públicas algum histórico, alguma experiência neste formato de provas, o formato digital, para nós não é novidade. E portanto, de uma forma global, as escolas estão em condições de garantir a qualidade dos seus serviços para que os nossos alunos, a partir do dia de hoje, possam realizar comodamente as provas, os testes moda.

Mesmo os estabelecimentos de ensino que foram afetados pelas tempestades já têm todas as condições para receber estas provas?

Estou convencido que sim, mesmo essas escolas, porque tiveram um forte apoio também das autarquias locais, que foram de facto assoladas pela tempestade. Estamos todos em condições de igualdade para que os nossos alunos tenham condições de trabalho para a realização destas provas. Poderá haver constrangimentos. Aliás, nós tivemos as provas-ensaio há meses atrás para também ultrapassar esses constrangimentos, depois de detetados. Temos algum tempo para o fazer. O grande constrangimento neste momento é de facto a greve ou as greves que estão decretadas, nomeadamente a greve geral do dia 3 de junho, onde temos uma prova moda importante, a português, e que de facto poderá levar ao encerramento de diversos estabelecimentos de ensino, impedindo assim os nossos alunos de realizarem essa prova. Contudo, o Ministro da Educação já adiantou que haverá uma nova data para aquelas escolas, para aqueles alunos que na altura, no dia 3 de junho, dia da greve geral, possam não ter realizado esta prova em virtude da adesão em cada escola à greve. Esse poderá ser, na verdade, o grande constrangimento destas provas.

Ou seja, neste caso, essa prova passar para um dia posterior a 9 de junho.

Que não é fácil, passar para o dia posterior ao dia 3 de junho, há ali um ou dois dias, não é fácil, mas o Ministro da Educação disse que ia esperar para fazer esse anúncio, em que dia que seria realizada essa prova, embora eu pense que seria prudente esse aviso ser feito mesmo antes do dia 3 de junho. Por quê? Porque estas provas, a sua realização importa um grande trabalho da parte da direção executiva e os pais também devem saber, de facto, se irá haver ou não uma segunda, se assim posso dizer, chamada. Portanto, no dia 3 de junho, o Ministro da Educação disse que iria anunciar uma nova data, no caso daquelas escolas que não abrirão as suas portas em virtude da greve. E eu penso que é uma greve forte, é uma greve muito forte. Por isso, a nossa ideia era que este anúncio fosse feito antes do dia 3, para nós escolas também nos podermos preparar devidamente.

E o ministério já deu essa indicação que pelo menos o anúncio será antes de uma data mais próxima dessa paralisação geral?

A indicação que nós vimos nos media era que seria no dia 3 ou posterior ao dia 3, essa indicação. O que nós gostaríamos que acontecesse era antes do dia 3. Ou seja, para a eventualidade de o teste moda, a prova moda não ser realizada nas escolas que não abrirão as suas instalações, a prova deveria ser no dia X. Mas esse anúncio, acreditando nas declarações do Ministro da Educação que fez à imprensa, será no próprio dia ou no dia seguinte.

Pergunto-lhe só mesmo para recapitular, até porque o presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas, o próprio Felinto Lima, já tinha alertado novamente problemas de conectividade em algumas escolas que, até ao momento, não há relatos nenhuns de problemas em nenhum estabelecimento de ensino.

Isso poderá surgir, isso até surge muitas vezes em nossas casas.

Mas até ao momento não há relatos.

Não há relato, até porque nós nas provas-ensaio tivemos tempo para ultrapassar esse tipo de constrangimentos e como eu disse no início da entrevista, isto para nós já não é novidade. Portanto, já há aqui um certo histórico, embora eu reconheça que é necessário que a rede Wi-Fi das escolas seja de facto requalificada. Isso é muito importante, até porque por vezes acontece, quando o professor está a dar aulas, não temos net, a net cai e é preciso de facto requalificar e melhorar a rede Wi-Fi das nossas escolas. Mas de uma forma global, as escolas estão bem apetrechadas, estão bem preparadas e eu penso que vamos ter aqui sucesso na aplicação destas provas e vamos ter tranquilidade para os nossos alunos, quer do quarto, quer do sexto ano de escolaridade.

Felinto Lima, mais uma vez, muito obrigado por esta entrevista à Rádio Observador. Obrigado.

Ok, muito obrigado. Um abraço.