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Junta-se a nós Vítor Correia, o autarca de Mirandela, neste jornal das 11h, ele que está no local a acompanhar as operações. Bom dia, Vítor Correia. Obrigado por ter aceitado este nosso convite. Já se sabe a causa deste acidente?

Não se sabe neste momento. Está a ser feito o relatório policial. Estão no local as forças que têm essa competência, nomeadamente a Polícia Judiciária. Isto não sabemos. Qualquer questão que seja relacionada com a ignição do incêndio será meramente especulativa. No momento, não temos ainda qualquer noção.

Os quase 90 residentes no lar que estão a ser transferidos, as pessoas já foram todas retiradas e para onde foram?

Neste momento elas foram já evacuadas, já estão a recolher aos diferentes lares aqui da cidade. Estamos agora já no processo de apoio aos familiares, apoio psicológico, através de um centro que criamos de apoio psicológico, também para darem alguma informação, porque à medida que eles foram evacuados, foi feito um registo, naturalmente, e os familiares não sabem onde é que eles estão. Então foi criado esse centro, que é no pavilhão Inatel, em Mirandela, e aí estamos a dar essa informação e apoio psicológico.

E em termos da dimensão dos estragos, já é possível fazer algum tipo de balanço, Vítor Correia?

Sinceramente, eu ainda não entrei dentro do edifício, mas temos a crer que deve ter sido, não sei avaliar. Mas o incêndio e só a ação dos fumos, sabemos que a ação dos fumos é terrível. Não podemos estar agora aqui em termos de prejuízos. Apenas lamentamos, isso sim, o falecimento de seis pessoas. Registamos 25 feridos, cinco dos quais em estado grave. Isso é o que podemos dar. Sobre o ponto de vista do que são os prejuízos materiais, não temos ainda qualquer informação e é difícil de avaliação dado o momento. Isto aconteceu esta manhã, a ignição terá se dado por volta das 05h, não conseguimos ter ainda forma de avaliar essa questão. Isso será avaliado mais tarde. A nossa primeira preocupação foi socorrer as pessoas e realojá-las.

E nos próximos dias, alguma ideia sobre o que acontecerá a estes idosos que estão a ser transferidos?

Sim. Nós vamos ter agora que perceber, nesta situação que é transitória, onde é que eles podem ser realojados, porque isto é um centro muito importante, como disse, tinha 90 utentes. E agora estarmos aqui a realojar 90 utentes não é propriamente uma situação fácil. Mas vamos ter que nos reinventar e perceber onde é que há resposta melhor, juntamente com as equipas técnicas da Santa Casa, onde é que eles podem ser colocados até que as obras sejam definitivamente feitas e que possam voltar para os seus lugares.