Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Junta-se agora a nós neste jornal, Filinto Lima, é o presidente da Associação de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas. Bom dia e obrigada por se juntar aqui a este jornal. Fica surpreendido com estas conclusões, Filinto Lima?

Não fico surpreendido, até porque nós estamos a sair, esperemos que sim, de uma altura de pandemia, onde de facto o trabalho dos nossos professores e dos nossos alunos, em diversos contextos, foi realizado grande parte dele em casa. E de facto, os alunos têm que estudar é nas escolas, não é em casa e portanto não me admira que eles neste momento estejam menos tolerantes, os nossos alunos estejam mais irritados e, portanto, é um trabalho que nós nas escolas estamos a desenvolver ao nível da promoção do sucesso escolar com os nossos técnicos especializados, para de facto dar a volta a este tipo de situações. Os nossos professores, de facto, as condições de trabalho têm que ser bastante melhoradas e, portanto, também não me surpreende os resultados que agora acabaram de anunciar em relação à classe docente.

A questão agora é o que é que as escolas podem fazer se estão suficientemente dotadas de profissionais que possam ajudar a resolver estes problemas, porque estamos aqui a falar de problemas que atravessam professores e alunos.

As escolas têm feito um trabalho de excelência. Agora, eu penso que quem tem que também pensar e quem tem que ajudar, de facto, as escolas, é quem tutela as nossas escolas. O trabalho dos professores é um trabalho imensamente burocrático, cada vez é mais burocrático. Isto causa um grande desgaste psicológico e físico aos nossos docentes, que trabalham diariamente ou semanalmente mais do que as 35 horas que estão obrigados a fazê-lo. E é uma carreira que não é aliciante. Aliás, alguns professores, neste momento, que estão nos quadros das escolas, já pedem às direções escolares as licenças sem vencimento de longa duração para irem experimentar outras áreas. A avaliação de desempenho também é muito injusta. Há professores que têm mais de 10 turmas, têm mais de 200 alunos, mais de 300 alunos. Ou seja, há aqui uma série de circunstâncias que não dependem diretamente das direções escolares, mas dependem, neste caso concreto, de quem tutela a educação, que é o próprio Ministério.

E vê sinais de que algo possa mudar? Ouvimos já João Costa com a intenção, por exemplo, de trazer mais professores para as escolas. O próximo ano letivo pode ser diferente nessas matérias?

Sim, já há sinais, de facto, com a preocupação numa grande temática que nós já há uns anos a esta parte vínhamos chamando a atenção, que é aquilo que nós dizemos que poderá ser a pandemia na educação, que é a escassez de professores. De facto, já foram dados alguns passos, pequenos ainda, também este governo está em funções há pouco tempo. Eu muito gostaria que no próximo ano letivo, a escassez de professores deixasse de ser uma das temáticas, que ainda é. E portanto, nesse sentido, nós também, a Associação de Diretores, apoiará com certeza este Ministério da Educação a ultrapassar este problema que é grave, não só no nosso país, mas também no mundo. Realmente, atualmente, poucos alunos que vão para a faculdade querem seguir a carreira docente, que deixou de ser aliciante como era no passado.