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Estão previstas várias atividades noturnas, mas a atração principal, que seria o voo no balão de ar quente, foi adiado. Eu perguntava ao Carlos o porquê de ter sido adiado, para quando e o que é que, de facto, as pessoas podem esperar a partir de hoje.

De facto, tivemos que adiar. No fundo, o evento foi segmentado em duas partes e o adiamento deveu-se, sobretudo, à dificuldade em trazer e garantir aqui a presença das equipas de balonismo estrangeiras, devido às contingências do Covid-19. Tínhamos equipas a participar também de outros continentes, nomeadamente do Brasil, e dificuldades associadas às quarentenas, etc. Decidiu-se, juntamente com a organização, que é da Comunidade Intermunicipal da Beira Baixa, segmentar o evento em duas partes, sendo que a partir do dia de hoje, em Oleiros, a partir das 21h, iremos realizar a atividade com o balão de ar quente estático. Atividades gratuitas, as pessoas podem participar, não tem inscrição, é por ordem de chegada. As pessoas assim podem, nesta fase, experimentar as sensações de ascender num balão de ar quente. A par destas atividades com os balões de ar quente, vamos ter também a promoção de jogos tradicionais portugueses, parede de escalada insuflável, algumas atividades para assinalar o Voar na Beira Baixa. Nesta fase ainda transitória e esperando que depois, no início de novembro, na primeira ou segunda semana de novembro, em data ainda a determinar, juntamente com a Comunidade Intermunicipal e a Wind Passenger, que tem a organização técnica do evento, receber as equipas internacionais de balonismo e fazer os voos livres e pintar de cor os céus da Beira Baixa de muitas cores, esperamos nós.

Estes voos livres também vão ser abertos para todas as pessoas que queiram participar, assim como nestas atividades que vão decorrer esta semana. Carlos, eu perguntava-lhe, quem quer participar deve ter em atenção algumas medidas, isto também por causa do Covid-19, em que contornos é que vai decorrer o evento?

O evento que se inicia hoje e que durará seis semanas, vamos percorrer seis municípios da Beira Baixa, Oleiros, Proença-a-Nova, Penamacor, Idanha-a-Nova, Vila Velha de Ródão, Castelo Branco. O evento em si está autorizado pelas autoridades de saúde. Vamos ter algumas medidas de segurança sanitária, nomeadamente o controle dos acessos ao recinto, a utilização de máscara, desinfeção de mãos, etc. Algumas medidas a que já estamos habituados. As participações são por ordem de chegada, como há pouco referi. Não vamos ter inscrições, até porque as vagas são limitadas. O balão estático durante as cerca de três horas em que é realizado, permite que aproximadamente 100 pessoas possam participar. Depois já não dá para participar mais ninguém. O que nós propomos é que as pessoas cheguem aos locais que temos previstos para as atividades e depois, por ordem de chegada, participam nesta parte do balão de ar quente estático. Depois temos as atividades, os jogos tradicionais, a parede de escalada, aí já permite a participação de mais pessoas. É um conjunto de atividades que também procuram promover um pouco o território e lançar este produto do balonismo, que é uma novidade na Beira Baixa. Através desta primeira fase do evento, vamos promover.

Dizia-me que o balão estático tem capacidade para uma centena de pessoas?

Sim, ao longo das três horas previstas para o evento e de forma gradual. O balão da Beira Baixa, e a Beira Baixa tem um balão com a imagem da região, por norma, permite a participação em simultâneo de cerca de três pessoas, por razões relacionadas com segurança sanitária. Serão grupos ou agregados familiares que participarão. Mas o balão não suporta, nesta atividade de ascensão estática, ninguém preso por cordas, não permite a ascensão de mais do que três, quatro passageiros, se forem crianças. De cada vez que ascende.

E já no caso dos voos livres, caso venham a realizar em novembro, qual é a capacidade máxima? Quantas pessoas é que vão poder experimentar um voo livre gratuito no balão?

Os voos durante o festival não são gratuitos. No caso, os voos em si exigem a aquisição do voo. A Wind Passenger voa na região com balões de várias capacidades, desde balões mais pequenos que permitem o voo exclusivo para dois, três passageiros, até balões de grande capacidade, nomeadamente para 16 passageiros, sete passageiros, até 32 passageiros, porque a Wind Passenger tem a operar na região o maior balão de ar quente do mundo, que opera aqui em Portugal com a nossa empresa. As capacidades são várias, os voos durante o período do evento Em novembro. Podem, através da aquisição de um voucher, inscrever-se nos voos e participar em voos de grupo ou então voos exclusivos. Há várias formas de participar e de voar na Beira Baixa durante o festival. Neste momento, já o produto turístico e o mote do Voar na Beira Baixa, o lançamento deste produto na região, os voos de balão comerciais, já existe. Nós até esperamos que no próximo dia 4, na região de Castelo Branco, possamos voar, porque já havia pessoas que tinham adquirido este voo, mas com o adiamento do evento, deixaram de vir as equipas estrangeiras, mas nós vamos voar com os balões nacionais e esperamos que a meteorologia ajude, porque o balonismo está sempre dependente de factores meteorológicos adequados para voo. Mas o produto já existe na região. Durante o festival, as pessoas podem adquirir um voucher específico para participar.

O que é gratuito então? É o que se pode fazer durante a noite, que é a ascensão, salvo erro, penso que foi isso que disse.

Exatamente.

E esta ascensão é o quê? É um levantar pequeno? Como é que funciona?

É um balão pequeno que é posicionado no solo, só que a diferença para o voo do balão estático é que ele está preso por cordas ao solo e ascende sensivelmente 25, 30 metros no ar. As pessoas podem ter a sensação do que é ascender num balão e fazer o baptismo a flutuar, mas o balão não sai a voar porque ele está preso por cordas ao solo e permite, desta forma, ascendendo e descendendo, que várias pessoas possam vivenciar a experiência durante aquele período em que a actividade está a ser feita. É a vantagem do voo estático, não sai a voar, não dá para viver a sensação de voar em si, mas a sensação de viver a experiência do balonismo consegue-se através desta actividade do balão estático.

Carlos, dizia-me que o balonismo é uma novidade na Beira Baixa. Esta é a primeira vez do festival. Aproveito também para perguntar se estes são os primeiros voos na região ou se já houve algum anteriormente.

O desafio foi lançado pela Comunidade Intermunicipal, que é a organizadora do evento, à Wind Passenger. A Wind Passenger é um operador já com muitos anos em Portugal, operador de balões de ar quente, e que já opera noutras regiões do país. Foi aqui lançado o desafio para estabelecer a operação de voos de balão na região. Nós aceitámos esse desafio e já ocorreram voos comerciais na região. Desde que o evento começou a ser promovido, já há uns meses, e por causa destas questões do Covid, o evento já foi adiado duas vezes, era para ter sido realizado na altura de março, não estavam reunidas as condições e foi adiado. E nesse sentido, desde essa altura que já estamos a realizar voos. Já realizámos voos promocionais com entidades locais, mas também já tivemos passageiros, nomeadamente na zona de Castelo Branco e na Guarda, onde já se desenvolveu comercialmente com grupos. O produto já existe e está a ter bastante procura. Consideramos que tem bastante futuro aí na região, por via precisamente das características que tem e do que permite depois funcionar como um factor potenciador também do turismo, porque como é uma actividade que o voo de balão acontece ao nascer do sol, permite que as pessoas que vivem esta experiência possam depois vivenciar outras experiências no território e desse ponto de vista, é um produto muito interessante.