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Tempo agora para o futebol. A seleção nacional de sub-19 está na final do Euro. Venceu na meia-final naquela Noruega por cinco bolas a zero.
É uma vitória convincente da seleção, gols de Gustavo Sá, logo ao minuto quatro, depois Hugo Félix aos 17, Rodrigo Ribeiro aos 31 e aos 66 e Carlos Borges aos 69. Portugal está na final deste Europeu de sub-19, vai jogar frente à Espanha ou frente à Itália, que jogam daqui a pouco, às 20h. Junta-se agora a nós neste jornal Augusto Inácio, comentador de desporto da Rádio Observador, antigo jogador, antigo treinador. Augusto, boa tarde, obrigado por te juntares a nós. O que é que retiras deste jogo? Tivemos uma grande prestação da nossa seleção de sub-19.
Pois, já disseste tudo. Grande prestação, grande qualidade de jogo, grande qualidade coletiva também. Individualmente e coletivamente nós estivemos no máximo das nossas capacidades. O Joaquim Vieira e a equipa técnica trabalharam muito bem estes miúdos, são muito solidários, não são egoístas, dão um passe para o melhor colega para poder finalizar, como foi o caso do Ribeiro que deu o gol ao Borges. Precisava daquele gol para ganhar ainda mais ânimo, mas foi realmente uma exibição daquelas de encher o olho. A Noruega chegou às meias-finais, também com um treinador português, mas claramente Portugal, assim que iniciou o jogo, aos quatro minutos, faz um a zero e arrancou para uma exibição portentosa, que faz com que a gente sonhe não só com ganhar este campeonato, mas também olhando aqueles miúdos, a qualidade que nós temos no futuro de muitos desses jovens de certeza absoluta que conseguirão no futebol profissional de alta qualidade.
Que é isso o mais importante. Mais importante do que ganhar é mesmo o papel que estes jovens podem ter no futuro nos clubes e principalmente na seleção portuguesa, não é?
Sim, mas crescer a ganhar é sempre bom. Crescer a perder já não é tão bom. A exigência tem a ver muito com aquilo que é a personalidade de uma equipa e de um jogador individualmente. Porque eu ouvi também isso também. Ganhou-se um campeonato, ganham-se os campeonatos, temos que ir à procura do terceiro, temos que ir à procura do quarto, porque aquele já passou, já é passado, já é museu. E essa cultura de exigência faz com que trabalhes mais, estejas mais focado, mais concentrado, fazendo uma vida compatível com aquilo que queres no futuro. Enfim, acho que isto são passos gigantes que estes miúdos estão a dar para serem grandes jogadores no futuro.
Sim. Augusto Inácio, muito obrigado pela tua análise a este apuramento de Portugal já para esta final