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O ponto de situação é algo que nós já estávamos a prever e temos vindo a avisar que o perigo não diminui com a chuva. Ou seja, neste momento, o que caiu já não foi terra solta e lama, mas já foram bocados sólidos e o que provocaram danos já estruturais nas próprias casas e a gravidade e o risco até aumenta. Portanto, mais uma vez, retiramos as pessoas não só das casas afetadas, mas também preventivamente estamos a alargar o âmbito da retirada das pessoas. Também houve casos onde pessoas que já tinham sido retiradas tinham regressado às suas casas e isso, portanto, deixo aqui um apelo às pessoas que respeitem. Eu sei que isto é um momento muito difícil, muito doloroso, mas que respeitem as diretrizes e as recomendações da Proteção Civil. Pronto, esta vai ser, tememos, a nossa realidade nos próximos meses, porque a arriba parece quase um ser vivo e, portanto, foi muito afetado, estava cheio d'água, agora começa a secar, ao secar cria rachas, pode criar fissuras maiores e, portanto, a preocupação mantém-se. E a nossa grande preocupação é, naturalmente, que haja umas derrocadas, agora sim, derrocadas de uma massa maior, em vários sítios. Pronto, é o que temos estado a fazer. Está sempre tudo sob vigilância, mas a zona é muito grande e por isso é quase impossível prever onde é que isto vai acontecer. Estamos a retirar preventivamente muitas pessoas e a começar a fazer o cálculo de quantas pessoas, de facto, não vão poder regressar àquelas casas.

Claro que sim. E para além destas pessoas que estão a ser retiradas, há então um risco ainda que este número pode continuar a aumentar?

Infelizmente, sim, porque nós não sabemos como é que a arriba agora vai reagir, agora que o clima parece ter estabilizado. Portanto, isto teve um impacto grande ali na arriba e, portanto, não sabemos bem como é que ela vai secar, vamos dizer assim.

Claro que sim.

E o que é que vai acontecer. Agora, a questão mais importante é, neste momento, tivemos ao todo cerca de mais de 400 pessoas que foram retiradas preventivamente das casas. A Câmara está a alojar cerca de 72 agregados, o que dá volta a 230 pessoas, agora com estas 20. Há pessoas que têm soluções alternativas, outras não. Estamos a estimar, nesta altura, cerca de 150 agregados sem casa, mas sem casa mesmo, sem alternativa mesmo