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João Cancelo e Ruben Dias.
Bruno Fernandes.
Bernardo Silva, que qualidade!
Foi para Triste, Cristiano Ronaldo.
É da nação valente de Portugal!
Portugal! Portugal!
Bem-vindos a mais uma edição de "Seleção B". Hoje temos conosco Danilo Pereira. Diga "Pe".
Pereira.
Pereira. Desculpa, Danilo.
Ou como meu homônimo diz, "Pereiga".
Ele não consegue dizer os "R's"?
Entraste aqui de carrinho.
Foi uma entrada à pé juntos como a "Luvisão". Aprendi esta há 10 anos e nunca mais atirei.
Agora esqueceu.
Danilo, conta-nos tudo. Como é ter o mesmo nome que Danilo Pereira?
Até certa altura, era um nome pouco comum aqui em Portugal, e o pessoal não me conhecia. A partir do momento em que começou a haver Danilos no Futebol Clube do Porto, começou toda gente a fazer piadinhas comigo, a perguntar se eu era o jogador da bola.
Tens ascendência brasileira?
Não, acho que a minha mãe foi buscar o nome às novelas. Não tenho a menor ideia.
Então és da altura da Gabriela.
Talvez.
Gabriela, comecem logo. Eu nasci assim, vou ser sempre assim: Gabriela.
Quando eu nasci, a moda era as novelas brasileiras aqui em Portugal. Talvez tenha sido aí.
Danilo, como é a tua relação com o futebol?
Gosto muito de ver. Praticar não, que eu acho que tenho dois pés esquerdos, infelizmente. Mas gosto de seguir, sou adepto do Futebol Clube do Porto desde pequenino.
És sócio?
Não sou sócio do Porto, sou sócio do Selgues. Assim que percebi o que o futebol era e aquilo que realmente importa no futebol, que é apoiar o clube da terra.
Exato.
Comecei a seguir o clube da minha terra.
Lá vai a Rita falar outra vez da Naval.
Porque eu também seguia. Porque, Inês, eu também seguia o clube da minha terra, se ele não tivesse deixado de existir. Se não tivesse ido o Naval Primeiro de Maio, acabou.
Tu sendo do Futebol Clube do Porto, ficaste superfeliz quando o Danilo foi para o Dragão, até porque na altura o jogador era disputado entre Sporting e Porto. Ficaste superfeliz, deduzo eu.
E veio das escolas do Benfica, não diretamente, mas foi um jogador formado no Benfica, portanto ficou ali aquele gostinho especial.
Pois é.
E claro, foi para mim um orgulho ter um jogador, ainda por cima que assumiu a braceleira de capitão. Um jogador com o mesmo nome que eu, para mim foi sempre um orgulho.
Tens alguma camisola? Já compraste alguma camisola a dizer Danilo?
Não, mas tenho uma história engraçada, que as minhas camisolas eu uso sempre o 88 e ponho sempre Danilo 88. E o Danilo no Futebol Clube do Porto era o 22. Então sempre que eu ia ao Estádio Dragão ou ia a algum lado com a camisola, toda gente me insultava, porque não sabia o número do Danilo. Quando não tinha nada a ver com o Danilo do Futebol Clube do Porto.
Sim, número, mas pensei que fosse número de tamanho. Tamanho 88.
Como é que as pessoas iriam notar?
Isso era um lençol. Cabíamos todos da redação.
Como é que as pessoas iriam notar, Rita? Tu acompanhas o percurso do teu homônimo no Paris Saint-Germain ou nem por isso?
Não estou muito atento. Não sigo os jogos dele em direto, sigo os resultados, mas não é algo que eu agora esteja muito inteirado sobre o percurso dele no PSG.
E preferes vê-lo a jogar como médio defensivo ou central?
Médio defensivo, claramente. Eu acho que o central é uma adaptação. Eu acho que ele fez as camadas jovens a central, mas ele é mesmo médio defensivo.
Segura bem ali aquela ala. É do lado que ele está.
Não, é centro.
Ah, centro? Se era um médio.
Então.
Está bem, mas às vezes é central. Ele estava no central. Se estava no central, estava a meio, estava bem no meio. E agora foi para médio?
Não.
Não é? E continua no centro?
Médio defensivo adaptado à defesa central. Recua.
Não, percebi tudo, claro. Danilo, o que tu fazes na vida? Como é que foi a tua carreira, o teu percurso?
Sou gestor de projetos de desenvolvimento de produto na Guarda, numa empresa da Guarda, que faz compostos para usar em isolamentos de cabos elétricos para os automóveis. Da de seca. É aquilo que normalmente se costuma dizer que é um engenheiro.
Achas que esta lesão nas costelas é capaz de hipotecar a carreira do Danilo?
Não.
Não? Então pronto. Só custa a respirar, não é? Danilo, só custa a respirar, não é?
Foi em má altura. Ninguém gosta de ter uma lesão num campeonato que acontece só de quatro em quatro anos.
Exato.
Não, deve ser-
É um mau timing.
É um mau timing. É sempre assim. Bom, olha, Danilo, as melhoras, está bem?
Para mim ou para ele?
Para os dois. Não, tu estás bem.
Mais compaixão, mais empatia.
Tu tens alguma lesão neste momento?
Não. Só na carteira.
Já tiveste alguma? Qual foi tua pior lesão?
Ele acabou de dizer "lesão na carteira".
Está bem, o que queres que eu diga? Danilo.
Então.
Qual foi a última lesão que tiveste?
A última lesão que tive foi antes do Covid. Eu fazia jiu-jitsu brasileiro e tive uma lesão acerca de um mês ou umas semanas de um torneio.
Fazias jiu-jitsu brasileiro, foi isso que disseste?
Sim, certo.
Isso é fazer jiu-jitsu normal, mas com samba?
Não.
Já sabia que vinha aí coisa.
Claro, desculpem lá. Então como é o jiu-jitsu brasileiro? Por que é diferente?
É a vertente japonesa do jiu-jitsu, mas adaptada pela família Grace do Brasil.
Jiu-jitsu!
Então entrou o jiu-jitsu brasileiro.
Que engraçado, não sabia.
Mantém-te são e salvo.
Muito obrigado.
Muito bom conselho, Inês. É assim, nós vimos acabar sempre assim.
Obrigada.
Muito obrigada.
E o programa está quase a acabar, Rita. Já tens saudades, não, já?
Já! Eu gostei muito.
Eu também. Isto foi muito giro.
E pode ser até um bocadinho agora constrangedor pro Danilo, que está a assistir a esta nossa conversa. Danilo, estás aí?
Estás a sentir-me agora?
Estou.
Bom, é assim. Às vezes o Brasil fica, outras vai, mas acabam os programas e temos que continuar a fazer qualquer coisa juntas. Bom, Danilo, um beijinho.
João Cancelo e Ruben Dias. Bruno Fernandes. Bernardo Silva, que qualidade! Foi para Triste, Cristiano Ronaldo. É da nação valente de Portugal. Portugal! Portugal!