Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Apito inicial para mais um Sem Falta, da Rádio Observador. Hoje acompanhámos aqui na nossa rádio o Horus 1x3, jogo da segunda mão do playoff de acesso à fase grupo da Liga Europa. O Benfica conseguiu chegar a essa fase da competição num jogo em que venceu, como dizia, por 3x1 e que teve arbitragem, Pedro Henriques, de Daniel Siebert, um experiente árbitro alemão que não é de todo um estranho para esta equipa do Benfica. Não era, até à partida.
Sim, o Benfica agora passou a ter três jogos arbitrados por ele e faltava um resultado positivo. Tinha tido um empate no Fenerbahçe e perdido no Chelsea 2x1 e agora teve uma vitória. Portanto, o árbitro neste momento tem uma vitória, dois empates, dois derrotas. Exatamente. Praticamente ou Benfica, porque ele já se cruzou com o Porto, com o Sporting, com Braga, portanto, é alguém que conhece bem o futebol português e o futebol português já o conhece bem também.
E vamos ver como se comportou na noite de hoje na Dinamarca. Na tua opinião, faltou, do ponto de vista disciplinar, ao minuto dois, um amarelo para Dalot do Benfica.
Sim, estes dois lances que nós vamos falar, minuto dois e seis, acabam por estar interligados na perspectiva de que o árbitro teve o mesmo critério, ou seja, não mostrou cartão amarelo em ambos. Depois, revistos e analisados individualmente, são dois cartões amarelos que ficaram por mostrar. Já vamos falar a seguir para o segundo. O Dalot entra em take deslizante, rasteira o Carson. A questão não é pela rasteira em si, é porque ao fazer a rasteira, o Carson, se não sofresse a infração, estava já próximo da área, de forma lateral, e tinha o corredor direito todo para progredir e avançar já para dentro da área do Benfica. Portanto, cortou um ataque promissor. O árbitro nem sequer falta assinalou e, obviamente, por isso é que não mostrou cartão amarelo, porque estou convicto que se tivessem achado que era falta e o seu assistente, que estava mais próximo, tivesse dado a falta, tinha mesmo que mostrar cartão amarelo porque cortava a tal jogada de perigo. O árbitro não assinala a falta, obviamente não mostrou amarelo, mas era lance para livre direto e cartão amarelo.
Pedro Henriques, temos depois ao minuto seis, um lance na mesma linha, um problema disciplinar, na tua opinião, ficou a faltar um amarelo por falta de Januzza, semelhante aqui à falta de Dalot.
Semelhante sob o ponto de vista do cartão, mas diferente em relação ao motivo. O motivo na primeira é porque corta ataque promissor, aqui é por um pisão, e portanto a entrada em si, que é dura, que é negligente. O Januzza acaba por de sola e com os pitões do calcanhar esquerdo, porque não é bem com a parte da frente, nem meio do pé, mesmo com o calcanhar, pisar o peito do pé direito o Bah. E isto já no corredor direito do ataque do Benfica. Aliás, foi um daqueles livres em que teve barreira e teve já uma olhada de jogadores na área, portanto, era um livre já próximo da área. Mas não é tanto pelo local, mas pela infração em si. E portanto, aqui para mim, cartão amarelo por mostrar, por mensagem negligente.
Temos depois, ao minuto 21, a entrada do VAR para reverter um pênalti marcado por Siebert. Descontinuam a falta de Bah sobre um jogador adversário. O que é facto é que o jogador até foi sugerir ao árbitro que fosse ouvido o árbitro, algo que talvez não possa fazer, mas tinha razão Bah, porque o VAR acabou mesmo por chamar Siebert para reverter a decisão.
Sim, talvez este seja o caso do jogo. O jogo não foi difícil de arbitrar, até pelo resultado acumulado, que acabou por ser 6x2 para o Benfica nas duas eliminatórias. O árbitro inicialmente assinala o ponto de pé de pênalti do Bah sobre o Anderson. A bola nunca está nesta dupla, nesta parelha. Portanto, a bola é cruzada da esquerda, vem do primeiro poste lado esquerdo e depois vai para o segundo poste. E estes dois jogadores nunca estiveram a disputar a bola. E é por isso que o árbitro tem maior grau de dificuldade para analisar o lance no seu todo. Ou seja, eu diria que ele acaba por pôr os olhos já nesta dupla na parte final do contacto entre eles. Porque os árbitros geralmente o que fazem é ver onde a bola está, se sentem ou percebem que vai haver um cruzamento, tiram logo rapidamente os olhos, de preferência um bocadinho antes do cruzamento ou no momento do cruzamento, para ir colocar os olhos onde eventualmente a bola pode chegar, para tentar por antecipação ver se alguém se agarra e empurra. O problema é que ao fazer isto nunca vai ver, de todo, uma dupla que está no centro da área onde a bola não está. O que ele vê nessa passagem visual por estes dois jogadores? A parte final em que fica a ideia de que o Bah teria carregado, empurrado, agarrado, porque está ali em cima do seu adversário, neste caso o Anderson. Quando o VAR mostra as imagens percebemos claramente que é o Anderson que até vai numa fase inicial contra o Bah e que se abraçam mutuamente.
É verdade, aquilo não foi particularmente agressivo, até teve ares de qualquer coisa de bruços.
A fotografia que se tira daquele lance, e é essa que o VAR para depois de mostrar a imagem corrida, é um abraço mútuo, um ao outro. Resumindo e concluindo, o VAR vai ao monitor, porque o VAR não concorda e bem, reverte o pênalti, portanto anula o ponto de pé de pênalti, retira o cartão amarelo ao Bah, que tinha mostrado porque o Bah, ao supostamente carregar, agarrar um adversário sem bola, tinha aqui um comportamento antidesportivo. E uma vez que o jogo foi revertido do pênalti, que o árbitro tinha interrompido e a interrupção foi feita com a bola dentro da área, o jogo tem que recomeçar com, neste caso, uma bola ao solo dentro da área, neste caso, da equipa do Benfica. E sempre que há uma bola ao solo dentro da área, qualquer que ela seja a área, o protocolo é muito simples e diz o seguinte, aliás, não é protocolo, é lei, diz que a bola ao solo é para o guarda-redes dessa equipa que está a defender essa área. Portanto, não importa quem tocou a bola em último lugar, não importa se vinha de outra equipa.
Interessa qual é a área e quem está a defender.
É, a área é aquela, quem está a defender, o Benfica, e a bola ao solo não é para essa equipa, é para o guarda-redes dessa equipa. Por último, só dizer que o Bah arriscou, porque a lei 12, que fala de faltas e incorreções na parte dos cartões amarelos, contempla a possibilidade de mostragem de cartão amarelo sempre que um jogador faz de forma excessiva o sinal de VAR para o árbitro, no sentido de protesto. É lógico que como aparece lá o adjetivo "de forma excessiva", nenhum árbitro mostra, porque o limite do excessivo é muito grande. De qualquer maneira, é bom não arriscar pedir cartões amarelos ao árbitro para os adversários e não arriscar fazer sinal de VAR Porque ambos, se forem feitos de forma excessiva, podem ser penalizados com o cartão amarelo para quem faz esse gesto. Normalmente os árbitros não mostram, mas o melhor é não arriscar. Final disto tudo, penalti bem revertido, não havia mesmo infração e não havia penalti contra o Benfica.
Temos depois ao minuto 25, ainda na primeira parte, amarelo para Camara, da equipe do Horus, um jogador que foi fazendo algumas faltas. Chegou esta falta por levar amarelo, não sei se por acumulação, Pedro, se por plena presença da falta.
Foi por natureza da falta sobre o Pavlídis. É aquela entrada por trás com o pé direito no calcanhar esquerdo do avançado grego do Benfica e a entrada em si é negligente. Claro que também podia ser porque o jogador já não era a primeira falta que cometia, mas neste caso é mesmo pela entrada por trás que varre ali o calcanhar e, por isso, entrada negligente.
Se o árbitro tivesse em dúvida dar ou não, porque em função da falta tinha já o historial do jogador em cima. Temos também ao minuto 45 amarelo para Carstensen, da equipe do Horus também. Bem mostrado, Pedro?
Sim, também bem mostrado. Aqui ele estica a perna direita e acerta com a biqueira da bota na canela direita do Alexander Bah. Eu na altura até disse que parecia um pisão no peito do pé. O João Pinto na altura disse que era ligeiramente acima e tinha razão. Não foi propriamente um pisão, foi mesmo uma canelada, uma biqueirada. E aquela biqueirada, naturalmente, que foi durinha e foi negligente e daí o cartão amarelo bem mostrado, até porque o meia-ataque fora tempo não toca na bola e pontapé ao adversário.
Temos na segunda parte apenas dois lances para analisar e que lances, dois gols do Benfica, a começar ao minuto 56, o segundo gol. Tudo legal no procedimento até a bola beijar a rede.
Sim, a única análise aqui é relativamente ao fora de jogo. As imagens são muito más, são na diagonal. O estádio também não tem muito boas condições, até era um estádio emprestado, não tem boas condições, ou seja, bancadas baixas e, portanto, todas as análises que podemos fazer é também na confiança de que se o VAR não fez intervenção, e o VAR tem todas as câmeras e melhor qualidade de imagens, porque as que foram dadas na televisão são muito más. De qualquer maneira, fico com a ideia da completa legalidade do lance. É na construção da jogada do lado direito, é o Rafa que vai marcar o gol, mas neste momento é o Pavlídis que ainda vai passar pro Rafa, depois é que a bola é cruzada pro corredor esquerdo e depois penso que é o Bah, não sei se é o Bah que faz depois a assistência para o gol. De qualquer maneira, para dizer que isto ainda é antes da assistência para o gol. É no primeiro momento em que o Pavlídis passa pro Rafa, que está descaído pelo lado direito e, portanto, sai de posição legal e, por isso, gol legal, por aquilo que vimos em termos televisivos e pela confiança que temos no VAR, que com imagens melhores que aquelas que foram dadas na transmissão, claramente confirmam isso.
Temos depois, Pedro Henriques, o terceiro gol do Benfica apontado por Prestianni. Resta saber também se tudo legal com o procedimento. Acredito que aqui também o único lance é o fora de jogo e sem razões para tal.
Sim, sem razões e, portanto, legal. Também com imagens difíceis. Agora é o momento do Lenglet fazer aquele passe retura pro Prestianni no corredor esquerdo e depois o Prestianni acaba por vir uns 50 metros à frente e finalizar. Mas essa é mais perceptível, porque olhamos para a zona, o Prestianni está encostado à linha, portanto, corredor esquerdo, e na zona mais central, o Mohamed Camara e o Luca Callio estão os dois claramente a validar. Mas neste caso até são três, que é o guarda-redes e estes dois jogadores na zona central. E, portanto, o gol três do Benfica, também no momento inicial em que o Lenglet faz esse tal passe retura pro Prestianni, Prestianni está em posição legal. E, portanto, gol dois e gol três do Benfica legais sem fora de jogo.
Nota para o árbitro Daniel Siebert, o árbitro alemão que liderou esta equipe de arbitragem, Pedro, que nota merece depois desta noite, que acabou por ser de alegria para o Benfica?
Certo, e uma nota positiva para o árbitro, nota seis. Baixo aqui um valorzinho por causa da questão disciplinar, ou seja, a gestão inicial do jogo em termos disciplinares. Eu percebo, o árbitro não mostrou um primeiro, depois não mostrou um segundo e depois a partir daí, digamos que afinou a bitola, embora depois só tenha havido mais dois cartões amarelos. Mas basicamente para dizer que num jogo de 20 faltas, dois cartões amarelos, ficaram realmente dois por mostrar e é por isso que baixo ligeiramente a nota. O árbitro também não esteve bem no penalti. Precipitou-se, mas tem a equipe de arbitragem, aqui entra o VAR e eu também valorizo aquilo que são as intervenções do VAR e por isso, penalti bem revertido, os dois amarelos que foram mostrados foram bem mostrados, os assistentes no gol dois e gol três do Benfica também tiveram bem, portanto acertar numa decisão em lances ali um bocadinho à pele e à queima e por isso é uma prestação positiva com o penalti acima de tudo bem revertido pelo VAR, que é talvez o caso de jogo e a decisão mais correta da equipe de arbitragem.
Está feito mais um "Sem Falta" da Rádio Observador com o nosso áudio-árbitro Pedro Henriques, que conosco analisa todos os casos dos jogos que aqui acompanhamos. Vamos ter encontro marcado já amanhã, esta sexta-feira, para o início da quarta jornada do nosso campeonato e pode também sempre ouvir o Pedro Henriques em sede de "E o Campeão é" com notas de 0 a 20 aos protagonistas do dia do mundo desporto aqui na Rádio Observador. Um grande abraço, Pedro, um bons jogos.
Um grande abraço, até amanhã.