Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

É o apito inicial para mais um Sem Falta, como sempre com o nosso especialista em arbitragem, o ex-árbitro Pedro Henriques. Boa noite, Pedro.

Muito boa noite.

Pedro, vamos olhar para este resultado, que é o resultado surpresa desta jornada, um dos resultados surpreendentes da liga até agora. Paços de Ferreira venceu o Futebol Clube do Porto por 3x2, com um jogo que deu água pelas barbas da equipe de arbitragem, liderada por Nuno Almeida, com os assistentes Rui Teixeira, Carlos Campos, quarto árbitro Marcos Brazão e no vídeo-árbitro, André Narciso, com o assistente de vídeo-árbitro Paulo Brás. Um jogo com poucos amarelos, um para cada lado, mas com muitos lances que com certeza vão dar polêmica durante a semana. E vamos começar ao minuto 12 com o primeiro gol da partida de Darian, um lance que foi validado e pergunto, Pedro Henriques, se não há fora de jogo neste lance.

Gol legal, não há fora de jogo. O israelita, que acho que é a nacionalidade dele, Dorian, é colocado em jogo pelo passe feito pelo Corona. Ou seja, ele está em fora de jogo posicional, só tem o guarda-redes pela frente, mas é o Corona que, obviamente, toca deliberadamente na bola e faz com que a bola vá parar ao jogador do Paços. Automaticamente, a bola vindo do adversário legaliza essa questão do fora de jogo posicional. Portanto, gol legal, não há fora de jogo.

Ao minuto 15, há um lance com Uribe. Pergunto, Pedro Henriques, se não houve aqui um cartão amarelo por mostrar ao médio colombiano do Futebol Clube do Porto.

Sim, e apenas cartão amarelo. Uribe salta, é negligente na forma como aborda o lance, sabe que o jogador adversário está ali, o Bruno Costa abre o braço para ganhar posição, para dar impulsão, mas também ao mesmo tempo para tocar no seu adversário. Infração negligente significa que não tem em conta o perigo e as consequências do seu ato e, portanto, ficou aqui por mostrar um cartão amarelo ao jogador do Porto.

Ao minuto 33, Luther Singh isolou-se, atirou pouco ao lado e ficou a pedir grande penalidade. O jogador ficou a pedir pênalti por alegada falta de Zaidu. A equipe de arbitragem nada marcou. Pergunto, Pedro Henriques, se havia aqui pênalti ou não sobre Luther.

Não, para mim, correta a decisão. Uma coisa é empurrar, agarrar, rasteirar, carregar. Aí, sim, são infrações que se tiverem consequências, são punidas. Outra coisa é aquilo que o jogador do Porto fez, que é inteligente nesta abordagem, encostou-se a ele e o contato físico é permitido para marcar a sua presença, mas não cometeu nenhuma infração punida, portanto, passível de infração, como aquelas que eu falei da lei 12, e, portanto, não houve motivo para apontar pênalti.

E aqui só a correção, foi Mbemba.

Mbemba, exatamente.

O que fez a congolês, que não fez falta e a decisão correta da equipe de arbitragem aqui neste lance ao minuto 33. Três minutos depois, pênalti de Bruchs sobre Hélder Ferreira, um possível pênalti contra o Futebol Clube do Porto. Pergunto se havia aqui grande penalidade para o Paços de Ferreira.

Também não. O Hélder Ferreira corre entre o Diogo Leite e o Bruchs, a bola é cruzada e o que acontece é que o Hélder Ferreira, ao tentar chegar à bola, acaba por ir ao encontro do Bruchs. E o Bruchs o que faz é colocar as mãos à frente para evitar ou para amortizar exatamente esse contato. Portanto, não é uma situação em que o jogador do Porto vai empurrar o seu adversário. Não, é o jogador do Paços que vai contra ele, ali entre o Diogo Leite e o Bruchs, e o que ele faz, o jogador do Porto, é apenas colocar as mãos. Portanto, não o empurrou, apenas se protegeu e, portanto, não há motivo, já tinha a posição ganha, não há motivo para infração, neste caso, pontapé de pênalti.

E Grujić aqui, não tenho certeza se será a estreia, mas este médio esloveno proveniente do Liverpool a não fazer falta sobre Hélder Ferreira na grande área. No minuto 38, gol mal anulado, Luther Singh, por falta de Doria, é isso que protesta Pep. Pergunto se foi bem anulado este gol a Luther, que seria o segundo gol do Paços de Ferreira.

Vou começar exatamente por aí. Para mim, a circunstância foi mal avaliada no global. Ou seja, para mim, devia ter sido validado o gol ao Paços de Ferreira. Não é a questão do Luther, é exatamente o Doria, que em relação ao Mbemba. É claro que aquilo que o vídeo ao árbitro, e por isso é que se chamou o árbitro na perspectiva de ir ver ao monitor, é que entendeu que aquele tackle feito pelo Doria, eventualmente, com o contato na parte final do tackle sobre o Mbemba, era suficiente para infração. E é bom relembrar que mesmo que a bola já não esteja lá, se houver infração, essa é passível de ser assinalada, e não como ouvi comentarem em direto na televisão que a bola já não estava lá e já não tinha qualquer influência. Isso não conta para nada, desde que houvesse infração. Agora, para mim, não há infração. O que acontece é que o Doria toca claramente ao fazer o tackle na bola e desvia o curso da bola e depois não consegue parar o seu movimento, mas até tem o cuidado de encolher o pé para evitar o contato. Só que, inadvertidamente, e já na parte final, há um ligeiro contato sobre o Mbemba, fruto exatamente desse tackle. De qualquer maneira, não é uma situação em que ele entra em tackle, não toca na bola e derruba o seu adversário. Portanto, no meu ponto de vista, não havia motivo para anular. Obviamente que o vídeo ao árbitro, em função deste contato, acaba por chamar o árbitro para ir ao monitor e fiquei espantado quando o árbitro natural. Eu aceitava até, eventualmente, a chamada do vídeo ao árbitro sendo um lance de interpretação, embora, de acordo com o protocolo, tem que ser um erro claro e óbvio, e aqui não se tratava de um erro claro e óbvio, mas até podia aceitar por ser um lance de interpretação. Agora, o árbitro devia ter mantido a sua decisão inicial. Resumindo e concluindo, gol mal anulado, que foi anulado ao Paços de Ferreira mal, devia ter sido validado. Para mim, não há infração do Doria, pelas razões que expliquei sobre o Mbemba.

E ao minuto 45, aliás, já na compensação, já passávamos cinco minutos de compensação, quando o Paços de Ferreira tem aqui mais um momento de maior protesto e com certeza que é outro dos momentos que vai marcar a semana, e este pênalti assinalado e marcado para o Futebol Clube do Porto, por mão a braço de Stefane Eustáquio, o jogador do Paços de Ferreira estava no chão. Pergunto a Pedro Henriques se havia motivo ou não para grande penalidade e se foi bem assinalada.

Para mim, e começo também pela decisão, não foi bem assinalada. Para mim deveria ter sido revertida, não havia motivo para o pontapé de pênalti. Eu compreendo que o árbitro, ao ver uma disputa de bola, uma bola que é cruzada, um jogador cai no chão e que uma bola toque no braço, possa, ao vivo, numa fração de segundo, ter assinalado o pontapé de pênalti. De qualquer maneira, aqui, sim, o vídeo-árbitro tinha que reverter a decisão. Quando digo reverter, não é reverter. Tinha que chamar a atenção do árbitro para ir ao monitor para rever o lance. E é esta falta de coerência entre este lance e o outro, em que este, sim, é um lance de interpretação, claramente, e que o vídeo-árbitro tem que chamar o árbitro para ir ao monitor. De qualquer maneira, por que não é pontapé de pênalti? Porque o Eustaquio está de costas, cai, apoia claramente os dois braços no chão para se apoiar, não tem hipótese de não se apoiar de outra maneira, mas os braços perto dos joelhos, porque ele praticamente fica de gatas, fica de joelhos. Não abre os braços, não ganha volumetria, não há ato deliberado. É completamente surpreendido por um cruzamento que é feito de muito perto, a chamada bola inesperada. Todos os fatores que estão no livre e que dizem claramente que são fatores atenuantes para que, não obstante a bola ter tocado no braço, porque tocou, não serem sancionados pontapé de pênalti. Eu compreendo o árbitro em jogo jogado, passei por lá e sei que estas situações são fáceis de errarmos. Não consigo compreender a não atuação aqui do vídeo-árbitro no sentido de chamar o árbitro para ir rever este lance ao monitor. O que é claro e óbvio é o erro cometido nesta decisão. Para mim, não havia motivo para pontapé de pênalti contra o Passos Ferreira.

Pedro, vamos avançar para a segunda parte. Ao minuto 57, mais um lance polêmico e importante no jogo, o pênalti assinalado para o Passos de Ferreira, marcado depois e que deu origem ao 3 x 1. Um pênalti que tem origem numa mão de Marega, o avançado maliano do Futebol Clube do Porto. Até estava de costas para o lance, mas acaba por tocar na bola, por ter os braços bem abertos. Havia ou não motivo para a grande penalidade?

Já quase que disseste tudo. Ou seja, esta situação está muito bem tipificada em termos das leis de jogo. Não vamos aqui colocar que houve ato deliberado ou intencional por parte do jogador. A palavra intencional já saiu até do vocabulário. Até a palavra deliberada também já saiu, mas nós utilizamos muito para, no fundo, dizer quando é que um jogador vai com a mão ou o braço à bola ou quando é a bola que vai ao braço, mas tem os outros fatores que neste momento são penalizados. Braço completamente aberto, fora do plano do corpo, a ganhar volumetria e numa posição que não é natural para aquele gesto técnico. E, portanto, esta é aquela situação que foi bem avaliada pelo árbitro, foi confirmada pelo vídeo-árbitro, típica de pontapé de pênalti, portanto, boa decisão da equipa de arbitragem em assinar pontapé de pênalti por Marega ter jogado a bola com o braço, com a mão.

E seis minutos depois, quase que se vê o 4 x 1 no estádio Capital do Móvel, ao minuto 63. Um remate fantástico de Stephen Eustaquio, a bola bater na barra e ir à linha de baliza. Mas pergunto, Pedro Henriques, se a bola acabou por entrar ou não.

Não. Nós não temos a tecnologia que é utilizada, por exemplo, pelos ingleses. Só temos isso na final four da Taça da Liga, porque é uma tecnologia cara. Eu relembro, são sempre 14 câmeras para mapear as balizas, sete para cada baliza, e tinha que ser em todos os estádios, e é uma tecnologia bastante cara. De qualquer maneira, nós não temos, mas neste caso concreto, a imagem acho que é bastante feliz de percebermos que a bola bate sobre a linha de baliza. E relembro só que para ser gol é preciso que a bola transpusesse completamente a linha de baliza. Podia estar 90% lá dentro, 95, tem que ser completamente. Neste caso, nem se colocou isso em questão e, portanto, uma boa decisão logo por parte da equipa de arbitragem e obviamente confirmada pelo vídeo-árbitro.

Ao minuto 52, aliás, um bocadinho antes, saltei aqui um lance. O Futebol Clube do Porto, ao minuto 52, pediu pênalti por um braço na área. Pergunto se havia também motivo para mais uma grande penalidade neste jogo.

Não. Aqui a questão que se coloca é que realmente é um pontapé livre direto. O Sérgio Oliveira quando bate o livre, eu vou só dizer o primeiro nome do jogador, porque tenho dificuldade em dizer o nome todo, é o Oleg. O Oleg realmente levanta o braço e faz uma rotação, e eu e provavelmente todos os outros comentadores estávamos ali a tentar perceber se havia ato deliberado ou não. Mas depois há uma imagem que é muito feliz e percebe-se que a barreira, nomeadamente este jogador, está fora da área. Portanto, aqui, considerando mão ou não, não estávamos aqui perante uma situação de pontapé de pênalti. De qualquer maneira, na altura foi pedido infração e foi pedido o possível pênalti, mas o Oleg tocou a bola com o braço. No meu ponto de vista, nem era de assinalar, mas não vale a pena estar com grande justificação, porque ao ser fora da área, tira a carga maior, que era de estarmos a considerar ser pênalti ou não.

Ao minuto 89, ainda não acabamos por aqui. Ao minuto 89, João Pedro tem um lance dentro da grande área do Futebol Clube do Porto, pediu pênalti de Mbemba, mas o árbitro não assina.

Diogo Leite. Desculpa, mas fui eu que te induzi quando mandei a questão do lance.

Sim, exatamente. Com Diogo Leite.

Com Diogo Leite. Peço desculpa.

Sim, mas estava aqui a correção e eu também me perdi aqui um bocadinho. Mas de qualquer forma, também estou a ver esse lance neste preciso momento e é, sem dúvida, Diogo Leite. Há aqui ou não momento para uma grande penalidade ao minuto 89 para o Passos Ferreira?

Não. O João Pedro está no um contra um, quando faz a penetração e o Diogo Leite está a fazer contenção. O que acontece é que ele ao tentar passar pelo Diogo Leite, o Diogo Leite faz aquilo que é permitido fazer. Já tem a sua posição ganha, não tem que sair da frente, não vai fazer nenhuma obstrução, faz a rotação sobre ele próprio e é o próprio João Pedro que acaba por chocar e ir ao encontro do Diogo Leite. Portanto, não há motivo para pontapé de pênalti. Também pareceu logo isso a olho nu, mas de qualquer maneira, boa decisão da equipa de arbitragem, neste particular deste minuto 89.

E Pedro Henriques, este jogo é tão rico em casos que até fora do jogo ou fora do tempo de jogo, temos aqui algo para analisar. As expulsões de Pepa e de Sérgio Conceição, a de Pepa ainda durante o jogo, num daqueles momentos mais tensos da partida, mas a do Sérgio Conceição já depois do apito final. Pergunto se estes dois cartões vermelhos aos dois treinadores foram bem mostrados.

Vamos lá ver. Eu nestas coisas nunca me atravesso, porque passei por lá por dentro e sei que são questões que têm a ver com a linguagem normalmente injuriosa, ofensiva ou grosseira. E é isso que dá base. Uma coisa é protestar, outra coisa é usar linguagem que é injuriosa, ofensiva, grosseira, os vernáculos, etc. E portanto, deduzo que isso depois há de ser matéria de relatório, que há de ser enquadrado neste tipo de conversa, neste tipo de linguagem, que o árbitro vai basear aquilo que foi a expulsão tanto de um como do outro. Nem vou dizer que o árbitro tem ou não tem razão. Os árbitros têm que escrever, ipso jure, aquilo que foi dito, ou seja, todas as palavras, mesmo as piores que possam existir, têm que ser lá colocadas, as que foram ditas, e os árbitros têm esta questão que não podem mentir no relatório. Portanto, acredito que isso possa ter acontecido. De qualquer maneira, o Pepa na conferência de imprensa disse logo que independentemente da razão que tinha na perspetiva de que os lances foram mal avaliados, obviamente que ele até pediu desculpa na conferência de imprensa por aquilo que disse e que ele próprio disse que não podia dizer. Obviamente que isto vem validar um bocadinho a situação, que é a questão das palavras que foram usadas, obviamente, que são excessivas, independentemente de um treinador, dele e do próprio presidente da Comissão possam eventualmente ter aqui ou lá razão nas decisões técnicas e disciplinares dos árbitros, naturalmente que este tipo de linguagem não pode ser utilizada e normalmente isto tem consequência, é o cartão vermelho.

Pedro Henriques, este jogo já está a causar alguma celeuma e alguma polémica até fora da esfera do Paços Ferreira e também do Futebol Clube do Porto. O diretor de comunicação do Sporting já veio dizer que esta equipa de arbitragem não pode voltar a apitar. Também o Paços Ferreira num tweet acabou por chamar mentirosos aos árbitros que estavam hoje em campo. Pergunto-lhe como é que os árbitros se podem defender destas críticas e, no seguimento disso, pergunto-lhe também qual é que é a nota que dá a esta equipa de arbitragem de hoje, que foi, relembro, liderada pelo árbitro Nuno Almeida.

Um breve apontamento, para sermos rápidos, dizer o seguinte: por que continuamos com esta questão que é quando um jogador falha um penalty, um guarda-redes deixa passar a bola entre as pernas, etc., colocamos isso tudo na esfera da competência e da incompetência. E por que é que a um árbitro utilizamos expressões como vergonha e roubar, etc.? É isto que temos que mudar. Nós tivemos recentemente um erro gravíssimo num jogo do Liverpool, em que o erro foi tão grave que colocaram mal a linha de fora de jogo e anularam um gol da vitória do Liverpool, porque colocaram mal a linha e colocaram a linha no braço. Isso é que é um erro grave, no sentido do conhecimento da lei. E nenhum presidente do Liverpool foi falar sobre o lance, nenhum dirigente foi falar, apenas realçar uma questão do erro que foi colocado. E é esta questão que nós em Portugal temos que crescer e sobretudo crescer. Já não falo da comunicação social e dos comentadores, isso aí tudo OK. Estou a falar especificamente daqueles que estão lá dentro, dos intervenientes. Coloquem isto ao nível da incompetência, que o árbitro é bom, pelo meu ponto de vista, o Nuno Almeida tem qualidade, mas hoje foi incompetente, não esteve bem. E era aqui que nós devíamos parar no sentido de fazermos uma análise crítica, negativa, com notas negativas, mas só pôr ao nível da incompetência. E continuamos a dar tiros nos pés e a não defender o próprio produto que é o futebol, quando estamos a atacar a arbitragem. Não é atacar no sentido da crítica, como nós estamos aqui a fazer. É atacar exatamente no sentido daquilo que é a honestidade, a honorabilidade e os seus valores. O árbitro hoje não conseguiu fazer melhor, apenas e só isso. Depois não consigo compreender como é que todos os outros clubes, os Twitters, etc., quem quer que eles sejam, vêm fazer exatamente este folclore. Têm tantos problemas internos para resolver nos seus clubes, tantos. E mesmo assim ainda desperdiçam energias a tentar o quê? A dar mais cabo do nosso futebol e da imagem do nosso futebol, interna e externamente. Não consigo compreender e temos que dar um salto qualitativo, sobretudo naquilo que são os nossos dirigentes, que é aqui o grande ponto. Toda a gente evoluiu, os nossos agentes continuam a não querer evoluir, obviamente. Nota, vou dar uma nota negativa. Não está em causa a competência do Nuno Almeida, a competência como árbitro, está em causa a competência neste jogo, ele e do André Narciso. Não estiveram bem. O Paços Ferreira foi mais prejudicado em termos de arbitragem, claro que sim, sobretudo por aqueles dois lances que nós falámos. Vou dar nota 3, porque foi uma arbitragem exatamente negativa. Acaba por não ter uma influência naquilo que é a distribuição dos pontos. O Paços acaba por ganhar, porque se assim não fosse ainda seria muito mais complicado, mas foi uma noite que não foi feliz por parte da equipa de arbitragem, com duas decisões que realmente, à luz dos olhos das pessoas, são incompreensíveis. Quem passou lá por dentro sabe que isto pode acontecer. Já tenho mais dificuldades em compreender quando se põe ao nível do vídeo-árbitro, que tem uma televisão, tem repetições, estão sentados, estão mais tranquilos, embora empenhados no jogo, e têm que ser mais competentes. E eu acho que aqui não é a ferramenta em si, é a competência de quem está no vídeo-árbitro. Continuo a dizer que temos que rapidamente terminar com árbitros que sejam árbitros e vídeo-árbitros. Temos que criar uma bolsa de vídeo-árbitros e pessoas naturalmente capazes e competentes, e sobretudo preferência que já tinham acabado até as carreiras, para poderem estar mais calmos e tranquilos e terem ascendente, inclusivamente moral, sobre os árbitros. E obviamente, conformação. Isto tem que mudar neste aspecto, porque neste momento o que estamos a assistir são erros demasiado gritantes e semanalmente por parte não é da ferramenta, mas das pessoas que estão a utilizar a ferramenta, que são os vídeo-árbitros.

E fica essa sugestão aqui no final deste jogo que com certeza fará alguma polêmica durante a semana, como já estamos habituados. E aqui, apesar de tudo, a não prejudicar a equipa mais prejudicada, que acaba por vencer, como dizia o Pedro Henriques, 3x2, vitória surpreendente do Paços de Ferreira, em casa, no Estádio Capital do Movel. O Futebol Clube do Porto pode ficar assim a oito pontos do Benfica. Pedro Henriques, agradeço mais uma vez, mais um Sem Falta. Encontramo-nos no próximo domingo.

Muito obrigado. Boa noite.

Rádio Observador