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O sistema hoje está lento.
Eu que te diga há bocado com o Bruno Carlos dos Reis.
Havia mesmo um atraso.
Roger Huda na Nauta.
Parecia os comboios da Linha de Sintra, com grande delay. Bem, primeiro toque do dia. Um toque muito especial, porque este é um nome que a mim me diz muito.
Então.
Muito. Um nome que eu recordo com muita saudade.
Eusébio.
Mais ou menos. Eu acho que a certa altura deve ter sido apontado como o novo Eusébio. Estou a falar de Edilson. Passou pelo Benfica nos anos 90, naquele período negro da história do Benfica, que alguns adeptos chamam o Vietname do Benfica, e foi das poucas coisas boas que o Benfica teve nesses anos. Foi o Edilson, que era mesmo bom jogador.
Sim, estou a ver aqui a equipa. Era o Prudhomme na baliza?
Prudhomme.
O Roso.
Devia estar aí o Mauro Aires. João Pinto ainda estava lá.
João Pinto, o Caneira. O Paneira. Ainda queria perguntar o Paneira.
O Paneira estava ainda?
Sim.
Estava. Ainda estava. Depois é que saiu embora.
O Paulo é que era bom. Olha para uma fotografia e ver os nomes.
E tentar identificar.
Vocês não.
Dava-nos uma ajuda.
Eu acho que ia lá.
Não ia, não.
Um ou outro.
Assim, quem? O Nenê?
Sim.
Nessa altura?
Não, o Nenê é...
Posso ir dizendo nomes que não lembro.
Então diz lá.
O Bento.
Bento.
O Bento, também é.
Isto é tipo escola primária para mim.
Sim, mas vai tentando.
Mas estás aí bem.
E há um outro que entretanto tem funções na federação.
Administrativas.
Não, na federação depois.
Humberto Coelho. É Humberto Coelho.
Humberto Coelho, exatamente.
Foi treinador da seleção também, selecionador nacional. E algo brasileiro.
Quem é que não tinha bigode? Chalana.
O Chalana tinha bigode, o Bastos Lopes tinha bigode.
O Chalana não era brasileiro.
O Bento tinha bigode.
O Humberto Alguerda também não era brasileiro.
O Carlos Manuel tinha bigode.
Não, vocês baralham, depois metem brasileiros.
E Nenê também não era brasileiro.
Esquece o nome para o brasileiro. Aquele que está numa música do Rui Veloso.
Esse é do Porto.
Não interessa, agora também já estás a desviar.
O Jardel.
O Jardel.
Não interessa aqui para o caso.
O Jardel.
Um do Benfica. Diz lá o primeiro. Se se lembra? Não? Pronto, ok.
Era esse?
O Edilson. Diz o Edilson.
Edilson.
Pronto, o Edilson.
O que é que se passa com ele?
Pronto. Agora, isto é que é.
Primeiro, com que idade é que ele está?
Neste exato momento, a hora que nós transmitimos este programa.
17h50, dia 14.
Tem 55 anos.
Ok.
A não ser que fosse o japonês, já estaria fora do futebol, como está. Só aquele, o Kazumiura. É Kazumiura, não é?
É certo.
É possível.
Que passou pela Oliveirense, como nós sabemos, e agora continua a jogar no Fukushima.
É isso, era exatamente. Falámos disso.
Nós falámos disso também. É verdade. Mas pronto, o Edilson já abandonou o futebol. Deixe-me dizer que ele esteve no Benfica na época 94, 95, marcou 17 gols em 31 jogos. Isto foi bom.
Isso é bom.
Então não é?
É quase meio gol por jogo.
Foi na primeira época, depois daquela mudança. Saiu o Toni, veio o Artur Jorge.
Uma média de 0,6 gols.
Média de 0,6?
Não chega.
Ele não era um avançado, não era um ponta de lança.
Claro, é preciso ter isso em conta.
Põe aí mais uma décima.
Se fosse guarda-redes era um feito.
Não, se fosse guarda-redes era um fenômeno, mesmo. Mas o que é que se passa com o Edilson? Ainda não percebi o que é que se passa com o Edilson.
Fosse ele na própria baliza.
Acabamos isto para sabermos.
Vocês sabem quem foi o único guarda-redes a marcar um gol na Liga Portuguesa?
Ele está a criar suspense.
Exato. Agora, por falar nisso, o Paulo estava a dizer de guarda-redes a marcar gols. Sabem qual foi o único guarda-redes a marcar um gol na Liga Portuguesa, ou seja, sem ser num pênalti ou num livre? Mas também na sequência de um lance de bola parada, no canto. Quem foi? E acho que até foi nesta época de 94, 95. Foi o belga Guy Eubach do Estrela da Amadora. Não se lembram dele. Paulo, não te lembras?
Tenho uma vaga ideia.
Pronto, marcou um gol. Foi o único guarda-redes, até agora nunca mais nenhum guarda-redes marcou um gol.
Ele foi lá à frente?
Foi lá à frente daquele desespero já do fim do jogo.
E marcou.
E marcou.
Impressionante.
É verdade. Não, é mesmo impressionante, porque eu não sabia isto, li isto noutro dia, que foi o único guarda-redes a ter marcado.
Lá vem o nome.
Não sei se é atrevido.
Não, de certeza que não é. Bem, o Edilson.
Estamos a descer em Maria João.
Só uma coisa. O Edilson. Espera! Não, o Edilson também foi campeão do mundo de seleções em 2002, com o Scolari.
Pelo Brasil, presumo.
Pelo Brasil. Lembram-se do Scolari?
Sim, excelente o Scolari.
O Scolari, antes de vir para Portugal, foi campeão do mundo pelo Brasil.
E o burro sou eu.
Ora aí está. E quem é que estava lá? O Edilson estava lá, jogou em quatro jogos, foi campeão do mundo. E agora, o que é que ele vai fazer?
Agora passamos para o segundo toque.
Não interessa. Vamos passar para o segundo toque. Não, ele vai participar no Big Brother Brasil.
Big Brother?
Big Brother.
Finalmente chegamos à notícia.
À notícia.
Cinco minutos depois.
Que é os reality shows.
Ele nem sabe no que se vai meter.
Se calhar.
Ou se cai mal. Não sei, eu acho sempre que é um risco grande.
Acho que isso é pior do que o balneário de um clube de futebol.
É aqui que as grandes estrelas vêm morrer.
A diferença é que no balneário só há câmaras às vezes.
É verdade.
É aqui que acabam algumas das grandes estrelas do futebol nos reality shows.
O Jardel também esteve no nosso.
O Jardel, o Cadete. Não sei se foi a Quinta das Celebridades. Outra coisa qualquer.
E aquele presidente do Sporting?
Bruno de Carvalho. Pronto.
Então não é inédito.
Então por que falaste isso aqui, Bruno? Não tinha mais nada para dizer. Está bem.
Isto é a evolução natural de uma carreira de futebolista ou de dirigente.
Uma evolução muito pouco natural de carreira de futebolista, verdadeiramente fenomenal, é a do João Cancelo. O João Cancelo estava no Al-Hilal da Arábia Saudita e agora foi emprestado para que clube? Palpites? Paulo, um palpite? Barcelona, onde já esteve há duas épocas. É verdade. Agora vamos olhar para o trajeto do João Cancelo. Atenção: Benfica, só dois joguinhos, depois transferência para o Valência, depois Inter de Milão, Juventus, Manchester City, Bayern de Munique, Barcelona e pronto, Al-Hilal e agora de volta ao Barcelona.
É um grande percurso.
Então não é? Eu estava aqui a tentar contar quantas Ligas dos Campeões têm estes clubes, mas entretanto perdi-me. O Bayern de Munique tem umas seis, o Barcelona também, o City tem uma, a Juventus tem duas.
Ao todo são dezenas.
Dezenas. Eu acho que há poucos jogadores portugueses que tenham feito um trajeto por clubes europeus tão importantes como o João Cancelo.
Por que ele saiu do Barcelona? Foi para o Al-Hilal. Money talks.
Por que o pessoal vai para a Arábia Saudita? Deve ter sido por isso.
E agora que já tem dinheiro suficiente, já regressa.
E agora regressa ao Barcelona.
Voluntariado. Direitos humanos.
E o João Cancelo diz: "Não, este é o clube mesmo que me provoca arrepios, me dá pele de galinha." Ele diz: "O Barcelona é que é."
E é a primeira vez que ele diz isso sobre um clube?
Não sei, se calhar não.
Não foste fazer fact check.
Não fui fazer. Eu acho que ele já tinha dito qualquer coisa parecida. O João Félix também disse mais ou menos o mesmo quando esteve emprestado ao Barcelona: "O Barcelona é o clube mesmo que eu queria jogar."
A mística.
É a mística e sou do Barcelona desde pequenino. Mas parabéns ao Cancelo por regressar ao futebol europeu e ao Barcelona. Eu gosto muito do João Cancelo, ainda por cima é barreirense. Viva o Barreiro!
Já te cruzaste com ele?
Não, nunca me cruzei com ele.
Está bem. Sim, o Barreiro também não é pequeno.
Para infelicidade dele. Isso é uma mancha no currículo do João Cancelo, mas vai acontecer um dia.
E vai provocar-lhe pele de galinha.
Pele de galinha, muita emoção, porque somos os dois barreirenses mais famosos.
Ali da tua rua.
Ali do meu bairro. Deixa-me ir aqui ao último toque, que isto não está a funcionar. Não. Isto é uma notícia daquelas coisas estranhas. Um ex-presidente do clube francês foi morto a tiro no funeral da própria mãe.
Como é que é?
Investigue-se. Mas isto acontece na Córsega, atenção. Já estão a perceber. Alain Orsoni foi líder de alguns movimentos independentistas da Córsega, e daí este desfecho, não foi nada relacionado com o futebol. Já tinha sido alvo de atentados anteriormente, que não tinham sido bem-sucedidos.
Desta vez.
Desta vez, isso parece mesmo aquelas coisas dos mafiosos, dos filmes. Ao funeral da mãe ele vai aparecer, certamente. Apareceu e foi isso.
E a vala estava aberta ainda.
Era para poupar? Diz, João. Não sei o que dizer.