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Oito e oito. Arranca agora mais um Três Toques com o Bruno Vieira Amaral. Vamos lá à pergunta do dia?

Vamos lá à pergunta do dia. Esta é fácil para vocês, especialistas em seleção portuguesa. É então: qual o selecionador da seleção portuguesa com mais jogos ao serviço da seleção? Porque ele pode não ser português.

Pode ser brasileiro. Pode ser o Scolari.

Já houve brasileiros, agora espanhóis.

Já, o Otto Glória.

O Otto Glória também. Mas o Scolari tem mais. É preciso dizer mais alguma coisa?

É o...

Claro. O que é que se precisa? É preciso apostar?

Também acho que é o Scolari.

Scolari? Tu, Paulo, vais para o Scolari?

Eu não gosto de abrir divisões no grupo.

Então também temos aqui uma-

É uma unanimidade. Sempre juntos.

Vai tudo para o Scolari. Pronto, tudo bem.

Sei lá quem foi. Os outros.

Mas tu estás mesmo poker face. É impressionante. Não é?

Quem? Os outros. Tem. Perigoso.

Perigíssimo a jogar poker.

Diz lá mais nomes de selecionadores.

Fernando Santos.

Olha, o Fernando Santos.

Olha, o Fernando Santos é verdade.

Humberto Coelho, António Oliveira.

Não.

Não?

Fernando Santos é capaz.

Diz Toni.

Carlos Queiroz, que esteve duas vezes.

Mas é a seleção principal.

Sim, mas esteve nos anos 90 na seleção principal.

Toni também.

O Fernando Santos teve muito tempo.

Eu também tenho a sensação.

Se calhar só se trais porque traí por facto ser recente.

Cae. É, acho que é o Fernando Santos, mas o Scolari teve mais.

Eu digo Fernando Santos.

Então vá.

O Paulo mudou para Fernando Santos.

Mantenho.

Tu manténs, Maria João, o Scolari, e tu, Carla?

Eu mantenho o Scolari, mas o Fernando Santos ficou forte.

Está forte.

Vamos começar então. Já vamos responder, mas agora vamos mesmo ao Fernando Santos, antes da resposta a qual o selecionador com mais jogos à frente da seleção portuguesa.

Tu disseste qual o selecionador português.

Não, mas ele depois corrigiu.

Eu corrigi. Mas selecionador da seleção portuguesa.

Dá para impugnar, não é mesmo?

Se falhares, Maria João, depois podes protestar. É sob protesto. Bem, vamos falar do Fernando Santos, que agora não é treinador da seleção portuguesa. Claro, temos Roberto Martínez, um espanhol à frente da seleção portuguesa. O Fernando Santos viajou para o Azerbaijão, mas aquilo não tem tido muito sucesso. Ontem falámos aqui de bruxaria e o Fernando Santos tem de ir à bruxa. Não sei se ele é homem disso. Ele é supersticioso, mas talvez não seja de bruxarias. Só que neste momento tem oito jogos e sete derrotas. Ainda não ganhou.

Oito jogos e sete derrotas. Se fosse ao contrário era complicado, mas oito jogos e sete derrotas é pesado.

Tem um empate e a zero, ainda por cima, foi com a Estónia.

E o outro jogo nem sequer é uma vitória.

Não, ainda não ganhou. Ainda não experimentou o doce sabor da vitória ao serviço da seleção do Azerbaijão. Perdeu com a Eslováquia, com a Estónia também, com a Suécia e nos dois últimos jogos perdeu com o Haiti 3x0 e com a Bielorrússia. Fernando Santos, esta experiência no Haiti.

Assim eu não consigo avaliar, não sei de facto qual é a força no futebol de cada um desses países. Pode ser absolutamente qualquer.

O Haiti é muito pouca.

A força é fraquinha.

Não é assim. O Liechtenstein perde contra todos. Se calhar são amadores.

Com San Marino, talvez. Com Gibraltar, talvez.

Pronto, se calhar são amadores que fazem um treino à noite.

Eu desconfio que no Azerbaijão não devem pagar muito mal. Acho que deve ser essa uma das vantagens. Bem, enfim.

Boa sorte vamos dizer.

Boa sorte para Fernando Santos. Até agora não tem tido muita, mas mesmo assim, se calhar tem tido até mais sorte-

É erguer a cabeça e seguir em frente

É isso, do que o jogador, o caso que agora trago aqui.

Palavras sempre bizarras.

Aconteceu numa competição amadora no Peru. Uma coisa nunca vista, eu pelo menos nunca tinha visto nada assim, e acho que é a opinião generalizada. Um jogador marcou um penalti, que eles estavam no desempate por penaltis, e foi com tanta força que mandou a baliza abaixo.

Bem.

Ao contrário do penalti do Ronaldo.

Marcou golo.

A baliza foi abaixo?

Foi abaixo também.

Também não estava bem fixada.

Não acertou no poste, não é?

Não, não acertou no poste. Acertou na rede e a baliza foi abaixo. E o que é que o árbitro fez? Expulsou o jogador.

Não pode ser.

Mas há um limite de força, de intensidade.

Aquilo deve ter sido: olha, ao menos pede desculpa, vai lá e põe outra vez a baliza.

Vai lá ajudar.

Não, ele virou as costas, foi-se embora e o árbitro disse: "Não, espera aí, que assim não pode ser". E pumba, cartão vermelho.

Pobre mãe do árbitro.

Há muita injustiça neste mundo.

Não, o Ronaldo já sabe. Da próxima vez que marcar um penalti e for com muita força, se a baliza for abaixo, o melhor é ir lá ajudar a levantar, senão leva um cartão vermelho. Bem, isto aconteceu também no Peru e numa competição amadora. Coisas estranhas podem acontecer no Peru. E coisas estranhas às vezes acontecem aqui mais perto. Dean. O rapaz não tem nome de espanhol. Tem nome, mas não é espanhol. Dean Huijsen. Mas é espanhol.

Huijsen.

Huijsen. Isso é do nascimento, não era?

É.

Ah, era. 1968?

Essa é outra história.

Foi a transição.

Foi quando o vento mudou.

Eduardo Nascimento. Mas eu quero falar do Dean Huijsen. É um central, joga no Bournemouth, em Inglaterra.

Bournemouth?

É Bournemouth, mas é internacional espanhol. Espera aí. Isto tem uma história interessante. É que ele tem uma característica muito peculiar, física, que é: tem os olhos, como se dizia antigamente, de carneiro mal morto. Tem os olhos meio fechados.

Mas tem os dois rins.

Tem os dois rins, mas não é engenheiro.

E os 10 dedos.

E os 10 dedos. Mas tem os olhos um bocadinho fechados.

Uma pessoa traz experiência de vida para este programa e vocês desprezam isso.

De vez em quando. Tem aproveitado isso para dizer que o rapaz está-

Sobre esta questão: é carneiro mal morto ou mau morto? Desculpem lá trazer os temas que importa.

Eu pergunto ao Marco Neves. Quando o Marco Neves estiver aí.

Mas vocês também não conseguem desempatar nesta dúvida?

Não, para mim é mal morto.

Mal.

Foi mal morto.

Mal morto. Ainda não está bem morto.

Ainda não está morto. Está naquele intermediário. Está na transição para o morto.

Está quase a ir-se.

Era aquela dúvida que eu tinha sobre a questão.

Em todo lado está mal morto.

Pronto, obrigado.

O Dino também está quase a ir-se. E dizem que o rapaz parece estar com aspecto de quem consumiu umas substâncias proibidas, daquelas que às vezes dão para rir, às vezes dão para dormir, ervas de Provença, cominhos e esse tipo de coisas. E ele diz: "Não, atenção". Ele já explicou isso. Ele diz: "Isto é mesmo assim e a culpa é de quem?"

É dos pais.

Claro, é da mãe! Não é dos pais, é da mãe. Ele diz: "A minha mãe é que tem assim os olhos, portanto eu não tenho culpa de nada disto". Ele já veio tranquilizar.

"Eu não fumo nada."

Não, ele não fuma nada. Até pode fumar, mas não inala. E para ficarem descansados, que aquilo é mesmo defeito de fabrico. Não tem nada a ver com o comportamento do rapaz.

Então e qual é o selecionador português com mais jogos na seleção?

Com mais jogos, então. Quem é que estamos a falar?

Erraram? Eu.

Vocês as duas falharam. Fernandes Santos, Paulo.

Grande Paulo.

Eu estou-me a tornar uma referência.

Tu estás a mudar. Eu estou com um problema no menisco, não estou em forma.

Carla, não tens visto as mensagens.

Está a passar mal com o Dinarte, portanto estou sem telemóvel.

Onde é que tu deixaste o número do teu telemóvel?

Se calhar passou para o Paulo. O Paulo ficou com o meu telemóvel.

Não, eu acho que o Paulo anda a espreitar o teu telemóvel, Carla.

Tenho que confiar.

Tu vê isso. Vê lá.

Grande Fernandes Santos.

Olhos abertos, não de carneiro mal morto.