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Hoje falamos do espírito competitivo de um dos maiores atletas de sempre.

Maior é basquetebolista.

GOAT. Eu acho que é um dos GOAT. Quer dizer, há GOATs para-

Sim, mas tu disseste o maior de sempre.

O maior de sempre desta modalidade. Eu acho que não há dúvida. Falamos do basquete, sim.

Basquete.

Dirias quem, João Miguel?

Eu como sou geração next. Não. Eu diria Jordan, claro.

Michael Jordan. Eu acho que não há dúvida. A notícia é sobre ele. Eu acho que não há grandes dúvidas sobre isso, apesar das gerações seguintes começarem a apontar outros nomes. Vamos falar também dos sacrifícios que é preciso fazer para se conhecer um ídolo e de coisas que parecem mentira e foram mentira aqui há uns anos.

Ok.

No Dia das Mentiras, precisamente. Mas vamos falar, em primeiro lugar, do espírito competitivo de Michael Jordan, o GOAT, Greatest of All Time do basquetebol. Ele deu uma entrevista ao programa CBS Sunday Morning. Diz que aos 63 anos continua a sentir muitas saudades de jogar, de competir. 63 anos, é verdade. O tempo passa. E diz também que gostaria muito de experimentar as corridas de NASCAR. Ele é coproprietário de uma equipa de NASCAR, só que é muito grande, então não cabe no carro. Essa é uma das coisas. Tinha de haver alguma desvantagem.

Daqui no banco de trás.

Mas ele diz que gosta não só de assistir às competições, mas também de participar e que é muito competitivo em tudo o que faz. E em tudo o que faz é mesmo em tudo. Até na vida pessoal dele, ele diz: "Sou uma pessoa muito competitiva a 100%. Estou amaldiçoado com um gene competitivo. Tenho de me vestir antes da minha mulher acabar de se vestir." Para ele é uma competição. Se a mulher se despachar primeiro, ele já tem o dia estragado.

Já perdeu.

Já perdeu.

Começou o dia a perder.

Mas há pessoas assim, que veem tudo como uma competição. A gamificação da vida.

Do quotidiano.

Do quotidiano. Vocês são assim?

Em criança devia ser fácil pôr o Michael Jordan a comer sopa.

A chorar.

Bastava só dizer: "Olha, acabas primeiro ou depois de mim?"

Quem é que acaba.

Quem acaba primeiro.

Às vezes tenho a competição de fazer alguma tarefa antes do micro-ondas terminar.

Ah, tu fazes.

Corres contra o micro-ondas.

Microcompetições.

Microtarefas.

E individuais. Eu às vezes também tenho essas pancadas de fazer qualquer coisa.

Vocês são pessoas estranhas.

Não é nada.

Tu não sabes se é verdade.

Paulo, entra nesta conversa.

É verdade.

Tu não sabes se isto é verdade.

E mau perder.

As famas sim, mau perder, não. As pessoas dizem, não é?

As pessoas normalmente-

As pessoas que têm mau perder dizem que não têm mau perder.

Não têm mau perder.

Só têm a fama.

Quando eu era miúdo, era. Era daqueles do monopólio e qualquer jogo, chorava quando perdia. Mas pronto, hoje a minha mulher pode se vestir primeiro, não me importo.

Não, eu acho que tu te vestes primeiro. Calculo que te vistas sempre primeiro, não é?

Agora sim. A sair a estas horas, fica tudo a dormir. Tenho esta competição de acordar primeiro lá em casa.

Muito bem.

Vamos ao segundo toque e este tem a ver com os sacrifícios que às vezes é preciso fazer para conhecermos os nossos ídolos. Aconteceu com um adepto que invadiu o relvado após o jogo entre a França e a Colômbia, um jogo que decorreu nos Estados Unidos.

França ganhou, não foi?

França ganhou 3x1. Grande vitória. Ontem falámos aqui da superioridade da seleção francesa, uma das grandes favoritas, se não a grande favorita, a vencer o mundial. Tem uma das grandes estrelas também, Kylian Mbappé, ainda não é o GOAT do futebol, nem da seleção francesa, mas talvez para lá caminhe. E então, teve este fã que se arriscou ser placado pela segurança para conseguir uma fotografia, uma selfie, e um autógrafo de Kylian Mbappé. E conseguiu. A verdade é que conseguiu. Há imagens deste adepto ao lado de um sorridente Mbappé. Eu acho que por isso já valia a pena. Enfrentares os seguranças, as autoridades, invadires o campo e depois, no final, chegas e consegues ter ali o teu ídolo a sorrir para uma fotografia. Eu acho que vale a pena o sacrifício, mas ele acabou detido. É verdade, este adepto acabou detido. Ele diz: "Publiquei as fotos tarde porque estive na prisão". Portanto, ele passou o domingo, o jogo foi no domingo, depois passou o resto do dia na prisão. Há limites.

Claro.

E é preciso ter atenção às questões de segurança.

E da legalidade.

Aliás, como vimos, e isto é uma preocupação para as autoridades, o Campeonato do Mundo, como sabem, vai decorrer em três países: Estados Unidos, México e Canadá. Na inauguração do Estádio Azteca, que foi no jogo Portugal-México, houve alguns incidentes. Morreu um adepto antes do início do jogo, caiu da bancada Supostamente estaria já embriagado e tentou passar de uma bancada para outra, passou depressa demais. Mas isso levanta questões em relação à segurança. Também tivemos uma outra questão que se prendeu com insultos homofóbicos dos próprios adeptos mexicanos em relação ao guarda-redes. Há aqui uma série de questões sobre este mundial que se vão levantar, questões também relacionadas com a segurança. O que parece mentira hoje? Ontem falámos aqui da Itália, que ia disputar o jogo do playoff contra a Bósnia e Herzegovina para tentar voltar ao mundial depois de 2014, que foi o último mundial em que participou. Não conseguiu. A Itália foi mais uma vez eliminada, pela terceira vez consecutiva. Não vamos ter a Itália no campeonato do mundo.

É uma tragédia.

Una tragedia.

Ontem fiquei a saber do que aconteceu há oito anos e há quatro.

E há quatro.

Estás a tentar recuperar ainda.

Estou a tentar recuperar ainda e agora vem mais esta. Não deixa levantar uma pessoa isto.

É verdade, pelo meio.

Deita baixo uma pessoa.

Pelo meio a Itália-

A vantagem é que agora já soube disto na hora, não espera quatro anos para saber.

Para saber, há oito.

Mas tens de ser muito resiliente.

Agora é muito.

Queres um lenço, Paulo?

Obrigado, João. Obrigado, vou me aguentar.

Para todas as adeptas da seleção italiana.

O mundial não será o mesmo.

Não vai ser o mesmo. A Itália que, pelo meio, foi campeã da Europa. Deixa-me só lembrar aqui.

Lembra.

No dia das mentiras, uma mentira que já tem alguns anos, foi em 1989.

Como é essa da Itália não ir.

Isso parece, mas não é. A Itália é o primeiro país que já foi campeão do mundo a ficar três vezes consecutivas fora do mundial. É um recorde negativo para os italianos que gostavam que fosse mentira. Em 1989, Diego Armando Maradona começava a ter problemas em Nápoles devido ao consumo de drogas, e houve um jornal soviético, na altura, que se lembrou de anunciar que Maradona ia para a União Soviética, ia jogar num clube soviético. O problema aqui é que a agência de notícias, a Associated Press, na altura, confirmou mesmo, ou seja, divulgou esta notícia.

Portanto, a agência americana confirmou a mentira difundida pela União Soviética.

Mas não era propaganda, era mesmo mentira do Dia das Mentiras.

Ok.

E a Associated Press pegou naquilo, divulgou e depois quando disseram: "Olha, isto não é verdade, isto é mentira." A Associated Press ainda culpou os soviéticos. Disse: "Não, eles é que divulgaram isto."

Pois.

Mas não era propaganda. Na altura, havia muita propaganda, desinformação de um lado e de outro, mas não foi o caso. Era mesmo só uma brincadeira do Dia das Mentiras e Maradona nunca jogou em nenhum clube soviético.

Pois não. Por acaso lembra-me há uns anos, houve uma rádio portuguesa que lançou uma mentira que tinha a ver com o desporto automobilismo, dizia que a reta do Cabo tinha sido escolhida para pista de testes.

Pensei que ia fazer uma curva. Acho que foi o jornal "A Bola" que em 1988 disse que o Magnússon ia para o Sporting. Lembras-te disso, Carla?

Eu tenho uma vaga ideia. As transferências inventadas.

As transferências inventadas. O Magnússon.

O Magnússon vai para o Sporting? Estás a brincar.

É capaz de ir. Lembras-te do Magnússon?

Deu o nome ao gelado, não é? Só daí é que eu-

E à arma também.