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Começa agora o Três Toques, sempre com o Júlio Magalhães.
E fica escalada depois.
Fica.
Já viste?
Eu acho que o João está a fazer um protesto. Querem que eu diga o quê? Estamos live ou não estamos?
Não, não estamos live. Eu sei que não estamos live. Ia dizer o contrário de live. É melhor não.
Não estamos. Estamos a lá.
Eu acho que a questão não é essa de estarmos live, é que não és tu a começar e, portanto, fazes esse teu protesto de silêncio que já percebemos todos.
Já percebi, esta semana não tenho.
Deixa-me começar. Uma virinha.
É de quem vai de férias.
8:12 a.m, hora da vir.
Está com o rei na barriga.
Começo eu. Era suposto hoje termos aqui Júlio, a candidata a presidente do Rio Ave. A primeira mulher que vai tornar-se líder de um clube da Primeira Liga. Mas este facto serve também de mote para que possamos hoje dedicar este Três Toques aos nossos ouvintes. Júlio, queres avançar? Porque além disso, podemos também falar de uma modalidade que nunca ninguém falou, nem aqui: a esgrima.
Nem aqui?
Nós aqui só esgrimimos argumentos e não floretes.
É verdade. Sobre a presidente do Rio Ave, já a tínhamos convidado aqui ao Três Toques uma vez. Na altura, não respondeu. Esta semana o assessor do Rio Ave disse: "Afinal, vi a mensagem, agora que está com disponibilidade, pode ser agora?" Mandei mensagem, não respondeu. Pronto. É assim. Não quer, não quer. O que a gente há de fazer?
Sim, não obrigamos ninguém.
Não. Mas isto serviu de mote para outro ouvinte nosso nos dizer que há outra presidente. Na altura, houve um ouvinte que nos disse que há um presidente, que além desta, não é a única mulher. Havia uma no Barreirense, mas depois fomos indagar, a presidente do Barreirense já não está, já tinha saído. E agora o nosso ouvinte disse que há outra mulher presidente no Santa Iria. Temos que, um dia destes, falar com esta presidente do Santa Iria. Foi o Vítor Salvato que nos mandou este e-mail. Embora eu tenha dito aqui que esta do Rio Ave será sempre a primeira de um clube da Primeira Liga.
Claro.
Mas há mais mulheres, pelos vistos. Temos que dedicar um programa só a mulheres presidentes de clubes de futebol, um dia destes. Sobre a esgrima, que eu vos queria falar. Isso foi um ouvinte que mandou. Outro ouvinte, da esgrima, também nos mandou. Foi a Catarina Ferreira, que disse, e bem, que na esgrima, Portugal ganhou, que é uma notícia muito importante para a esgrima nacional. O atleta Miguel Frazão conquistou a medalha de prata nos Jogos Europeus, que estão a ser realizados na Polónia. Diz ela que é um feito histórico, porque além dele, conseguimos ter mais dois atletas nos oito primeiros lugares. Um dia destes, que é o Filipe Frazão em sexto e o Mac Rhode em oitavo. Ainda vão disputar este trio a prova de equipas no mesmo campeonato. Ainda podem ganhar outra medalha. Cá estaremos, porque ela diz que segue aqui o nosso programa atentamente. Um beija-mão para Maria João, o Paulo Ferreira e a Carla Jorge Carvalho, diz aqui a Catarina Ferreira.
Um beijinho, Catarina.
Havemos de explicar melhor aqui a esgrima. Não é fácil aquilo.
Não é, pois não?
Havemos de explicar. Aquilo tem umas regras. E sobretudo o equipamento.
Está bem, podemos jogar aqui uma partidinha, temos espaço aqui no estúdio. Por acaso houve tempos em que procurei. O meu filho gostava de praticar e difícil encontrar escolas de esgrima. É difícil.
É difícil. Havemos de tentar perceber isso.
Sim, eu recebi do nosso ouvinte, o Nuno Gião, uma notícia do mesmo nível, de uma prova ainda mais incrível do que esta que o Paulo aqui trouxe. São estas coisas que fazem a diferença. Júlio, eu que enviei teu e-mail, podes avançar com os dados. É que há superatletas e superportugueses.
É mesmo. Foi o Nuno Gião.
Sim.
O nosso ouvinte, que também enviou este e-mail. Os nossos ouvintes. Nós fizemos aqui um apelo, e é o que nos tem valido aqui neste deserto de ideias. Ainda por cima, quando temos convidadas que não aparecem, então ainda é pior. O Nuno Gião mandou-nos um e-mail a dar conta de uma notícia mesmo incrível. O Race Across America, que é a maior prova dos Estados Unidos, acho que no mundo nem há disto. Ou melhor, há esta, mais difícil que esta não haverá. É uma prova de bicicleta de 4800 km. E um português chamado João Pombinho, só se podia chamar Pombinho, para fazer 4800 km, de vez em quando tem que se voar um bocado.
E é pombo-correio, certamente.
João Pombinho foi o primeiro português a terminar esta prova. Esta prova, diz aqui, cruza o Ocean Side da Califórnia até Anápolis, em Maryland. Portanto, vai do oeste para este.
Vai.
E demorou o nosso João Pombinho a fazer estes 4800 km de bicicleta 11 dias, 20 horas e mais uns pauzinhos, diz aqui.
Só 11 dias?
Agora, só 11 dias e 20 horas, até estou como o outro. Agora os pauzinhos, vamos ver. É que às vezes o que custa mais são estes pauzinhos. A gente já andou ali 11 dias, 20 horas, ainda por cima, pronto, já chega. Ainda por cima vem mais uns pauzinhos.
Não é para todos.
Agora já viram 11 dias e 20 horas, 4800 km de bicicleta. É impressionante. São os Ironmans, que se chamam.
É verdade.
Estes atletas, superatletas mesmo, e há muitos que fazem pelo mundo provas destas, duríssimas, e nós havemos de ir a uma delas, um dia destes.
Sim, superatletas.
Superatletas é connosco.
Só precisamos do desafio certo. É o que nos falta.
É o que nos falta.
Aquele que nos chama, que nos puxa. Aquele clique.
Aquele clique que nunca chega.
Continuo a achar que aquele da soneca tem muito a ver connosco, ou o da estalada.
O da soneca.
Eu alternava entre um e outro. A soneca e a estalada.
Só boas intenções, Maria João.
A soneca primeiro, a estalada para acordar.
É, faz sentido. Pois bem, eu como também sou ouvinte destes Três Toques, e também sou produtora de conteúdos Enfim. Tu és um mundo, Carlos. Sou um mundo. Trago aqui como ouvinte uma notícia insólita. Ou talvez não. Bom, enfim. Neymar é o jogador brasileiro, aquele que ainda há dias falámos aqui por causa de uma festa, daquelas festas que ele costuma dar. Pois bem, Neymar teve uma boa notícia, eu já te expliquei tudo. Júlio, podes contar aqui aos nossos colegas e aos nossos ouvintes, porque eles precisam de saber disto.
Pois é. Como costuma-se dizer que o rio corre sempre para o mar, e é mesmo.
Para o Neymar.
Neste caso é para o Neymar. O que é que aconteceu? Isto é uma notícia inacreditável. Ele vai ver o seu património crescer nos próximos tempos. E desta vez não é por causa de um contrato milionário no futebol saudita ou de um campeonato qualquer. É a história de um empresário brasileiro que tem apenas 30 anos e que decidiu deixar os seus bens todos em testamento ao Neymar. Não o conhece, mas não interessa. Ele tem 30 anos, diz que já não está muito bem de saúde. Diz que se apercebeu que não tem ninguém a quem deixar as coisas caso morra. Isto são declarações deste empresário, é um jornal. Justifica o facto de escolher o brasileiro como beneficiário único do seu testamento, como? Diz ele: "Gosto de Neymar, identifico-me muito com ele. Também sofro difamação", como o Neymar, "e a relação que tem com o pai faz lembrar a relação que o Neymar tem com o pai". Diz que faz lembrar a que ele tinha também com o pai dele. E sobretudo porque sabe que o Neymar não é um caça-fortunas, algo que é raro nos dias que correm. E o Neymar, que não é caça-fortunas, ganha pouco.
Pois, é sempre bom ajudar quem precisa.
E este vai ajudar o Neymar, que está a precisar demais, vai-lhe deixar tudo no testamento. E identifica-se com o Neymar.
Isso é porque ainda não nos ouviu.
Não nos ouviu. Não sei o que vos diga. Isto não há nada a dizer.
Não, não há nada a dizer.
Nada a dizer. É aceitar e livrar.
É aceitar, levantar a cabeça e seguir em frente.
E amanhã é outro dia. Juca, para amanhã temos de terminar.
Amanhã? Pronto. Para amanhã, os nossos ouvintes hão de nos dizer qualquer coisa, espero. Não, mas temos o Sub21, já aqui falámos. Ontem ficou apurado Portugal. Os Jogos Europeus também estão a decorrer. E é o que é, é a agenda. A agenda é essa.
É a agenda.
A agenda, não há nada a fazer.