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E hoje temos de voltar a falar de cabelos.

Outra vez o Haaland?

Não, hoje não é o Haaland. Hoje é o Frank Ilott, o famoso adepto do Manchester United.

Falamos sobre ele ontem.

Falamos sobre ele ontem, mas há mais pormenores, porque de facto confirmámos que ele ainda não cortou o cabelo. O Manchester United trazia duas vitórias da época passada e o adepto tinha a esperança que a sequência dos primeiros jogos neste campeonato pudesse dar uma ajudinha e com três vitórias seria suficiente.

Por trazer duas da época passada.

Trazia duas da época passada. E agora ia ter o Hull City, o Ipswich e o Everton. E tudo indicava que era uma ótima sequência.

Passar no parque.

Era, não foi. O Manchester United perdeu 2 x 0. Zero, voltou à estaca zero. E portanto, já vai há quase 700 dias. No início não era uma longa cabeleira, mas agora é uma mistura de Valderrama com Brian May dos Queen. Isto já está num nível que eu nem sei. Talvez o Bon Jovi dos anos 80, algumas daquelas bandas, os Europe também, se calhar tinham cabeleiras deste nível. E agora isto volta, de facto, à estaca zero. Eu acho que ele tem de fazer ao contrário. Ele tem de cortar o cabelo.

Ele é que vai dar sorte.

Ele é que vai dar sorte. A partir do momento em que ele cortar o cabelo, o Manchester United vai conseguir finalmente encarreirar as cinco vitórias consecutivas. Eu acho que é esta aposta que está a dar um grande azar ao Manchester United. Mas também ninguém esperava que ao fim deste tempo todo o Manchester United continuasse.

Sobretudo o adepto dele é que não esperava.

Não esperava, apesar de não lhe estar a correr mal.

Não, deve estar a receber muitos patrocínios.

Imagina algumas marcas de xampu a patrocinarem.

A história do Alex.

O Frank Ilott. E ele assim continua.

Para quem vai ao estádio e se senta atrás dele.

É uma chatice.

Para essa pessoa seria uma chatice.

Eu acho que ele tem que ficar lá em cima. Ou então ver os jogos ao Planeta ou na televisão.

Sim, mas lá está, se for ver a um café, já não dá.

E no cinema?

No cinema.

Na última fila, tem que ser na última fila.

Tem que ser na última fila, só pode ser. Eu acho que ele já nem sai de casa. Ele deve só fazer lives para as redes sociais.

Ele não sai de casa, porque sempre que quer sair, passa a manhã a lavar o cabelo e a tarde a secar, e depois já só tem a noite.

É que eu imagino o tempo. As mulheres normalmente sabem o que isto custa. As mulheres e o Haaland também sabiam.

Sabia.

Sabia. Sei que ele cortou o cabelo. Mas tratar como deve ser. Eu acho que ele está a tratar muito bem, olhando para o aspeto do cabelo.

Só penteado. Deixa passar ali um pente.

E pronto. Mas ele podia até arranjar aqui uma alternativa, fazer umas tranças.

Mas é para sentar melhor o cabelo. A juba.

Coitado. Boa sorte para ele. Continuamos a falar dele. Vamos falar agora de um invasor de campo pouco habitual. Há um historial de invasões de campo dos chamados streakers, aqueles que correm nus em campo. Normalmente as transmissões televisivas cortam logo e começam a mostrar imagens da bancada ou dos bancos, não mostram para não incentivar estas invasões de campo. Ora, este pequeno invasor de campo não deve ter precisado de incentivo nenhum, histórico, para invadir o campo. Aconteceu num jogo da MLS, a liga de futebol norte-americana, entre o San José Earthquakes e o Minnesota United, a contar para a 21ª jornada do grupo Oeste. E quem é que invadiu o campo? Foi um bebê.

Sozinho?

Sozinho.

Fine bebê.

Bebé. E anda.

A gatear.

Não foi a gatear, ele já anda. É um toddler. Deve ter aí à volta de dois anos. E foi rapidamente apanhado por um dos seguranças. Também não é daqueles que conseguem escapar. Às vezes há animais também, há cães e gatos e guaxinins. Já vimos guaxinins invadirem estádios. Neste caso, foi rapidamente apanhado pelo segurança e foi entregue à mãe. Há aqui também uma curiosidade.

Como é que o bebê estava lá?

Como é que ele escapou à mãe ou a quem estava a cuidar dele e conseguiu entrar em campo. Fica aqui também esse mistério por resolver e talvez a CPCJ lá do sítio possa entrar.

A CPCJ e alguns olheiros, porque isto a nível de invasão, de facto.

Está aqui um futuro invasor. De pequeno que se começa a explorar aqui as possibilidades. E esta criança já revelou capacidades, qualidades para invadir campos.

Mas ele sai do campo todo feliz da vida ao colo.

Claro, para ele foi um grande momento. Vamos ver se ele repete a brincadeira nos próximos tempos. Por falar em acesso a lugares de certa forma restritos, está a causar muita polêmica na Volta à Espanha. Volta à Espanha que ontem teve uma etapa um bocadinho acidentada Porque foi interrompida já quase no final. A segunda etapa em linha decorreu em Andorra e quando já estavam a chegar ao final, desabou uma tempestade de granizo que obrigou à interrupção e à anulação desta etapa. Mas uma das figuras de destaque, para além de Tadej Pogačar, que já é o camisola vermelha, o líder da classificação geral, tem sido uma influenciadora que foi contratada pela organização da Volta para entrar nas zonas mais restritas e entrevistar os ciclistas. Esta influenciadora chama-se Erola Jones, tem 28 anos, tem cerca de seis milhões de seguidores entre Instagram e TikTok, e ela é conhecida por fazer umas abordagens um bocado arrojadas a homens e depois publica em vídeo e foi contratada pela organização da Volta para dar um ar mais descontraído também nas zonas de entrevistas. E as coisas de início não têm corrido muito bem, porque tem gerado alguma perplexidade e resistência por parte das equipes e dos próprios ciclistas. Um deles foi precisamente Tadej Pogačar, que foi entrevistado por esta influenciadora. Ela chegou ao pé dele e disse: "Por que hiperventilas quando me vês?" Quer dizer, os jornalistas têm cada vez mais limitações para acesso aos ciclistas e aos diretores desportivos.

Mas esta tem carta verde.

Pode andar por onde quiser e pode aproximar-se, ainda que a direção da Volta já tenha dito que estas abordagens são feitas com o conhecimento das equipes, com a autorização das equipes e com o conhecimento dos ciclistas. Embora Tadej Pogačar tenha dito que não faz a mínima ideia de quem é esta pessoa. Percebe que é alguém que está ali com autorização, mas que não faz ideia de quem é esta pessoa e ter estranhado este tipo de pergunta. Ele respondeu: "O quê?" Ficou um bocadinho surpreendido. Também foi criticada a abordagem que Erola Jones, esta influenciadora, fez. Joshua Tarling, irmão daquele ciclista que morreu na Volta a Portugal em bicicleta, também foi abordado pela influenciadora e também não reagiu muito bem. E ela disse: "Acho que ele não gosta de entrevistas, principalmente as minhas, mas ainda tenho 20 etapas para conquistá-lo. Não se preocupem", disse Erola Jones, "que este eu conquisto rapidamente".

É gente assim.

Por isso é que foi contratada. Eu não sei se já repararam, mas aquelas raparigas que costumavam estar no pódio.

Na entrega.

Na entrega dos prêmios.

E das garrafas de champanhe.

Exatamente. No final de cada etapa, já não existem. Em muitas das principais voltas já não existem. Em Espanha, isso já não acontece. Normalmente, agora é um convidado que vai entregar o prêmio ao ciclista que venceu a etapa e àqueles que estão a liderar as diversas classificações. Mas agora há aqui uma nova atração.

São os tempos modernos.

São os tempos modernos e a tentativa de levar a volta, neste caso, a Volta a Espanha, para as redes sociais.

E para outras gerações.

É, para novas gerações. É um pouco exemplo daquilo que se fez com a Live Mode TV. Uma tentativa de captar um novo público, mas está a gerar algum desconforto junto das equipes. Imagino também que junto dos jornalistas.

Sabes que no Mundial houve vários influencers também pagos pela FIFA. Nem estamos aqui propriamente a falar de casos como a Live Mode, em que é uma empresa a pagar influencers para estarem a representar a empresa. Ou seja, o que tivemos foi mesmo a FIFA a pagar alguns influencers para estarem nos estádios a fazerem conteúdo e terem algum acesso exclusivo aos jogadores. Isso também foi uma discussão na altura. Agora, não assistimos a situações tão gritantes como estas, porque não havia até esse acesso exclusivo a atletas como estamos a ver aqui. Era mais para conteúdo dentro dos estádios e com adeptos. Isto aqui parece-me um pouco mais grave.

É acesso e assédio aqui.

Já é um bocadinho, já entra nessa esfera.

Mas já que falamos em ciclismo, hoje temos o grande Marcos Chagas na comissão.

É verdade, o grande Marcos Chagas, um dos meus ídolos.

Vai cá estar.

Que maravilha!

É depois das 9:30.