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Qual é o primeiro desporto que pensam, se pensarem em Francisco Pinto Balsemão?
Golfe.
Acho que toda gente. Mas estive a ler umas coisas e descobri que ele também foi jogador de futebol amador e um razoável tenista e voleibolista.
Eu ia dizer ténis, mas mais na ótica do olheiro, de quem está a assistir e não de quem está a jogar. Do espectador e não de quem está a jogar.
Mas parece que praticou mais aquele desporto que associamos a Francisco Pinto Balsemão, o golfe. E eu encontrei aqui uma história, há pouco estávamos a falar das questões da redação. Diz-se que nos tempos em que ele dirigia o "Expresso", havia um certo receio dos sábados de chuva, porque nele não ia jogar golfe e ficava então a ler e a tirar notas do jornal para depois passar essa informação. Então quando chovia, havia uma preocupação, porque não havia golfe e o desporto era outro, era estar a verificar aquilo que estava no jornal. Mas eu tenho muita curiosidade em descobrir, porque só encontrei esta pequena referência, Francisco Pinto Balsemão, futebolista amador. Nunca tinha ouvido falar.
Parece que não joga.
É verdade. Futebolista, não. A vela sim, já tinha ouvido falar. O ténis também não tinha ouvido nenhuma.
E era adepto de que clube?
Por acaso não.
Nós também tentamos descobrir isso na redação e não conseguimos.
Estava pensando. Não encontrei nenhuma referência.
Havia os belenses.
Pois, está bem. Ok.
E mais, não é? E o outro.
E o outro, e o verdadeiro, aquele que é a sério. Normalmente é a seleção nacional. Antigamente também era a Académica. Havia muitos adeptos da Académica, para esconder o primeiro clube. Outra das questões relacionadas com o desporto, muito importantes, e que também está indelevelmente associada a Francisco Pinto Balsemão, é a promoção dos desportos radicais na SIC. A SIC contribuiu decisivamente para a promoção dos desportos radicais com o "Portugal Radical". E isso marcou a nossa geração.
Por essa até deram o nome.
Rita Mendes e Rita Segura.
Rita Segura, primeiro. Mas o ideólogo era o filho. Exatamente, logo no início. Não sei se arrancou logo em 92, 93, mas marcou uma geração e aproximou esta ideia de desportos radicais de uma certa normalidade.
Bruno, só a informação: parece que na biografia, Francisco Pinto Balsemão diz que é do Sporting.
Do Sporting. Pronto, também não é completamente estranho. Seria mais estranho se fosse do Benfica, mas eu não sabia. Casa bem. Mas houve, de facto, essa proximidade no arranque da SIC com os desportos radicais, que trouxe essa imagem de novidade e de irreverência do próprio canal. E depois há outros episódios relacionados com o futebol, aquele célebre contrato de Vale e Azevedo com a SIC para as transmissões dos jogos. Os jogos do Benfica, na altura de Vale e Azevedo, chegaram a ser transmitidos pela SIC. Outros pormenores que poderíamos contar aqui acerca da relação da SIC com o desporto.
Sim, se falarmos dos "Donos da Bola". Temos a pedrada no saco.
Que marcou completamente os anos 90 e alterou a forma como se fala de desporto e, mais em específico, de futebol na televisão. Foi um grande sucesso. Eu lembro-me que quando a SIC começou, havia uma grande desconfiança acerca do que poderia ser a SIC, do sucesso ou o que a SIC poderia alcançar ou não. Eu lembro que na altura, o exclusivo das novelas da Globo estava na RTP, depois muda para a SIC, e na altura as novelas eram fundamentais para as audiências. E aos poucos, e com uma série de programas, isso foi-se alterando e os "Donos da Bola" contribuiu para reforçar essa ideia e essa marca da SIC como líder de audiências, que depois veio a ser durante muito tempo, até ao célebre episódio do "Big Brother", que alterou um pouco o panorama. Mas há uma ligação, de facto, profunda entre o desporto e a ascensão, sobretudo da SIC, não falo do "Expresso", o "Expresso" será outra coisa, mas entre a ascensão da SIC e o desporto estão também inextricavelmente ligados. Eu tinha aqui um outro toque. Não sei se vocês encontraram mais alguma notícia.
Tens uns segundinhos.
Tenho uns segundinhos.
Mais uma notícia só.
É uma notícia porque eu assustei-me quando vi esta notícia. Não tem nada a ver com a figura de Pinto Balsemão, tem a ver com a Haaland. Eu li a notícia e diz: "Haaland adiciona joia rara". E eu: "Opa, espera aí, queres ver que fui eu? Fui o recetador ou encomendou ele." Não, e afinal adiciona joia rara à coleção de carros.
Uma joia.
E por falar em carros, eu também não conhecia a história de Francisco Pinto Balsemão ir de Porsche para as reuniões de Conselho de Ministros. Marca também a diferença. É que não ia, era de Lamborghini, foi um Lamborghini que Erling Haaland comprou cerca de €300 mil. Até há imagens. A cor não é muito bonita.
É uma cor esquisita.
É esquisita, mas é um carro muito raro. €300 mil, mas isso é só dois dias e meio do salário dele.
É para quem pode.
É para quem pode. Eu não invejo.
É cinza verde azeitona, com o dourado atrás.
Mas aquilo que me preocupou e que me assustou foi aquela joia rara.
Pensaste logo no Louvre.
Claro.