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Arranca agora o novo Três Toques, sempre com o Júlio Magalhães e que, para além da rádio, também pode acompanhar em direto no YouTube, Facebook e site do Observador. E começo eu. Por quê? Porque sim. A Carla não se pode habituar. Chegou ontem e era já agora.
Duas razões para começar: por tudo e por nada.
Exato. Quando joga a seleção e quando não joga a seleção.
Exatamente. Ontem houve jogo da seleção, não sei se sabem. E os nossos ouvintes estão agora a sair para o trabalho. Têm de saber o resultado fresquinho e como estão as contas na qualificação para o Campeonato da Europa. E temos, claro, o nosso campeonato de palpites, que apaixona milhares, eu diria, milhões de ouvintes. Júlio, avança.
Muito bem. Ora bem, ainda ninguém sabe. Isto é segredo mesmo. Mas vamos para agora, que Portugal ganhou ao Luxemburgo nove zero.
Está toda a buzinar esta.
Eu vi a reação da João quando hoje soube.
Há quem se deite cedo.
Há quem se deite cedo.
Pois há. Eu hoje tenho aqui um campeonato para vocês, para as duas, por acaso. Mas já vamos falar disso. Agora vamos à seleção, que estamos a falar de coisas sérias. Nove zero, parecia um jogo de hóquei em patins. E o que é mais engraçado é que Portugal já está quase apurado. Só falta ganhar mais um jogo. Já está apurado, nem precisa, mas mais um jogo e matematicamente fica apurado para o Europeu. Não vai ser preciso no último jogo andar com a calculadora? Não vai se ver contas, nada. Este ano não. Podes guardar as calculadoras. É só vitórias.
Mas estão a desvirtuar a seleção.
Pois estão. Há qualquer coisa aqui que não está a correr bem. Não. Quanto aos palpites, vocês estiveram muito perto.
Tudo junto, se calhar, não.
Vocês todos juntos não conseguiram chegar aos nove golos. Nem assim, meu Deus.
Eu dizia dois zero, a João dois um, o Paulo três um.
Não, mas olha, o resultado de todos os golos dá nove.
Todos os golos dá nove. Nós ficamos lá.
Todos, incluindo Luxemburgo.
Sim.
Isto não é nenhuma charada.
Diz lá quais foram os palpites, porque eu vou te dizer que eu não dei um palpite correcto.
A Carla Jorge Carvalho, dois zero. A Maria João Simões, dois um. E o Paulo Ferreira, três um.
Agora eu vou te explicar o meu raciocínio: dois mais um, três. Três vezes três, nove. Acertei.
Pronto, então mais cinco pontos para a Maria João. Esta rubrica acaba aqui ou não?
Acaba. Vou abandonar. Se conseguirem fazer melhor, é provarem.
Posto isto, eu olhei e fica anulado. Isto é melhor, que isto não dá ponto, nada. Bem, o Paulo ganha cinco pontos aqui. Pelo menos Portugal marcava três. O VAR decidiu assim. Foi o Paulo.
Eu três.
Três, exato.
Então e nós recebemos alguma coisa?
Eu fui a única que sabia que o Luxemburgo não ia conseguir marcar.
Não ia marcar.
Também mereço cinco.
O VAR ficou dividido agora.
Vamos fazer assim: eu hoje vou fazer uma reunião de emergência à tarde.
O Júlio é muito bonzinho, ele aceita todos os nossos argumentos, mesmo os tontos.
Depois queremos ouvir essas gravações do VAR.
Vai ao VAR. E tem de ser em consideração as minhas contas também.
É vai ao VAR, não é vai ao bar. Pois farei uma reunião de emergência à tarde e vou reunir a comissão e amanhã trago novidades. Ainda sobre o Europeu.
Vocês desculpem lá a minha ignorância, mas não acham que ainda se vai inventar uma taxa sobre os golos excessivos?
Olha, não dês ideias.
Mas olha que isto assim acaba já.
Pois, mas eu estou aqui a pensar, é uma coisa inesperada, excessiva, caída do céu. A bem dizer, porque as bolas também vêm por cima, do que eu sei, dos golos.
Algumas, sim.
Pois. Olha, vocês pensem nisso.
Nós não pensamos, o governo é que vai pensar.
Orçamento do Estado a ser agora assinado.
A taxa. É a única coisa que não é taxada.
Não dês ideias. Bom, acabámos aqui os palpites e as ideias são da Helena. A Helena não devia ter estas ideias. Hoje temos de estar atentos, sabem a quem? Ao engenheiro Fernando Santos. Temos que lhe ligar. Eu acho que veio passar setembro a Portugal também. Mas está a correr mal.
O senhor vem cá.
Vem. Aquilo na Polónia está a correr muito mal. Pode ser que hoje as coisas fiquem decididas. Vamos ver. Avancemos. Avancemos. Eu quero reposicionar aqui um legado que deixei, que anda um pouco esquecido, mas também mea-culpa. Eu sei porque custa muito às minhas coleguinhas aqui do estúdio, terem aqui ao lado um verdadeiro especialista em algumas matérias.
Até estou a tremer, as minhas pernas já tremem.
Eu não me rendo.
O Paulo é especialista em especialidades.
Ainda está na memória de todas as notícias, as histórias que eu vos trouxe da famosa CAN, ou do CAN, se quiserem, o Campeonato das Nações Africanas.
Paulo, era uma rasteira! O Paulo domina, já não cai nas rasteiras do Júlio.
Eu já não falo disto há muito tempo, mas ainda sei que a África e a América são continentes diferentes. Muito bem. Parece que ando distraído neste assunto, não ando. Júlio, há novidades importantes. Vem um ano de 2024 que vai ser inesquecível, mais uma vez. Vocês vão se roer de inveja por estas coisas todas. Já te passei os dados. Podes avançar? Queres avançar, Júlio? Muito bem, é verdade, Paulo. Vai ser inesquecível. Em janeiro já, 2024, a partir de 13 de janeiro e até 11 de fevereiro. Portanto, já não falta muito. Nós estamos aqui, estamos no Natal e o Natal passa num ápice.
Com o frio que está no estúdio, já sinto o Natal a chegar.
Se não vinha a boquinha ao frio.
Já sentimos neve.
Ai é?
Sim, há plantas que já estão brancas aqui com este tempo.
Parece que estão na secção de congelados de um supermercado.
No Lidl.
Ora bem, começa a CAN em janeiro e este ano vai ser inesquecível. O Paulo Ferreira vai ser o nosso enviado, porque pela primeira vez na história, vamos ter quatro equipas lusófonas na CAN Todas apuradas. Primeiro vamos ter a Nigéria, não é lusófona, mas é treinada por José Peseiro. Mas depois vamos ter Moçambique, Guiné-Bissau, Cabo Verde e Angola.
Olha, que bom!
Paulo Ferreira.
A Guiné Equatorial não está lá? É que também conta como lusófona. Pelo menos está na CP LP.
Nem São Tomé e Príncipe. Também São Tomé ficou de fora. E portanto, já viram o trabalhão que o Paulo Ferreira vai ter com a Envia.
Vai andar louco de trabalho.
Este ano vai dar louco trabalho. Temos que seguir este campeonato. Moçambique apurou-se de tal maneira, foi uma festa tão grande, que o presidente de Moçambique foi ao balneário e esteve a dançar com os jogadores uma música tradicional moçambicana. Querem ouvir?
Isto é que é festa.
Isto é que é festa. Vocês não estão a ver, mas o presidente de Moçambique está aí no meio.
Um presidente, o Nuzi, com a selecção e a fazer declarações numa...
O presidente da República.
A dançar, vocês não têm ideia.
A dançar.
Vocês não têm ideia.
Então, fez declarações? E a análise ao jogo?
Não, só a dançar. Têm que ver este vídeo. É só a dançar, têm que ver.
É um homem comedido.
E portanto, o Nuzi está ali no meio dos jogadores. Vocês estão a visualizar a coisa, não é?
Eu agora já imaginei o Paulo Ferreira no meio dos balneários, quando uma equipa lusófona- Pois é, e deixaram para último, o que eu não acho nada normal, mas também já sabem que eu a abrir ou fechar gosto sempre de surpreender as pessoas, os nossos ouvintes, vocês. E enfim, quero trazer aqui verdadeiras novidades. Júlio, descobri uma nova modalidade, um novo campeonato. É tão inusitado que para não me brilhar assim tanto, já bastou ontem, deixei tudo para ti. Não quero ofuscar ninguém, podes avançar com tudo o que te passei.
Muito bem, é um campeonato que eu disse que era para vocês duas, porque vocês dormem pouco, de facto.
Nós nunca dormimos.
É o da soneca.
Já passamos aqui da soneca.
Estão lá em Nova Iorque.
Este é o campeonato da pessoa que passa mais horas deitado.
Não é o nosso caso, infelizmente.
Pois, vocês passam pouco.
É mais em pé.
E portanto, eu só tenho dados do último campeonato. Um homem ganhou o campeonato, passou 60 horas deitado debaixo de uma árvore.
60 horas, mas assim sem se levantar? 60 horas sem se levantar.
Sem se levantar. Aí é estar deitado ali, não pode levantar.
Para nada?
Nada, para nada.
Nada? Mas não pode dormir?
Nada, está deitado, não pode sair dali, está ali 60 horas deitado, ponto final. O que vocês querem? E reúne vários atletas isto. Isto foi o campeonato mundial.
Atletas é a palavra?
É, são atletas. Aquilo é um campeonato. Só vocês é que acham que são atletas.
Como é que se faz a preparação física para uma prova destas?
Isto não é difícil, vais para o sofá, ficas dois dias.
E as costas, com a nossa idade, começam a doer de tantas horas deitados.
Exato. Este ano o título foi lá para um Zarko Pianovic, não sei quem é que ele é, mas não interessa. Passou 60 horas, mas vocês não sabem mais. Isto teve oito candidatos, eram oito atletas. E fala aqui mesmo: "Esta notícia é brasileira, do Metro Brasil. Na prática desse esporte-
Isso é o teu brasileiro
...o Zarko precisou apenas dois acessórios, um colchão e um cobertor para suportar o frio local durante a noite". O que é que ele ganhou? Olha, estes prémios parecem iguais aos prémios do nosso governo para os jovens. O que é que ele ganhou? Vou-vos dizer: um cheque de 350 €, um jantar para duas pessoas e uma estadia de fim de semana num hotel rural.
E que é que ele continua a treinar.
Para além de um dia de rafting.
Isso é que faz toda a diferença. Isso é uma verdadeira aventura.
O rafting vai destoar isto tudo.
Eu acho que vale a pena não se levantar pelo prémio que ganhou. Isso motivou o vencedor.
O problema é que houve aqui um problema.
Temos de acabar.
Temos que ir.
Mas qual foi o problema?
Acabou preso. E porquê? Porque alguns jornalistas que estavam presentes no prémio chamaram-no o maior vigarista de Montenegro e ele resolveu correr o sapo fatado a todos. Ora bem, a polícia foi chamada e o campeão foi mais breve porque acabou por ser preso, mas foi campeão, esteve 17 horas. Agora, uma notícia só para terminar. O recorde pertence a uma Dobravka Akšistic, não sei como é, é assim, uma mulher que conseguiu já aguentar 117 horas deitadas. Isto foi na edição anterior. 117. Portanto, este ganhou este campeonato, mas não bateu este recorde de 117 horas.
Está longe disso.
Bem, é como vocês veem.
Só ideias para nós.
Isto causa muitas dúvidas, mas não temos tempo.
Pronto, não temos tempo.
Amanhã falamos mais sobre isto. Há questões técnicas. Amanhã temos de voltar a este tema, Juca, vale a pena.
Vamos lá, amanhã vamos voltar aqui ao tema. Vá, vou-me deitar.