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Arranca agora o Três Toques, sempre com o Júlio Magalhães e também em direto no YouTube, Facebook e no site do Observador. E no site do Observador, pé na bola para que isto volte à normalidade. Júlio, ao longo do ano falamos aqui do Portuguesão em que se transformou o Brasileirão. Fui investigar e fiquei impressionada. Na próxima época, que começa já em janeiro, vamos ter muitas madrugadas de jogos para acompanhar. E ainda estamos no período de férias, por isso, podem ficar por aqui. Esclarece aqui a Carla e também o Paulo do que estamos a falar, Júlio.
Pois é, vamos perder muitas noites porque os brasileiros continuam com esta mania de fazerem jogos a partir da 01:00 a.m.
Às tantas.
Mas qualquer dia mudam mesmo os hábitos, vão ver. É que na próxima época, como muito bem disseste, que começa agora em janeiro, os brasileiros agora estão de férias. Para já, o Brasileirão vai ter sete treinadores portugueses. Querem apontar? Vou vos dizer.
Sim, vamos escrever.
Escrevam que isto é muito importante para as vossas vidas. Abel Ferreira no Palmeiras, Vítor Pereira no Flamengo, Luís Castro no Botafogo, Ivo Vieira no Cuiabá, António Oliveira, que estava no Cuiabá, vai para o Coritiba, Pedro Caixinha no Red Bull Bragantino e Renato Paiva no Bahia. Nunca tal se viu no Brasil.
Impressionante.
É impressionante. Vítor Pereira vai ser o centro de todas as atenções, porque esta passagem do Corinthians, onde ele estava ano passado, para o Flamengo, já dá muito que falar. Já vos disse aqui que ele disse que não ficava no Corinthians, em São Paulo, por razões de saúde familiares, da sogra e tinha que regressar a Portugal e por isso não continuou. E duas semanas depois foi parar ao Flamengo. Vai ser o fim do mundo. É que já está a ser.
Já está? Ninguém percebeu.
Ninguém percebeu e não lhe perdoam. Entretanto, falta a seleção do Brasil, cujo treinador também vai ser anunciado em janeiro e há nomes como os de Abel Ferreira e Jorge Jesus, que também estão a ser falados. Portanto, além destes, ainda podemos ter alguém na seleção brasileira. Sabem o que é que vai acontecer com tantos portugueses?
Vai ser o Fernando Santos que vai para a seleção brasileira.
Ora, nunca se sabe. E com tantos portugueses, qualquer dia os brasileiros têm mesmo de jogar às nossas horas. E nós, claro, vamos seguir este percurso.
Claro.
Os portugueses têm que jogar à nossa hora.
A balança comercial de futebol com o Brasil já deve estar mais ou menos equilibrada. Eles os jogadores, nós os treinadores.
Equilibrada em jogadores e títulos.
Nós ficamos com os jogadores, eles com os treinadores.
Claro.
É verdade.
Olhem, deixem-me continuar aqui a falar de treinadores, mas agora numa perspetiva obviamente muito diferente.
E melhor, certamente, um outro ângulo.
Eu não quero ir por aí. Eu acho que as coisas falam por si, portanto, não vou estar aqui a sublinhar essas coisas. Os nossos ouvintes gostam dessas histórias, obviamente. E Júlio, enquanto por cá andamos a tentar perceber quem é que vai para o lugar de Fernando Santos, que ontem anunciou que ia sair. Nós continuamos com essa dúvida, mas a Federação Belga resolveu o assunto de uma maneira muito mais simples. Eu andei aqui a ler a imprensa belga, eu que acompanho exaustivamente estas coisas do futebol, como vocês sabem.
E a imprensa belga, em particular, e a flamenga, sobretudo.
Sem dúvida. A imprensa e a cerveja, também. E eu devo dizer que, de facto, nunca tinha ouvido falar de decisões desta forma de decidir. Explica aí, Júlio, aqui às nossas companheiras de estúdio e aos nossos ouvintes, o que se passa lá pela Bélgica.
Muito bem, é pelo menos inovador. A seleção belga teve uma participação desastrosa neste mundial do Qatar e, mais do que isso, o ambiente foi sempre muito tenso entre os jogadores. O selecionador espanhol, que há sete anos comandava a seleção, o Martínez, demitiu-se logo após a eliminação. E agora, o que é que fez a Federação Belga? Decidiu lançar um concurso público para encontrar o novo selecionador e dá nota no comunicado que o concurso é aberto a homens, mulheres e neutros. Todos se podem candidatar. É verdade. Eu não ouvi isto.
Isto é muito inovador.
É inovador. Os ingleses fazem um bocadinho isto, mas é diferente. Há treinadores que se candidatam, por exemplo, a clubes ingleses, treinadores conhecidos ou outros, e depois as administrações dos clubes entrevistam os treinadores para saberem, eles candidataram-se, mas não abrem concurso, são os treinadores que se candidatam. Aqui não, foi mesmo aberto este concurso, todos podem candidatar. É claro que não vão faltar candidaturas, mas há critérios que estão a ser balizados: ter currículo, formação, caminho no futebol, devem ser condições impostas. E por isso, com jeito, ainda vamos ter um português a ganhar este concurso, nunca se sabe.
Aquele que não possa ir para o Brasil.
E vamos acompanhar isso. Já agora, queremos saber como é que isto vai acabar.
Pois queremos.
Mas é engraçado, porque é um concurso público e tem que ser aberto a toda a gente e a todos os géneros, como é óbvio.
Muito bem, vamos ter de acompanhar. A fechar estes Três Toques, claro, como especialista no Qatar e no Mundial, aliás, basta olhar para o meu vasto currículo de palpites para perceber como eu dominei este campeonato do mundo. Quero lembrar que hoje é o último Três Toques antes de terminar o campeonato do mundo, que nós acompanhamos aqui com tanto pormenor, com tanto empenho, com tantas notícias fresquinhas e fica já a garantia que segunda-feira de manhã cá estaremos, já depois da final, para anunciar em exclusivo aos nossos ouvintes quem vai ser o novo campeão do mundo. Nós vamos divulgar em primeira mão.
Em primeira mão.
Mas Júlio, como eu vou sempre muito mais longe do que um simples resultado, uma simples mudança de treinador, eu gosto de pesquisar histórias à volta do campeonato. Avança com dois pormenores que vão marcar esta final e que ninguém sabe. Aliás, só eu e tu, porque ontem te contei, Júlio.
É mesmo.
Estamos curiosíssimos.
Eles estão sentadíssimos.
Estão sentes, que isso é muito importante.
Sinto aqui a energia a vibrar.
É verdade. A França pode ficar sem três jogadores para esta final. Por isso que se anda a falar também do Benzema, que não está lá, mas vai ser chamado. Mas há três jogadores. Eles já tinham ficado com dois fora de um jogo e agora estão três titulares. Por quê? Por causa do vírus do camelo
O vírus do camelo?
É verdade. É um género de uma gripe que se apanha no Qatar, que é através do ar condicionado e chamam-lhe o vírus do camelo. É chato.
Quais são os sintomas?
É tipo gripe. É uma gripe diferente, mas é gripe e incapacita os jogadores. Eles estão a ver se ainda recuperam os jogadores, mas a verdade é que acho que é transmitido através do ar condicionado e é uma chatice, como devem calcular.
E onde é que entra o camelo aí?
Pelos vistos, o ar condicionado, aquilo que há mais no Qatar é camelo. Há corridas de camelos, já falámos de corridas, já falámos de tudo.
Agora entra aqui aquela música.
Camelos há em todo lado. Boa, verdade, mas no Qatar há mais. Pronto, este é um dos pormenores.
Este era um, mas há outro.
Há outro pormenor. Este diz respeito à Carla e ao João. A rádio pública da Alemanha.
Queres que eu saia da emissão?
Não convém que tu oiças. Isto é aberto a todo o género, portanto estamos bem. A rádio e televisão públicas da Alemanha, pela primeira vez, na final, vão pôr a relatar uma mulher. Julia Metzner tem 48 anos. Ela diz que isto é como para um jogador, é o ponto mais alto da carreira dela, mas depois diz uma coisa curiosa. Foi entrevistada, porque é a primeira vez que uma mulher vai fazer a narração e o relato para a rádio e para a televisão de uma final de um campeonato do mundo de homens, e ela diz que foi entrevistada e tem um pormenor curioso que diz: "Espero que esta seja a última entrevista que eu dou e que me fazem." Estamos em 2022 e ainda estamos a falar da curiosidade de uma mulher chegar tão longe também nesta área.
Tem toda a razão.
Pois tem. E espero que faça caminho. Aliás, neste mundial já houve mulheres a arbitrar jogos, agora também a relatar. E pronto, qualquer dia são elas que fazem os Três Toques e acabou-se.
Eu fico-me pela moderação do "E o Campeão É?".
A seguir vão-lhe perguntar como é que ela compatibiliza o relato com a vida familiar.
Exato!
Isso é limpinho, é verdade. O que é que os filhos acharam?
E se o marido ajuda.
Ajuda lá em casa.
Exato.
Olha, Juca, vamos de fim de semana, notas para a semana.
Fim de semana. Que a nota é esta que a Carla já deu. Segunda-feira trazemos aqui o novo campeão do mundo. Vou-vos falar da atrelagem.
A sério? Isso que me alegrou. De certeza?
A atrelagem, vamos ver se é segunda ou terça, mas vamos falar, isso é garantido.
Antes do fim do ano falamos de atrelagem.
E vou-vos trazer aqui uma história no Brasil entre um apresentador de televisão e o Ronaldo, não é o nosso Cristiano Ronaldo, é o Ronaldo Fenômeno. Vocês não imaginam o que vai ali. Vou trazer inclusive sons para vocês perceberem. Nós às vezes aqui andamos incomodados com o futebol, vocês vão ver o que é o Brasil.
Isto é se não conseguires falar ao telefone com o Ronaldo, não é? Vais trazer sons se ele não atender.
E contamos já saber na segunda-feira quem é o novo selecionador nacional, nem que seja interino. Também vamos tentar aqui dizer.
Exatamente. E vamos falar também sobre isso no "E o Campeão É?" de hoje.
Ou se está aqui um problema no país por causa do selecionador, vocês vão ver. Muito bem.
Até já.
Sexta-feira trazemos novidades. E há uma garantia que vos dou: ou é França ou é Argentina.
As coisas começaram a ajudar. És uma boa ajuda, Juca. Obrigada.
Tu achas que ganha a Argentina, não é, Júlio?
Não acho que ganhe, é meu favorito. E o teu, Paulo? Tu é França.
O meu também, desde ontem que penso que vai ser a Argentina também.
Pronto, então cá estaremos segunda.
Júlio Magalhães e Três Toques da Rádio Observador, sempre no fim do Jornal das 18.