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Vamos lá. Paulo, não sei se estás a par.

Agora vamos falar de futebol, não é?

Vamos falar de futebol.

Ok, não vamos falar de hoje.

Não.

Agora entras tu.

Estamos a falar de Cristiano Ronaldo, não é a mesma coisa. Cristiano Ronaldo é um assunto. Há um jornal que tem uma subseção que é Planeta Ronaldo.

Há um jornal que tem isso?

Sim.

É diário?

Desportivo. Planeta Ronaldo. E cada um tem as suas subseções dedicadas a Cristiano Ronaldo.

Eu passo a vida a aprender aqui contigo.

O Cristiano Ronaldo não é futebol. Quando se fala de Cristiano Ronaldo, está-se a falar de um planeta com os seus satélites naturais.

Exatamente.

Não é a mesma coisa do que falar sobre futebol. Falando sobre futebol, eu não sei se isto é futebol, se isto é mais indústria audiovisual, mas há uma nova polêmica no futebol português. Não interessa muito quem é que é responsável por esta polêmica, mas há uma polêmica por causa de uma suposta coação a um árbitro no intervalo de um jogo. E não é um método muito comum, Paulo.

Eu ouvi isso ontem nas notícias.

Não conseguiste escapar a isto também.

E acho que é de uma imaginação.

Não, é muito giro, eu achei muito giro. Estamos a falar do jogo Porto-Braga e parece que no intervalo, Fábio Veríssimo, o árbitro, entrou no balneário e tinha uma televisão a transmitir em loop um lance da primeira parte em que o Porto teria sido prejudicado e outro lance de um torneio sub-13 em que Fábio Veríssimo teria prejudicado a equipa de jovens do Futebol Clube do Porto. Não acham graça a isso? Eu acho.

Tem uma certa graça.

Porque aquilo era-

Caráter ardiloso.

Ardiloso, original.

E mostra bem o ambiente que se vive no futebol.

Inventivo. Já não estamos a falar de ameaças.

Não.

Isso são métodos arcaicos. Este aqui é muito mais subtil, muito mais ao corrente dos nossos tempos, ou seja, não há ali intervenção de ninguém e sabemos disso porque o árbitro pôs esta informação no relatório. E parece, e esta parte também me entusiasmou bastante, que não era possível desligar a televisão.

Pois não.

Não havia maneira, aquilo era uma tortura, basicamente. Claro que isto já deu origem a comunicados de todos os clubes.

E queixas.

E queixas, incluindo do próprio Futebol Clube do Porto, que se defendeu. Enfim, vamos ver como é que vai acabar mais uma polêmica do futebol português.

É um ambiente muito sadio e saudável.

Saudável.

A cada dia que eu vejo essas histórias, digo: "Sim, senhor, temos aqui uma coisa."

Que fofura.

E que faz-nos acreditar naquilo que muitos prometeram, que é com esta nova geração de dirigentes, as coisas vão mudar.

Muda, muda imenso.

E muda, os métodos mudaram. A filosofia é mais ou menos a mesma, agora é audiovisual.

É o fato.

Noutros tempos era o método da cabeça de cavalo.

Da cabeça de cavalo, dos cheiros esquisitos no balneário.

Claro.

Pôr uns líquidos, uns cheiros, uns odores um pouco insuportáveis para os adversários e também ameaças à moda antiga, pessoalmente. Mas pronto, vamos falar de coisas mais bonitas relacionadas com o futebol. Há uma nova camisola da seleção portuguesa.

E é linda.

É linda. E é linda também.

É mesmo. Muito bonita.

É muito bonita.

Clica no link, Paulo, para veres.

É uma camisola que homenageia Eusébio da Silva Ferreira, que continua a ser, não se esqueçam disto, o melhor marcador de Portugal, da seleção portuguesa, em fases finais do mundial. E só esteve lá uma vez.

Preta e dourada?

É muito bonita.

Parece os lotes antigos, os John Player Special.

É verdade.

É verdade.

É Special.

O Senna correu?

O Senna não começou, mas correu num desses.

E ganhou o primeiro.

Caindo no Estoril.

No Estoril com esse. Com esta camisola.

Tem esta foto aqui.

Esta acho que é a mesma.

E então, qual é que é o pretexto para esta camisola comemorativa? É o 60º aniversário da conquista da Bola de Ouro por Eusébio da Silva Ferreira em 1965. Esta camisola vai ser utilizada pela seleção apenas num jogo contra a Arménia no próximo dia 16. Existem apenas, atenção, 1965. Foi o ano em que Eusébio ganhou a Bola de Ouro.

Isto vai voar.

Vai ser.

É só para venda mesmo? Eu pensei que era só para a seleção utilizar, mas depois vendem. O merchandising faz o seu caminho.

Não.

Não?

Foi colocado à venda.

Tem? Não está à venda.

Já está à venda, sim. Ontem, desde ontem.

Por acaso não tenho aqui o preço. Normalmente as camisolas.

500 euros? Mais.

O dobro.

500 euros estou a ver.

Quantos?

Estou a ver. Não, esta é CR7.

Normalmente, agora as camisolas andam é só o dobro disso. Nos nossos tempos é que era um bocadinho mais barato.

A última foi mal oferecida, portanto não faço ideia.

Não faço ideia. Eu como ofereci as últimas.

Sabes quantos que têm e o que custam. Pois, e esta se calhar ainda tem um preço mais.

Pois, esta por ser especial e por ser uma edição limitada. E curiosamente, é uma camisola da marca desportiva Puma, o que de alguma forma está relacionado com o Pantera Negra, como era conhecido Eusébio. Eu gostava muito de ter uma camisola. Nós às vezes falamos aqui de coisas e depois recebemos, sei lá, pastéis de nata, pão. Se alguém nos quiser oferecer uma camisola comemorativa, estejam à vontade. Obrigado. Vamos para acabar. Esta é muito rápida.

Rapidinho.

Houve aqui um jogador, não sei se se lembram dele.

250 euros. E já não há.

E já não há.

Obrigada, Joana. Sim, pois. Obrigada, Joana.

Pois é, já não há, acabou. Olha, vamos deixar esta história para amanhã, que eu acho que amanhã ainda temos tempo para falar dela. Aliás, duas histórias. Uma que envolve Chicharito Hernández, antigo jogador do Real Madrid, do Manchester United, que foi castigado. Tem a ver com o Halloween, vamos saber por quê. E Max Domann, que ontem, o jogador do Arsenal, bateu um recorde inacreditável. Falamos disto amanhã no "Três Toques".