Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Ontem não houve mundial, não sei se repararam. Eu fiquei muito deprimido.
Não tinhas olhos para ver.
Estive a ver resumos e repetições.
Isso já não tem piada nenhuma.
Não, é que foi o primeiro dia.
Sentiste um vazio?
Um vazio na minha vida, total. Fiquei deprimido.
Eu também cheguei a um ponto a não saber o que havia de fazer.
Então foste comprar bilhetes para o Rosa Life.
Exato. Fui para brincar com os dedos.
Uma pessoa tem de se entreter nestes dias.
Como fazes isso?
Não há nada para fazer. Mas continuam a ouvir-se os ecos da polêmica entre Kylian Mbappé, o avançado da seleção francesa, e uma senadora do Paraguai. É verdade. Não ouviste?
Não. Digamos que não fiquei com esse vazio.
Não ficaste com esse vazio?
Fiquei com o mesmo vazio que tu.
Uma pessoa tem de ocupar o tempo.
Claro, tens outros tópicos para fazer.
Também há outra polêmica, esta mais relacionada com o que aconteceu em campo, neste caso com a vitória da Argentina sobre o Egito, uma grande polêmica à volta.
Essa vi.
Essa polêmica é a volta de Mbappé, já vou explicar. Vamos também ainda a Wimbledon, que está agora na reta final. São hoje as meias-finais do torneio feminino.
Sim, há mais vida para além do mundial.
E também ainda temos o tour. O tour eu vou guardar para quando o João Miguel Santos voltar.
É próxima. Não, é dia 20. Sim, dia 20.
Dia 20?
Não, se calhar não é dia 20.
Vamos fazer só o balanço do tour.
Vai entrar de férias para a semana.
Ele, se calhar, tirou férias para estar à espera para a última semana. Para a semana é segunda.
Semana 13.
É a segunda semana do tour. Se calhar, ainda tenho sorte, ainda o apanho por aqui.
Vou chatear atrás dele.
De bicicleta não o apanho, que ele é mais rápido. Ele já tem muitos anos disto. Vamos olhar para esta grande polêmica, já a nível diplomático e a nível da Justiça, porque o Ministério Público de Paris abriu esta terça-feira uma investigação às declarações da senadora paraguaia Celeste Amarilla contra Kylian Mbappé. Esta senhora teve um surto e como as pessoas agora têm os surtos nas redes sociais, isto depois ganha uma outra dimensão. Foi depois do jogo França-Paraguai, também marcado por alguma polêmica, pela atitude dos jogadores do Paraguai. No final, o Mbappé recusou-se a cumprimentar o guarda-redes do Paraguai. Este, em resposta, atirou-lhe a bola. E então, no dia a seguir, veio a senhora senadora publicar uma mensagem na rede social X, dizer, isto aqui traduzido: "O bruto nem aprendeu a escrever. Em vez de leite materno, mamava cocos. E o ser mais instruído que ouviu foram chimpanzés."
Meu Deus.
Portanto.
Uma senadora.
A senadora.
Declaração digna de senadora.
É claro. Calma.
O nível ainda sobe mais.
Sobe um bocadinho o nível, porque aqui bateu mesmo lá no fundo.
Sobe que há árvores, são os louqueiros.
Mas acrescentou: "Camaronês colonizado a armar-se em francês, ressentido, novo-rico, prepotente e feio." Isto foi o nível das declarações da senhora. Kylian Mbappé respondeu. Ou seja, apesar de estar concentradíssimo no futebol, arranjou algum tempo.
Vai ali ver o teu Instagram.
Falou em irresponsabilidade e racismo descarado da senadora, que, na opinião de Mbappé, nesta declaração, fizeram esquecer a caminhada e o esforço histórico da seleção paraguaia. Ou seja, Mbappé, ele e os jogadores franceses, o selecionador, foram críticos em relação à atitude dos jogadores paraguaios durante o jogo, sempre com muitas quezílias, à procura de faltas. Até acabou por elogiar a postura dos jogadores paraguaios, que deram o máximo e que com estas declarações da senadora vieram apagar um pouco do esforço dos jogadores. Mas também foi contundente naquilo que escreveu nas redes sociais, Kylian Mbappé. Escreveu: "A senhora é uma mulher desprezível e indigna do cargo que ocupa. A senhora não representa o Paraguai, este país que demonstrou paixão e honra ao longo de toda a competição." A honra. Há versões contraditórias. Celeste Amarilla voltou à carga, mas desta vez ela fez uma declaração aos jornalistas, por acaso ontem estava a ouvir com muita atenção a senhora. Ela veio dizer: "Não, eu peço imensa desculpa por aquilo que disse, também me excedi um pouco."
Um pouco.
É, um bocadinho. Diz que foram declarações feitas no calor do momento. Nós sabemos, quando se está nas redes sociais, não se consegue controlar. Disse que, no entanto, arrependeu-se logo das declarações e que ela também recebe muitos insultos por ser mestiça e latina. Portanto, aqui há uma tentativa de ultrapassar. Se já foi alvo de insultos racistas, se calhar era uma boa razão para não os ter proferido.
Não lhe sucederem por impulso.
Exatamente. Era uma boa ideia. No entanto, deixou uma ameaça a Kylian Mbappé: "Retire a sua declaração", escreveu a senadora.
Retira a sua que eu retiro a minha.
"Honre a sua cidadania francesa e peça desculpa ou poderei tomar medidas legais por violência de género." Isto é fantástico. Mas vamos ver se este caso tem seguimento na Justiça francesa, porque o Ministério Público de Paris, como eu dizia no início, abriu este procedimento. Não sei como é que poderá, de alguma forma, isto ter seguimento. A verdade é que foi aberto este procedimento e acabou por ser um assunto para preencher o vazio do futebol. Tivemos de nos agarrar a isto. Também houve declarações muito polémicas dos jogadores e do selecionador do Egito a propósito da arbitragem no Argentina-Egito. Isto é muito complicado. Há sempre estas acusações, já desde o último mundial, de favorecimento da Argentina.
É isso e as celebrações do presidente da FIFA também.
Também dizem que ele não festeja os gols de um, mas depois quando é a Argentina. Eu acho que a decisão, aquela mais polémica de ter anulado o gol ao Egito, eu acho que é aceitável. Não sei se seria tomada em relação a todas as outras equipes, mas eu acho que até é uma decisão aceitável. E a Argentina, na verdade, fez o suficiente, lutou até o fim para conseguir aquele resultado e eu acho que não se pode justificar só com a arbitragem. Percebo também a frustração do Egito, do selecionador e dos jogadores. Acho que talvez tenha havido ali um duplo critério durante o jogo, se calhar um bocadinho mais forte com os jogadores egípcios do que com os argentinos. Mas a certa altura, houve alegação de insultos racistas por parte do treinador, do selecionador do Egito. Ele fez o gesto de cruzar os braços, que, como nós aprendemos com o caso de Vini Júnior contra o Benfica, significa a ativação do protocolo por insultos racistas. Diz ele ter sido alvo de insultos vindos da bancada. Os próprios adeptos do Egito acusaram os adeptos argentinos de os provocarem atirando-lhes cerveja para cima. E claro, a cerveja não é só por estarem a sujar, tem a conotação religiosa da proibição do álcool pelos muçulmanos. Enfim, a verdade é que a Argentina seguiu em frente. Ficamos entretidos com estas polémicas nestes dias, mas hoje já volta tudo ao normal.
A Argentina vai jogar com quem?
A Argentina vai jogar contra a Suíça.
A Suíça, pois é.
Há países que não sabiam jogar futebol e aprenderam rapidamente. Pelo menos na minha ignorância, Noruega, Suíça.
Noruega e Suíça são dois dos países que nos habituamos a ver no topo dos rankings de outros rankings. Qualidade de vida.
Pouco importantes, é evidente. Não sei como é que eles conseguem viver sendo medianos só no futebol, mas qualidade de vida, PIB per capita.
Será que estamos aqui numa inversão? Estes países agora começam a ligar mais ao futebol e começam a baixar nos outros rankings e nós começamos a subir?
Não sei se não há para aí umas correlações sobre isso.
Vamos ver. Hoje temos um França-Marrocos, que eu acho que vai ser um dos jogos deste mundial. Para mim, entre as duas equipes que melhor futebol têm praticado neste mundial. Marrocos, no último mundial, tinha uma abordagem um bocadinho mais defensiva. Desta vez tem uma equipa que joga bem em todo o terreno e eu acho que vai ser um jogo mesmo. À partida, também o Portugal-Espanha, podíamos pensar que ia ser um jogo muito emocionante. Sabemos que foi um jogo muito equilibrado e até aborrecido para quem estava a assistir ao jogo. Hoje eu espero que seja um grande espetáculo. Vai ser emocionante, sem dúvida, mesmo que seja aborrecido, por contraditório que pareça. Olhando só para Wimbledon, para darmos um saltinho a Wimbledon. Amanhã vamos ter as meias-finais do torneio masculino. Novak Djokovic está à procura do 25º título do Grand Slam, mas vai enfrentar o número um mundial, o italiano Jannik Sinner, e pode ser uma barreira alta demais para Novak Djokovic superar, ele que teve de jogar cinco horas nos quartos de final contra o canadiano Félix Auger-Aliassime. Foi a partida mais longa de Novak Djokovic em Wimbledon e é capaz também de ter tido algumas consequências a nível físico, porque é um jogador de 39 anos. Quando lhe perguntaram na conferência de imprensa após o jogo com o Félix Auger-Aliassime, se havia alguma comparação entre ele e Messi, que também tem 39 anos e está a disputar o mundial, ele disse: "Bem, quem me dera jogar só 90 minutos." E com alguma razão.
Jogos de cinco horas, claro.
A outra meia-final vai opor Alexander Zverev, ganhou Roland-Garros, a um jogador britânico, Arthur Berry, que foi convidado, recebeu um wild card para participar. Está a surpreender tudo e todos. Ele ocupa o lugar 121 do ranking mundial. É um conto de fadas, daqueles jogadores que ninguém espera e que está a brilhar e já chegou às meias-finais. Vamos ver se consegue ultrapassar Zverev. No quadro feminino, tem hoje as meias-finais. Temos quatro estreantes, o que nunca tinha acontecido, a não ser na primeira edição do torneio de Wimbledon. Nunca tinha acontecido haver quatro jogadoras estreantes nas meias-finais de Wimbledon. Portanto, se não ligarem muito a futebol, mas gostarem de relva, é sintonizar, é ver o Wimbledon.