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Passa agora vamos à Bola, jornal de desporto da Rádio Observador, com a edição do jornalista Martim Madeira. Bom dia.

Bom dia.

E Martim, foi nesta última madrugada de sábado para domingo que Portugal jogou o primeiro jogo de preparação para o mundial deste verão. Empatou a zeros com a seleção do México.

Um jogo sem gols, Nadine, algo que é um pouco anticlimático para quem ficou acordado até tarde a ver a partida. Eu fui um desses casos. No mítico Estádio Azteca, onde Maradona fez o melhor gol do século passado, a seleção portuguesa acabou por não conseguir quebrar o nulo. Na conferência de imprensa pós-jogo, apesar do empate, o selecionador nacional retira aspectos positivos da partida.

Há muitos aspectos individualmente que nós podemos avaliar, mas não era o estágio de avaliar jogadores num contexto individual, é avaliar os jogadores no contexto de grupo. Como eles conseguem assimilar os conceitos, como conseguem mostrar boas ligações no relvado e fiquei muito satisfeito com esses 90 minutos.

Já o lateral português João Cancelo não vai pelas mesmas linhas do selecionador nacional. Acredita que, devido à qualidade da seleção, Portugal devia ter feito muito mais.

E em relação ao jogo ser amigável, eu acho que temos que controlar mais o jogo, foi o que eu disse ali na entrevista anterior. Acho que com os jogadores que temos, temos que controlar muito mais o jogo. Somos uma equipa muito melhor que o México, temos melhores jogadores do que eles e hoje acho que ainda sendo um pouco superiores, a meu ver, acho que poderíamos ter feito mais um pouco. E claro que sabe sempre melhor, sendo amigável ou não, saíres daqui com uma vitória.

O jogo foi obviamente tema no México, no espaço de análise na televisão mexicana, a ESPN, o antigo selecionador e histórico treinador do México, Tuca Ferretti, deixou duras críticas a Portugal, que acabaram por se tornar virais nas redes sociais. Diz que a jogar assim, Portugal nem aos quartos de final chega.

Falaram de um Portugal muito superior, muito isto e aquilo. O treinador deles diz que querem ser campeões do mundo. Com este futebolzinho que jogou hoje, nem sequer chega aos quartos de final. Para mim, Portugal foi uma decepção.

A seleção portuguesa tem ainda mais um jogo neste estágio do outro lado do Atlântico. Vai para Atlanta, nos Estados Unidos, para jogar contra a seleção norte-americana na madrugada de terça-feira para quarta-feira, à meia-noite. Um jogo que pode acompanhar com relato e análise aqui, claro, na Rádio Observador.

E Martim, houve ainda mais jogos da seleção neste fim de semana, com jogadores da nossa Liga Portuguesa em destaque.

No sábado, os Estados Unidos perderam frente à Bélgica por 5x2. Os norte-americanos começaram o jogo a ganhar com um gol do jogador da Juventus, Weston McKennie, mas a Bélgica acabou por empatar. O defesa central do Sporting, Zeno Debast, fez das suas e com um remate de fora da área, marcou o primeiro gol dos belgas. Depois desse, seguiram-se mais quatro gols belgas. O extremo do Benfica, Dodi Lukebakio, também apontou dois gols para a Bélgica.

E olhamos ainda para o domingo.

No domingo, Nadine, para além de Portugal, foi o Colômbia-França que esteve na ribalta. Os Les Blues ganharam aos Cafeteros por 3x1 no Northwest Stadium, nos Estados Unidos. O avançado do Sporting, Luís Suárez, e o médio do Benfica, Raphinha Richard Rios, foram titulares no 11 inicial da Colômbia. Ambos foram alvos de duras críticas pela imprensa colombiana. Escrevem os jornais colombianos que mais uma vez os dois jogadores não tiveram expressão nenhuma em campo.

Ainda no futebol e no tópico das seleções, a seleção nacional de sub-17 vai ficar de fora do próximo Europeu e Mundial do escalão.

Os juniores sofreram uma derrota neste sábado frente à Roménia por 1x0, o que acabou por ditar o afastamento da seleção de sub17 do Europeu deste ano. E perguntas-te, Nadine, por quê? Por que é que agora estão fora também do Mundial? Ora, porque momentos depois, no início da tarde, os jovens perderam esta oportunidade de estar no Mundial graças à vitória da Itália sobre a Islândia por 4x0. Portanto, tanto a Islândia como Portugal têm zero pontos no grupo da qualificação para o Europeu e como o Europeu é algo determinante para a qualificação para o Mundial, apenas se apuram os sete primeiros classificados e os quatro melhores segundos classificados desta classificação para o Europeu. Então, Portugal já não consegue chegar ao segundo lugar por ter zero pontos, fica assim fora do Mundial e também do Europeu de sub-17.

Olhamos ainda para a Liga 3. A primeira volta da fase de apuramento de campeão já terminou. Há duas equipas com o principal destaque na luta da subida.

Académica de Coimbra e Amarante Futebol Clube, ambas no topo da tabela com 16 pontos. Há apenas uma ligeira vantagem para a Briosa devido aos gols marcados. Na tarde de domingo, os dois líderes empataram a um gol, os gols apenas surgiram na segunda parte. O Amarante adiantou-se no marcador por intermédio de Jordan Saint-Louis. Já nos minutos finais, Camilo Triana restabeleceu o nulo no rescaldo da partida. O técnico do Amarante, Alex Costa, afirma que a equipa foi superior, mas lamenta o gol sofrido no final da partida.

Nós acho que fomos superiores durante grande parte do jogo. Acho que estivemos por cima da Académica e não conseguimos, na parte final, numa bola parada, suster um lance que deveríamos ter controlado e a Académica acaba por empatar. Penso que praticamente, à exceção de uma bola na primeira parte, de um ataque à profundidade, que nos criou uma situação de um contra o nosso guarda-redes, que poderia ter dado gol para a Académica, penso que todos os outros lances foram precedidos de livres laterais ou de lançamentos laterais ou de bolas paradas. E penso que fomos melhores, mas o futebol é isto.

Já António Barbosa, treinador da Briosa, agradece a deslocação de mais de 1300 adeptos da Académica até Amarante e realça o compromisso defensivo do adversário.

Conseguimos em espaços criar uma ou outra situação, não tantas como habitualmente criamos, muito mérito da atitude defensiva do adversário e da concentração que tem em torno da bola e do centro de jogo. Uma segunda parte em que tivemos alguma dificuldade até ao gol adversário e penso que depois do gol conseguimos impor uma boa dinâmica de jogo, chegar ao gol

Com mérito. Temos outra situação que também poderíamos ter feito, mas um ponto é muito importante para nós, fora de casa, muito felizes, muito gratos pela deslocação dos nossos adeptos em massa, muito felizes por sentirem o apoio da nossa académica e por sentirmos a cidade de Coimbra voltar-se a aproximar do futebol e voltar-se a aproximar do clube.

Na subida ao segundo escalão do futebol português, há duas equipas que vão diretamente para o patamar acima. O terceiro lugar vai jogar um playoff com o antepenúltimo da segunda divisão.

Damos agora destaque às modalidades. Martim, no andebol, o Sporting venceu o Futebol Clube do Porto por 33x30, mas o destaque deste clássico acabou por ser tóxico.

Isto, Nadine, porque a partida sofreu um atraso de 18 minutos após os responsáveis do Sporting se queixarem de um cheiro intenso a lixívia ou a outro produto químico adormecedor, de acordo com o Sporting, no balneário. A situação escalou rapidamente, o que obrigou a assistência médica do treinador Ricardo Costa e do pivô Christian Moga, que foram transportados para o hospital para serem observados. O Sporting alegou uma tentativa deliberada de condicionar a equipa, enquanto o Futebol Clube do Porto negou qualquer irregularidade. Este incidente acabou por lançar uma sombra sobre este jogo, mas desportivamente os leões acabaram por sair por cima.

E do andebol passamos à corrida na Fórmula 1, Max Verstappen pondera abandonar o desporto.

Embora não tenha havido corrida de Fórmula 1 este fim de semana, os bastidores da modalidade estiveram em ebulição. Max Verstappen, o campeão mundial em título, manifestou publicamente irritação com os novos regulamentos técnicos previstos para 2026. O piloto da Red Bull critica a crescente complexidade dos sistemas híbridos e as restrições aerodinâmicas que, na visão de Verstappen, podem desvirtuar o ADN da competição e tornar os carros mais lentos e menos desafiantes para os pilotos. Estas declarações surgem num momento crítico em que as equipas começam a dedicar a maior parte dos recursos ao desenvolvimento dos monolugares de 2026. A resistência de Verstappen pode sinalizar uma tensão crescente entre as estrelas da modalidade e da FIA, num desporto que está a procurar equilibrar a sustentabilidade ambiental com o espetáculo da velocidade pura.

E é com a corrida da Fórmula 1 que terminamos este Vamos à Bola, o jornal de esporte da Rádio Observador, hoje com edição do jornalista Martim Madeira. O Vamos à Bola regressa amanhã.