Pokémon GO

Pokémon GO, a nova loucura da Nintendo que põe milhares a capturar monstros pelas ruas

A realidade virtual aumentada permite aos "treinadores" capturarem Pokémon pelas ruas. Mas este novo jogo também já levou a vários ferimentos e até a alguns assaltos.

Autor
  • Diogo Barreto

Os Pokémon deixaram de ser pura fantasia. Os pequenos monstros de bolso (Pokémon = Pocket Monsters) passaram para um plano entre a ficção e a realidade com o lançamento do Pokemon GO, o jogo que permite apanhar pokémons nas ruas.

A Niantic foi a responsável por criar este jogo que permite ao utilizador capturar Pokémons que se encontrem em “estado selvagem”. O objetivo é o mesmo dos jogos que funcionavam nas Game Boys: é preciso “apanhá-los todos”. Para o fazer, como muitos dos jovens com vinte anos sabem, é necessário atirar uma pokébola virtual ao adversário.

Os pokémons capturados eram então usados para evoluir e conseguir combater em ginásios e ganhar crachás. Mas tudo isto era feito através de uma consola, a olhar para um ecrã e a controlar uma personagem. Com o Pokémon GO o sistema é diferente e o jogador é incitado a viajar, como as personagens do jogo.

Os pokémons neste jogo vão encontrar-se em parques, casas, bibliotecas e descampados e só podem ser apanhados se o utilizador estiver perto do local assinalado no ecrã do seu smartphone. Quando o jogador aponta a câmara para um local onde supostamente está um pokémon, este aparece sobre o fundo real, como se vê no vídeo abaixo.

E, para chocar um ovo com um pokémon lá dentro não se pode mandar o boneco andar, o jogador tem ele mesmo de se movimentar. E muito. E a pé, para alcançar uma distância determinada pelo jogo.

Os efeitos do Pokémon GO na Nintendo

Desde que o Pokémon GO foi lançado quarta-feira, dia 7 de julho, até esta segunda-feira, dia 11, as ações da Nintendo subiram mais de 35%, informa a Bloomberg.

Esta foi uma das primeiras vezes que a histórica multinacional da tecnologia se aventurou nos jogos para smartphones, sendo que até março tinha apenas feito jogos para as suas consolas, como a Nintendo 64, o Game Boy, a Nintendo DS ou a Wii.

Sexta-feira, o Pokémon GO era aplicação com mais downloads na app store da Apple dos Estados Unidos e a Nintendo valia 23 mil milhões de dólares no mercado. Esta segunda-feira a cotação da empresa na bolsa de valores de Tóquio subiu 25%, noticia a Bloomberg.

Embora o jogo seja grátis, os utilizadores são convidados a comprar certos upgrades para conseguirem tornar os seus monstros mais fortes e competitivos, uma experiência que um porta-voz da empresa afirmou ao New York Times estar a correr “melhor do que esperado”.

A questão da segurança

Uma das grandes preocupações dos criadores do Pokémon GO, durante o seu desenvolvimento foi conseguir arranjar formas de manter os utilizadores em segurança. Para o conseguirem, a Niantic vai incluir mensagens a advertir os jogadores para não olharem constantemente para os telefones.

No entanto, o jogo de “realidade aumentada” já causou alguns ferimentos. Por exemplo, um jovem de 21 anos que caiu do seu skate por estar a olhar para o telemóvel de forma a “não perder nenhum pokémon que estivesse por perto e pudesse ser apanhado”. Já uma web designer de 22 anos caiu do passeio e torceu o tornozelo por ter olhado para cima em busca de um pokémon: enquanto olhava para o céu e continuava a andar, caiu num buraco.

Segundo o New York Times, já foram “avistados” pokémons em locais perigosos como em tabliers de carros e em cruzamentos perigosos. Há relatos de “joelhos esfolados, acidentes com portas giratórias e ir contra árvores”, informa o NYT.

Em Darwiun, Austrália, a polícia pediu até aos jogadores para não entrarem na esquadra para apanharem pokémons.

O jogo permite que o telemóvel comece a vibrar quando um pokémon estiver nas redondezas e, para as crianças que joguem com os pais, estará disponível uma pulseira que vibrará nessas ocasiões, informa o New York Times.

Sem Título

A polícia do Missouri, Estados Unidos, informou que quatro adolescentes roubaram vítimas depois de as atrair com o Pokémon GO, este domingo.

Os assaltantes terão colocado um chamariz na zona para atrair os jogadores e depois assaltavam-nos. Os suspeitos, que têm entre 16 e 18 anos, já foram detidos.

Aspetos positivos do jogo

Dois dos pontos que têm sido reforçados como aspetos positivos do jogo são que o Pokémon GO leva os jogadores a fazerem mais exercício e a conhecerem melhor as suas cidades.

E o Pokémon GO tem servido também para juntar os pokétreinadores, sendo que há relatos de pessoas que já se conheceram enquanto jogavam, por se terem encontrado no jogo.

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