A exposição “Joias da Carreira da Índia”, com 200 peças em ouro e prata que percorrem o período do século XVI ao século XX, vai inaugurar a 13 de novembro no Museu do Oriente, em Lisboa. De acordo com o museu, a exposição, comissariada por Hugo Miguel Crespo, do Centro de História da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, vai apresentar até 26 de abril de 2015 um conjunto de peças trabalhadas com pedras preciosas e esmaltes coloridos.

O conjunto foi cedido por colecionadores privados, pelo Museu Nacional de Arte Antiga, o Museu Nacional Soares dos Reis, a Fundação Medeiros e Almeida, a Fundação Ricardo do Espírito Santo Silva, o Patriarcado de Lisboa e as dioceses de Santarém e Coimbra.

Entre as peças encontra-se um cofre com as armas de Álvaro de Castro, filho do governador e vice-rei João de Castro (1500-1548), que será exibido ao público pela primeira vez, segundo o museu.

A “Carreira da Índia” era a ligação marítima anual entre Lisboa e Goa, que se iniciou logo após a descoberta do caminho marítimo para a Índia por Vasco da Gama, em 1497-1498. Esta ligação manteve-se desde essa altura até ao surgimento da navegação a vapor e à abertura do Canal do Suez, no século XIX.

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Esta exposição vai mostrar as joias que cativaram os portugueses que desembarcaram nas naus da “Carreira da Índia”, ainda mais cobiçadas do que as especiarias como a pimenta de Cochim, a canela do Ceilão ou o cravinho das Molucas. A partir deste contacto entre duas culturas foram surgindo objetos de ouro e prata com influências dos dois mundos nas representações simbólicas, nomeadamente a religiosa.