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Siza Vieira

Arquitetos portugueses na China festejam novo prémio atribuído a Siza Vieira

O prémio internacional atribuído ao primeiro projeto de Siza Vieira na China "é uma boa notícia" para as dezenas de arquitetos portugueses que trabalham naquele país.

Siza Vieira foi distinguido por um edifício que desenhou na China

CARMO CORREIA/LUSA

O prémio internacional atribuído ao primeiro projeto de Siza Vieira na China “é uma boa notícia” para as dezenas de arquitetos portugueses que trabalham naquele país, disse esta sexta-feira à agência Lusa em Pequim Nuno Lobo.

“O prémio da ‘Archdaily’ mostra que a arquitetura portuguesa tem valor e que vale a pena as empresas investirem em arquitetos portugueses”, acrescentou aquele jovem arquiteto.

Nuno Lobo, radicado há mais de sete anos em Pequim, realçou que o ‘site’ que atribuiu o prémio, na quinta-feira passada, é “muito conhecido entre os arquitetos”.

“Isto é muito bom para Portugal e para os arquitetos portugueses que trabalham na China”, disse a arquiteta paisagista Sofia Castelo, estabelecida também na capital chinesa.

Nuno Lobo, 36 anos, formado no Porto, é um dos mais antigos arquitetos portugueses residentes na China continental.

Quando chegou, em 2007, eram “apenas cinco ou seis”; hoje são “dezenas”, espalhados por várias cidades, entre as quais Xangai e Shenzhen, no sul da China, contou Nuno Lobo.

O prémio “Archdaily Building of the Year 2015” distinguiu um edifício de escritórios na província chinesa de Jiangsu desenhado por Siza Vieira em colaboração com o arquiteto Carlos Castanheira, e inaugurado no verão passado.

“O facto de um edifício construído na China ser reconhecido a nível internacional é extraordinário. A construção na China ainda não tem a qualidade do que faz na Europa”, salientou Sofia Castelo.

Foi o primeiro projeto de Siza Vieira na China, desenhado e construído ao longo de quatro anos, sobre um lago artificial.

Trata-se de uma construção curvilínea de 10.000 metros quadrados, com apenas dois pisos e 300 metros de comprimento, edificada no meio do reservatório da fábrica Shihlien Chemical Jiangsu Co, em Huaian, no leste da China.

Batizada pelos proprietários com o nome de “Edifício sobre a Água”, a obra faz lembrar um dragão flutuar.

“Xi Zha” (Siza, em chinês), galardoado em 1992 com o Pritzker Prize, o Nobel da Arquitetura, é um nome muito admirado entre os arquitetos chineses, nomeadamente por Wang Shu, o primeiro chinês distinguido com aquele prémio, há três anos.

Para o Shihlien Group, o consórcio de Taiwan que encomendou o edifício agora premiado, Siza Vieira “é um dos grandes mestres da arquitetura vivos”, com uma obra de linhas “minimalistas” e “altamente poética”.

“O minimalismo simples do seu vocabulário arquitetónico está intimamente ligado à paisagem e casa-se com um profundo respeito pela região, a cultura e a história, dando à obra uma irresistível tensão e vitalidade”, considerou o Shihlien Group.

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