Foi divulgada a primeira fotografia de Eddie Redmayne na pele de uma mulher, literalmente. A estrela que recentemente ganhou um Óscar de melhor ator pela sua performance em A Teoria de Tudo vai dar vida à dinamarquesa Lili Elb, tida como a primeira mulher transgénero. Pouco se sabe sobre a longa-metragem batizada de The Danish Girl, mas a primeira imagem oficial já está a circular na imprensa internacional e mostra um Redmayne de cabelos encaracolados e lábios pintados de vermelho.

A história do filme é passada na década de 1920 e foca-se na vida de Einar Wegener que, apesar de ter nascido homem, sofreu uma das primeiras operações para mudar de sexo. No centro da trama está também o romance entre Wegener e a sua mulher Gerda Waud, ambos artistas, com quem se casou ainda homem. Mas com o tempo ele viria a transformar-se em ela.

Redmayne volta a repetir uma receita de sucesso ao socorrer-se de Alexandra Reynolds, a mesma pessoa que o ajudou a recriar os movimentos de Steven Hawking na longa-metragem nomeada aos Óscares. Agora o objetivo é diferente, mas nem por isso menos desafiante: o ator tem de adotar traços femininos e, para isso, a dupla está a trabalhar desde o início de janeiro.

Para Eddie esta é uma história de “autenticidade, identidade e amor”, mas também de coragem, considerando que o risco de cirurgia em 1920, à qual a sua personagem se submeteu, era extremamente alto. Dito isto, é o papel mais sensível alguma vez interpretado pelo ator de 33 anos. É ele próprio quem o diz ao Mail Online. Mas não está sozinho no barco: do elenco fazem parte nomes como Amber Heard, Matthias Schoenaerts e Ben Whishaw. O filme conta com a realização de Tom Hooper (responsável por O Discurso do Rei) e é baseado no romance de David Ebershoff.

O tema que à partida poderá ser controverso está a gerar polémica e ainda o filme não chegou ao grande ecrã. Têm sido levantadas questões quanto à escolha do ator principal, tais como esta: por que motivo não foi escolhida uma mulher transgénero para interpretar Lili Elb? A isso Redymane respondeu — numa entrevista concedida ao Telegraph — que, apesar de não duvidar da existência várias atrizes transgénero com talento, na época em que a história se passa ainda não existiam hormonas.

A Time acrescenta que, caso a polémica não atrapalhe, é provável que Redmayne esteja perante uma segunda nomeação ao Sr. Óscar. Mas até lá é preciso esperar: o filme chega às salas de cinema apenas em 2016.