Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Das três com o Miguel Vieira. Jornal das três com o Miguel Vieira. Miguel, foi aprovado por unanimidade o alargamento da licença parental.
Sim, o Parlamento aprovou hoje, em votação final global, o alargamento da licença paga 100% até aos seis meses e também a jornada contínua para o setor privado com filhos até aos 12 anos. A versão final resultou de uma proposta conjunta do PSD e do PS e tem efeitos a partir de 1 de janeiro do próximo ano. Apesar da aprovação por unanimidade, vários partidos dizem que se podia ter ido mais longe, sobretudo no que toca à proteção das mães vítimas de violência doméstica. No final da longa votação, a deputada do PSD, Isaura Morais, quis vincar que este alargamento está previsto na reforma laboral chumbada pela oposição.
Esta medida que hoje aqui apresentamos, este alargamento da licença parental para muitos mais meses, embora com várias modalidades de subsídios, já estava previsto naquela que foi a proposta do governo para a reforma laboral. Lamentamos que, com o apoio da maioria dos partidos da oposição, ela não pudesse ter descido à especialidade para que a mesma pudesse ter sido discutida na especialidade.
A crítica de Isaura Morais, do PSD. Ora, o PS, por Miguel Cabrita, diz que não se devem desvalorizar os avanços agora conseguidos.
Não há, neste debate, nenhuma razão para desvalorizarmos os avanços que hoje conseguimos, por imperfeições eventuais que a lei pode ter e que podem vir a ser corrigidos no futuro. Sim, nós gostaríamos de acautelar melhor todas as situações, mas que nenhuma imperfeição da lei apague o dia histórico que hoje vivemos.
Miguel Cabrita, deputado do Partido Socialista, antigo secretário de Estado com a pasta do Emprego, na declaração de voto, depois de aprovado, por unanimidade, o alargamento da licença parental, passa a ser paga 100% até aos seis meses. A medida entra em vigor no início do próximo ano.
O Ministério Público deduziu acusação contra o autor de um ataque com coquetel molotov durante a Marcha pela Vida.
Nelson Vassalo é acusado de 10 crimes, entre eles infração terrorista, tentativa de homicídio, posse de arma proibida e incêndio. O Ministério Público considera que Nelson Vassalo agiu com a intenção de afetar seriamente os manifestantes, mas, sobretudo, com a intenção de afetar o sentimento de segurança de todos aqueles que, não estando presentes na manifestação, defendessem ou viessem a defender aquelas convicções quanto ao aborto, à eutanásia e ao suicídio medicamente assistido. O Ministério Público acredita que houve uma motivação ideológica para o ataque. Nelson Vassalo está em prisão preventiva a aguardar pela conclusão do processo.
O presidente da Câmara do Porto vê com bons olhos a abertura de um processo para apurar as circunstâncias da intervenção da PSP durante a manifestação pelo direito à habitação na cidade.
Ontem, o autarca do Porto afirmou que a polícia foi forçada a intervir para travar os protestos. Ora, esta tarde, em declarações aos jornalistas, Pedro Duarte sublinhou que é preciso transparência. Elogia, por isso, a iniciativa da Inspeção-Geral da Administração Interna, que decidiu avançar com uma averiguação à atuação dos agentes da PSP.
Tudo que seja esclarecer, investigar, a bem da transparência e do escrutínio, eu acho que isso é muito favorável e parece-me muito importante que isso seja levado até às últimas circunstâncias. E, portanto, acho que este tipo de transparência é excelente. Todos nós vimos algumas imagens que foram gravadas por telemóveis, mas isso às vezes também são uma parte do que ali aconteceu e, portanto, é bom que seja tudo esclarecido a esse respeito.
O autarca da cidade do Porto elogiou ainda a forma como decorreu a concentração convocada para a última noite.
Eu saúdo muito a forma ordeira como ontem a manifestação decorreu. Decorreu dentro do quadro legal vigente e quando é assim, a democracia ganha. E, portanto, nós temos que ouvir as pessoas, obviamente, e temos que encontrar respostas com as nossas políticas.
São legítimas as reivindicações e preocupações dos manifestantes, disse o presidente da Câmara Municipal do Porto, numa declaração captada pela CNN Portugal.
Já o governo diz que não muda de estratégia por causa dos gritos nas ruas.
É essa a expressão usada pelo ministro dos Assuntos Parlamentares, numa referência às manifestações dos últimos dias. Num debate na Assembleia da República sobre o aumento do custo de vida, pedido pelo PCP, Carlos Abreu Amorim afastou pressões sobre o governo à boleia dos protestos.
Este governo não vai ceder aos gritos que vêm da rua. Este governo resolve problemas com políticas públicas, com soluções sérias, com soluções construídas. Sim, com a estatística, senhor deputado. Com a estatística. A estatística é importante, os dados são importantes, não são os slogans irrealistas. Nós resolvemos os problemas com os ingredientes da realidade e tentando sempre, e conseguindo, resolvê-los dentro do espírito, repito, da moderação, do humanismo e da defesa do Estado de direito.
Carlos Abreu Amorim acusou ainda o líder do Bloco de Esquerda, José Manuel Pureza, de fazer um apelo à insurreição, à semelhança do que acontece noutras cidades europeias, um apelo para que se replique em Portugal protestos em outras cidades europeias. O Bloco pediu a defesa da honra para refutar a acusação e o deputado do PS, João Torres, garante que ninguém quer importar conflitos, mas as críticas sobre a atuação da PSP foram muitas por parte dos partidos à esquerda, com o PCP, que pediu o debate, a acusar o governo de responder aos problemas, como o problema da habitação, com força policial.
Como é que o governo torna a habitação mais acessível? Aumenta as rendas. Como é que garante que as pessoas tenham casa? Facilita os despejos. Como é que se responde à especulação imobiliária? Com borlas fiscais. Como é que se responde a quem reclama? À bastonada. É esta a vossa política, senhor secretário de Estado.
A crítica da líder parlamentar do PCP, Paula Santos, num debate de antecipação das manifestações agendadas para amanhã. Um protesto contra o aumento do custo de vida.
Morreu Joaquim Lutria. O antigo jornalista tinha 82 anos.
Notícia conhecida ao início da tarde. Joaquim Lutria começou a carreira de jornalista em 1963, no Diário de Lisboa. Foi repórter internacional, esteve na BBC, na Associated Press, entre vários outros marcos de uma carreira cheia. Desde logo, foi um dos moderadores do debate entre Álvaro Cunhal e Mário Soares, em novembro de 1975, aquele longo debate marcante também para a história da democracia em Portugal. É nosso convidado a esta hora o jornalista Gonçalo Pereira Rosa, que mantinha uma relação de amizade com Joaquim Lutria. Gonçalo, boa tarde, bem-vindo, obrigado pela disponibilidade. Foi, de resto, Joaquim Lutria que assinou o prefácio do seu último livro. E assim foi.
É verdade. Boa tarde. Sim, o meu e do Joaquim, uma amizade de muitos anos. Ele foi um gigante na nossa profissão. Eu chamava-lhe muitas vezes o homem dos cinco instrumentos, que eu acho que ele foi o único jornalista em Portugal que conseguiu dominar todas as plataformas. Ele foi um jornalista de agência, de mérito inquestionável, na Associated Press. Ele foi jornalista de imprensa escrita no Diário de Lisboa, com uma carreira ímpar. Depois fundou revistas, fundou a Sábado. As pessoas esquecem-se, mas a Sábado também foi fundada por ele. Fundou o Tal & Qual, foi apresentador de televisão e quando já tinha feito tudo, foi ainda pra rádio porque queria experimentar essa plataforma. O Joaquim foi o homem dos cinco instrumentos.
Há pouco tivemos aqui Ramon Foon, também um dos fundadores do Tal & Qual, que considerava que Joaquim Leiria, o meio de comunicação onde mais se distinguiu foi na televisão. Partilha esta ideia?
Foi o meio que lhe deu mais notoriedade, foi aquele onde ele conseguiu dominar sem ter tido formação própria, porque não a teve em televisão e quem entrou pra televisão em 74, 75, como ele, teve que se adaptar e ir aprendendo enquanto fazia, mas foi aquele que lhe deu a grande notoriedade, onde ele se mostrou como um enorme entrevistador, porque era também um excelente conversador. Eu diria que o Joaquim se definia como um homem da imprensa escrita, que foi no Diário de Lisboa que ele se tarimbou no Tal & Qual, onde ele criou um género que não existia cá e ele gostava muito de explicar que tinha aprendido tudo nas agências, na Associated Press, onde aprendeu o que é a notícia seca, curta, que depois quando vai para Londres, pra BBC, desenvolve e transforma numa arte.
Ao longo da manhã temos ouvido várias pessoas. Não temos explorado tanto a dimensão mais humana, a dimensão mais pessoal, as características de personalidade de Joaquim Leiria. Quem era esse Joaquim Leiria?
Eu conto-lhe uma história que me foi contada por ele quando eu, por acidente, descobri nos arquivos da Torre do Tombo da PIDE/DGS, um processo dele. E o processo dele tinha sido um processo muito aborrecido no Diário de Lisboa, em que ele publicou a notícia e o diretor de então deu o nome dele. Não tinha de o dar, mas deu o nome dele e ele foi chamado à polícia. E o Joaquim só não teve mais problemas porque cinco anos antes, em 62, na crise estudantil, onde ele esteve envolvido até os ossos, como ele gostava de dizer, um colega, o Francisco Regues Chaves, recusou dar o nome do Joaquim como um dos organizadores do protesto. E o Joaquim guardou até o fim e disse: "Era aqueles favores que nunca poderei pagar". O Regues Chaves ao não dar o meu nome, impediu que eu ficasse marcado no regime como comunista ou protocomunista, que também o foi, até à Primavera de Praga. E, portanto, permitiu-me ter uma carreira. E o Joaquim era assim, era fiel aos amigos até o fim. Eu acho que quando lemos, por exemplo, as crónicas que ele publicou no jornal 24 Horas, já no século XXI, nós vemos um dos últimos espíritos livres, que, como ele dizia, distribuía bordoadas à esquerda e à direita, pouco se importando se estava a ferir a suscetibilidade de alguém. Era um dos poucos espíritos livres.
Um espírito livre que hoje se despediu de nós aos 82 anos e aqui recordado pelo jornalista Gonçalo Pereira Rosa, a quem agradeço a disponibilidade e pela partilha neste jornal das 15h da Rádio Observador. Joaquim Leiria, jornalista, referência para várias gerações de jornalistas, morreu hoje aos 82 anos, em Lisboa.
Miguel, vamos às notícias de âmbito local.
E é em Lisboa precisamente que começamos. O presidente da Câmara de Carlos Moedas quer suspender o sistema de trotinetas partilhadas. O anúncio foi feito pelo autarca ontem à noite nas redes sociais. Afirmou que a situação é uma vergonha, trânsito desordenado, trotinetas a circular em contramão. A proposta vai ser discutida, é essa a previsão, na próxima quarta-feira, em reunião de Câmara. O vereador do CHEGA, Bruno Mascarenhas, já disse que acompanha esta intenção de Carlos Moedas. João Ferreira, vereador eleito pela CDU, reconhece que há problemas associados à utilização de trotinetas, mas sugere que a solução não deve passar pela suspensão da utilização deste meio de transporte. No Barreiro, os transportes coletivos alertam para possíveis perturbações na circulação de autocarros amanhã, por causa de uma greve convocada pelo Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Local e Regional. A paralisação deve começar às 04:30 da manhã de sábado desta madrugada e prolonga-se até às 02:30 de domingo. Em Vila Nova de Famalicão, o trânsito vai estar condicionado no domingo por causa da realização da 12ª Meia Maratona da Cidade. A Estrada Nacional 206 e a Estrada Nacional 309 vão estar cortadas a partir das 08:00. As rotundas do Empreendedor e da Variante a partir das 06:00. As autoridades preveem que seja reaberta a circulação automóvel a partir das 14:30. Seguimos até Ourém. Realiza-se no domingo a primeira edição do Gran Fondo. Vai levar mais de 1500 participantes até Fátima, uma prova de ciclismo com início marcado para às 09:00. Arranque na estrada do Carregal. Entre os convidados vão estar os ciclistas David Rosa, Rui Costa ou ainda o antigo futebolista Pepe. Nas Caldas da Rainha vai realizar-se este fim de semana o Festival Jardins Abertos. O evento realiza-se desde 2017. A primeira vez nas Caldas vai passar pelo Parque Dom Carlos I e pela Mata Rainha D. Leonor, hortas urbanas e projetos ecológicos. Segundo a organização, a iniciativa tem por objetivo levar a população a conhecer a cidade através dos espaços verdes. Terminamos em Aveiro. A Câmara Municipal aprovou um investimento de mais de €320 mil para apoiar a gestão escolar. Acordo assinado através da celebração de protocolos com sete agrupamentos de escolas do município e uma escola artística. O Executivo aprovou ainda um investimento de quase €20 mil destinados a apoiar alunos do primeiro ciclo de agregados familiares com dificuldades económicas.