Literatura

Os conselhos de vida de J.K Rowling

Very Good Lives: The Fringe Benefits of Failure and The Importance of Imagination é o novo livro de J.K. Rowling, célebre autora do universo Harry Potter, e traz inúmeros momentos de sabedoria.

O livro faz uma reflexão do papel do falhança e da imaginação na vida e vai para além do cliché

Getty Images

O discurso de J.K. Rowling, escritora do universo Harry Potter, na cerimónia de graduação dos alunos de 2008 da Universidade de Harvard tem tanto para dizer que deu em novo livro. Very Good Lives: The Fringe Benefits of Failure and The Importance of Imagination sai no dia 14 de abril, publicado pela editora Little, Brown, e as vendas serão doadas para a Lumos, instituição de caridade da Rowling que ajuda crianças desfavorecidas, e para o programa de ajuda financeira da Universidade Harvard.

O livro faz uma reflexão do papel do falhanço e da imaginação na vida e vai para além do cliché, tendo sido ovacionada pelos licenciados da universidade de elite americana. “Eu falhei a uma escala épica: vivi um casamento excecionalmente curto, era desempregada e era pobre sem ser sem-abrigo”, disse Rowling, que ainda este ano relembrou no Twitter recentes rejeições sob o seu pseudónimo, Robert Galbraith.

O jornal Guardian fez um levantamento de 10 marcantes citações que demonstram a genialidade desse discurso.

O falhanço e seus benefícios, segundo J.K. Rowling

  • “Há uma data de validade para culpar os teus pais de te guiarem na direção errada; quando tens idade suficiente para assumires controlo, a responsabilidade é tua.”
  • “Não sou cega o suficiente para supor que, só porque vocês são jovens, talentosos, cultos e educados, nunca conheceram a dificuldade e o desamor. Talento e inteligência nunca vacinaram ninguém do capricho do Destino.”
  • “Eu não vou ficar aqui e dizer-te que o falhanço é divertido. Esse é um período negro da minha vida, eu não fazia ideia que ia aparecer, como a imprensa descreveu, uma resolução em forma de conto de fadas.”
  • “Ao falhar tive de despir-me do que era desnecessário. Parei de fingir que era algo que não era, e comecei a direcionar a minha energia em acabar o único trabalho que realmente importava para mim. Se tivesse sucedido em mais alguma coisa na minha vida, eu nunca teria encontrado determinação no sucesso da única casa a que realmente pertenci.”

O poder da imaginação e a empatia, de acordo com J.K. Rowling

  • “Nós não precisamos de magia para mudar o mundo, nós possuímos todo o poder que precisamos em nós: temos o poder para imaginar melhor.”
  • “Muitos preferem não exercitarem a sua imaginação. Escolhem ficar confortáveis nos limites da sua experiência, sem se incomodarem em imaginar como seria nascerem de uma forma diferente daquilo que são.”
  • “Aqueles que escolhem não demonstrar empatia desbloqueiam verdadeiros monstros. Sem se comprometerem a um ato de mal direto connosco, nós conspiramos com ele, através da nossa própria apatia.”
  • “Em cada dia da minha semana de trabalho, quando tinha 20 anos, relembrava-me como eu era incrivelmente sortuda por viver num pais com eleições democráticas, onde existisse representação legal e um julgamento público com direitos para todos.”
  • “Uma das muitas coisas que aprendi no final daquele corredor dos Clássicos, que me aventurei quando tinha 18 anos à procura de algo que não conseguia definir na altura, encontrei algo escrito pelo Plutão: ‘O que realizamos interiormente acaba por alterar a realidade exterior.’ Isto é uma afirmação incrível e ainda por ser provada mil vezes nas nossas vidas. Expressa, em parte, a nossa inevitável ligação com o mundo exterior, o facto que toca a vida dos outros por apenas existirmos.”
  • “Tal como o conto é, também é a vida: não importa o quão longa é, mas o quão boa foi.”

Pode ver abaixo o discurso de J.K. Rowling na Universidade de Harvard, em 2008.

 

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