Ideias feitas. Coisas que tomamos como certas. Tanto, que nem as questionamos. Por exemplo, toda a gente sabe que beber oito copos de água por dia é o ideal para sermos saudáveis. E que devemos fechar as janelas à noite, senão as traças ficam atraídas pelas luzes da sala. Não é? Pois, talvez não seja bem assim…

A regra dos cinco segundos

Se a última barra de chocolate cair diretamente e sem misericórdia no chão tem cinco segundos para a apanhar e pôr na boca sem que um batalhão de bichos a contamine. É nisto que temos sido levados a acreditar, mas a ciência diz que as coisas não são bem assim.

Jillian Clarke, investigadora da Universidade de Illinois, pegou num azulejo e encheu-o de bactérias E. coli. Depois largou alguma comida no azulejo para testar esta ideia feita. E apercebeu-se que ela não passava de um grande ultraje: as bactérias contaminam a comida ao primeiro nanosegundo do contacto desta com o chão.

O álcool mata as células cerebrais

O The Guardian diz que não podemos exagerar: o álcool puro mata realmente células. E não apenas as cerebrais, mas muitas outras, por isso é que é também tão eficaz para desinfetar.

Mas o álcool utilizado nas bebidas, se tomado em pequenas quantidades, não tem um efeito muito significativo – apesar do efeito reconhecido nos alcoólicos crónicos, em que realmente se verifica a morte de células cerebrais. Mas um estudo da Medical News Today sugere mesmo que as células cerebrais de adultos que tenham deixado de beber mostram sinais de recuperação.

Devem beber-se oito copos de água por dia

Mal não há-de fazer, mas não existem evidências de que resulta mesmo em mais saúde. A National Center for Biotechnology Information mostra que o número oito não tem verdadeiramente um sentido científico, já que os consumos dependem de muitos fatores e dos físicos diferentes de pessoa para pessoa. Portanto, beba água, mas não se fie no número predefinido de oito copos.

As traças gostam da luz artificial

Andamos a culpar as traças de se intrometerem nas nossas casas por adorarem as luzes artificiais, mas há duas teorias para isso: uma diz que, como as traças se regem pela luz lunar, as luzes das casas assemelham-se a luas mais próximas; outra avança que a luz pode baralhar os sentidos destes insetos, tendo um estudo até afirmado que os infravermelhos de uma vela se assemelham às feromonas emitidas pelas fêmeas.

A Grande Muralha da China é a única estrutura feita exclusivamente por humanos que pode ser vista do espaço a olho nu

Os chineses que nos perdoem, mas até a NASA diz que é mentira: a dita muralha não pode de todo ser vista do espaço, mesmo numa órbita baixa mais próxima da Terra. Apesar da grandeza, não tem tamanho suficientemente grande para isso.

O ser humano tem cinco sentidos

Visão, audição, tato, olfato e paladar. Desde que entramos na escola que sabemos serem cinco os sentidos do Homem, certo? Pois, parece que não, conta o The Guardian: os cientistas apontam para um sexto sentido. E sétimo, oitavo, nono e décimo! São eles a sensação da temperatura, do movimento, da dor, do equilíbrio e da vibração. Parece algo confuso, mas na Natureza existem muitos exemplos de sentidos semelhantes a estes: os golfinhos detetam campos elétricos, por exemplo.

Existem três estados de matéria

Sólido como gelo, líquido como a água e gasoso como o vapor. Estes são os três estados de matéria que todos conhecemos. Mas sabia que existem outros? Por exemplo, existe o estado de plasma, através da ionização das moléculas e átomos de gás. E a matéria também pode assumir outras condições, quando está debaixo de ambientes extremos. Um outro exemplo é o estado de “superfluido”, em que o elemento perde toda a viscosidade.

E agora, mais uma novidade: há umas semanas a Science Alert noticiou a descoberta de um novo estado de matéria chamado “metal Jahn-Teller”. Existe quando os materiais se tornam altamente isolantes e condutores a altas temperaturas.

O maior ser vivo do mundo é a baleia azul

Achava que nenhum ser vivo podia competir com os trinta metros de comprimento e 180 toneladas da baleia azul? Parece impossível, mas não é. E o título vai para… um cogumelo.

Encontra-se nas montanhas de Oregon, este fungo amarelo e castanho que cresce no solo, mas busca comida milhas abaixo da terra, chegando a matar as árvores que dependem dos nutrientes do solo. O pequeno cogumelo acaba por ocupar seis quilómetros quadrados de espaço.